A World Liberty Financial (WLFI), projeto intimamente ligado ao presidente Donald Trump e seu filho Eric, deu um passo ousado rumo à integração com o sistema financeiro tradicional dos EUA. A empresa, por meio de sua subsidiária World Liberty Trust Company, solicitou um charter nacional de trust ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC). O objetivo é emitir a stablecoin USD1 de forma regulada, com custódia pela BitGo, e ganhar acesso direto às redes de pagamentos nacionais. Essa movimentação, anunciada em 8 de janeiro de 2026, sinaliza uma era de regulação pró-cripto sob a administração Trump, acelerando a adoção de ativos digitais em pagamentos cotidianos americanos.
Detalhes do Pedido de Charter Nacional
Zach Witkoff, proposto como presidente e chair da World Liberty Trust Company, descreveu o pedido como uma evolução pivotal do ecossistema WLFI. Ao contrário de um charter bancário completo, que impõe supervisão mais rígida para serviços ao consumidor, o national trust charter permite serviços de custódia bancária sob a alçada do OCC. Isso facilitaria a emissão e conversão da USD1, stablecoin lastreada em dólar, tornando-a mais acessível para usuários comuns.
O movimento posiciona a WLFI ao lado de gigantes como Ripple e Fidelity Digital Assets, reforçando parcerias estratégicas. Em um contexto geopolítico onde os EUA buscam liderança em finanças digitais, essa iniciativa poderia transformar a WLFI em ponte entre cripto e o sistema legacy, beneficiando especialmente pagamentos transfronteiriços e remessas.
Contexto Regulatório: OCC e Acesso ao Fed
O OCC já concedeu charters condicionais de national trust a várias firmas cripto no ano passado, permitindo gerenciamento de ativos digitais sem aprovações estado a estado. Essa tendência histórica é vista como vitória para o setor, apesar de críticas de bancos tradicionais preocupados com estabilidade financeira.
A WLFI almeja “skinny” master accounts no Federal Reserve, que dariam acesso limitado ao sistema de pagamentos do Fed — essencial para liquidez moderna. Recentemente, o Fed abriu consulta pública sobre esses contas, um sinal positivo em meio a tensões globais por soberania monetária. Para o Brasil e América Latina, isso pode inspirar modelos semelhantes, pressionando regulações locais a se adaptarem.
Parceria com BitGo e Crescimento da USD1
BitGo, detentora de charter similar, atua como custodiante da USD1 desde o lançamento. Mike Belshe, CEO da BitGo, celebrou o marco: a stablecoin ultrapassou US$ 3,3 bilhões em valor no primeiro ano, demonstrando tração rápida. Com o charter aprovado, a WLFI gerenciaria ativamente sua emissão, potencializando expansão.
Essa aliança não só valida a USD1 sob escrutínio regulatório, mas também mitiga riscos de custódia, um ponto sensível pós-FTX. No panorama global, stablecoins reguladas como a USD1 poderiam desafiar o domínio de Tether e USDC, especialmente em ecossistemas emergentes.
Reação do Mercado e Perspectivas Geopolíticas
O token nativo WLFI reagiu positivamente, subindo 10% para US$ 0,18 logo após o anúncio, com ganhos de 37% em 14 dias. Esse rally reflete otimismo com a narrativa Trump-pró-cripto, em contraste com era Biden mais cautelosa.
Geopoliticamente, uma USD1 regulada aceleraria a adoção cripto nos EUA, impactando rivais como China no yuan digital. Para investidores brasileiros, monitorar aprovações OCC é crucial, pois pode elevar liquidez global de stablecoins e abrir portas para integrações com exchanges locais.
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