Do túmulo tecnológico para a Coinbase: por que uma baleia mineradora de 2010 resolveu mover 2.000 BTC (cerca de US$ 182 milhões ou R$ 1,02 bilhão) hoje? Detectada pelos dados on-chain, a transação envolveu 40 endereços P2PK dormentes desde 2010, enviando lotes de 50 BTC para a exchange. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está a R$ 512.935, uma alta de 4,37% em 24h. O movimento reacende debates sobre pressão de venda em um mercado volátil.
Origem dos Bitcoins: Minerados na Era Satoshi
Os 2.000 BTC saíram de 40 endereços Pay-to-Public-Key (P2PK), formato usado nos primórdios da rede Bitcoin, inclusive por Satoshi Nakamoto em transações para Hal Finney. Cada endereço recebeu exatamente 50 BTC em 2010, quando o bloco rendia essa quantia e o preço era irrisório — cerca de US$ 3,50 por BTC. Hoje, cada lote vale milhões, totalizando US$ 182 milhões a US$ 91 mil por unidade.
A movimentação ocorreu em lotes precisos de 50 BTC, preservando a estrutura original. Dados on-chain mostram inatividade total por 15 anos, sugerindo um minerador antigo ativando chaves legadas. Esse padrão é raro: baleias da era Satoshi raramente se movem, e quando o fazem, coincidem com pontos de inflexão de mercado.
Para Coinbase: Venda Iminente ou Estratégia?
Depósitos em exchanges como a Coinbase frequentemente sinalizam sell pressure, mas os dados sugerem nuances. Julio Moreno, da CryptoQuant, nota que mineradores antigos emergem em preços altos como os atuais (~US$ 91K). No entanto, fluxos para exchanges podem servir a múltiplos fins: hedging, colateral para derivativos, OTC ou simples custódia moderna.
Rachel Lin, da SynFutures, enfatiza que exchanges oferecem “optionalidade” — não necessariamente venda spot. O mercado reagiu com cautela: Bitcoin está estável em 24h, mas com liquidez sensível a narrativas on-chain. Movimentações assim ampliam spreads e eliminam traders alavancados, independentemente de vendas reais.
Riscos e Mistério Tecnológico
O timing intriga: por que agora, com BTC próximo de US$ 100 mil? Possíveis motivos incluem de-risking de chaves antigas, planejamento sucessório ou rotação para ativos como ETH, visto em casos prévios. P2PK é obsoleto e vulnerável; migrar para custódia institucional mitiga riscos operacionais.
Em termos de mercado, o influxo cria sombra de venda: se convertido em oferta ativa, pode pressionar preços para baixo. Historicamente, no entanto, muitos depósitos dormentes não resultam em dumps imediatos. Investidores devem monitorar saldos na Coinbase e fluxos subsequentes via ferramentas on-chain.
Implicações para o Mercado Brasileiro
No Brasil, onde o BTC negocia a R$ 512.935 com volume de 281 BTC em 24h, esse evento reforça a vigilância. Baleias OG influenciam volatilidade global, afetando exchanges locais. Com variação positiva de 4,37%, o ativo resiste, mas traders devem observar níveis de suporte em US$ 90K.
Vale monitorar: conversão em pressão real ou mera atualização de custódia? Os dados on-chain ditarão o próximo capítulo desse mistério da era Satoshi.
📌 Nota: Uma ou mais fontes citadas estavam temporariamente indisponíveis no momento da redação.
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