Investidor cartoon frustrado diante de exchange com cofre vazando moedas vermelhas e tela em pane, simbolizando prejuízo e bloqueio de saques na Coinbase

Coinbase: Prejuízo de US$ 667 milhões no Q4 e Pane Travam Saques

A Coinbase registrou prejuízo líquido de US$ 667 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo lucro de US$ 1,3 bilhão do ano anterior, devido a markdowns não realizados em seu portfólio de criptoativos. Paralelamente, em 12 de fevereiro de 2026, uma pane técnica bloqueou saques e negociações por 90 minutos, levantando questões sobre a robustez operacional da maior exchange dos EUA e a segurança dos fundos dos usuários.


Detalhes do Prejuízo no Q4 2025

Os dados do relatório trimestral mostram uma perda GAAP impulsionada por US$ 718 milhões em markdowns não realizados no portfólio de criptoativos da Coinbase, reflexo da queda de preços de Bitcoin e outros tokens no período. Adicionalmente, houve US$ 395 milhões em perdas em investimentos estratégicos, incluindo participação na Circle, emissora do USDC, que desvalorizou cerca de 40% no trimestre.

Apesar disso, os indicadores operacionais atingiram recordes: volume total de trading de US$ 5,2 trilhões (+156% YoY), participação de mercado em 6,4% (o dobro do ano anterior) e quase 1 milhão de assinantes pagos no Coinbase One. A receita total caiu 21,6% para US$ 1,78 bilhão, com receita de transações em US$ 983 milhões (-36% YoY). O EPS ajustado de US$ 0,66 ficou abaixo das expectativas de US$ 0,86 a 0,96. A empresa encerrou o ano com US$ 11,3 bilhões em caixa.

A Interrupção Técnica Recente

Na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, às 10h07 (horário do Pacífico), a Coinbase enfrentou uma falha que impediu compras, vendas, saques e negociações em sua plataforma global. A interrupção durou até 11h26, totalizando cerca de 90 minutos, conforme status oficial. A empresa investigou e implementou correções às 10h49, garantindo que os fundos dos clientes permaneciam seguros durante o incidente.

Os dados mostram que problemas semelhantes expõem vulnerabilidades em infraestruturas de alto volume. Usuários relataram incapacidade de acessar ativos em momento crítico, reforçando o debate sobre custódia em terceiros versus autocustódia.

Implicações para Confiança e Competição

Os números indicam resiliência operacional em volume, mas sensibilidade a volatilidade de preços nos ativos próprios. O caixa robusto de US$ 11,3 bilhões mitiga riscos de curto prazo, enquanto diversificação para 12 produtos acima de US$ 100 milhões ARR sugere estratégia além de trading spot. Contudo, competição cresce: Hyperliquid processou US$ 2,6 trilhões em volume derivativos, quase o dobro dos US$ 1,4 trilhão da Coinbase no período analisado.

Para usuários, a pane destaca riscos de indisponibilidade. A Coinbase enfatiza segurança, mas eventos como esses e críticas a perdas evitáveis de US$ 350 milhões em 2025 questionam a maturidade operacional. Monitorar market share e estabilidade será essencial.

Níveis Operacionais a Observar

Os dados sugerem foco em diversificação: expansão na UE via MiCA, aquisições como Deribit e parcerias em derivativos e prediction markets. Indicadores chave incluem manutenção do market share acima de 6%, crescimento de assinaturas e controle de markdowns em quartos voláteis. Investidores devem acompanhar o próximo relatório para avaliar se o modelo ‘Everything Exchange’ compensa oscilações de cripto.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Analistas cartoon apontando polegares para baixo sobre cofre COIN rachado e gráficos em queda, ilustrando prejuízo trimestral da Coinbase

Coinbase Registra Prejuízo de US$ 667 Milhões no Q4 e Ações São Rebaixadas

A Coinbase reportou prejuízo de US$ 667 milhões no quarto trimestre de 2025, equivalente a cerca de R$ 3,48 bilhões, com receita de aproximadamente US$ 1,8 bilhão, queda de 20% em relação ao ano anterior e abaixo das expectativas de Wall Street. O lucro non-GAAP por ação ficou em US$ 0,66, 30% inferior às projeções. Os dados refletem a desaceleração no mercado cripto, com Bitcoin caindo 47% de seu pico de US$ 126 mil em outubro, impactando volumes de negociação e liquidez da exchange.


Detalhes dos Resultados Financeiros do Q4

Os números divulgados pela Coinbase indicam uma contração significativa na receita de transações, principal fonte de renda da plataforma. A receita total de US$ 1,8 bilhão ficou aquém das estimativas dos analistas, que projetavam valores mais elevados em um cenário de recuperação pós-pico do Bitcoin. O prejuízo líquido de US$ 667 milhões contrasta com o desempenho anual, onde o volume de negociação atingiu US$ 5,2 trilhões, alta de 156% ante 2024, e a participação de mercado global dobrou para 6,4%.

No acumulado de 2025, receitas de assinaturas e serviços somaram US$ 2,8 bilhões, crescimento de mais de cinco vezes desde 2021, com cerca de 1 milhão de assinantes pagantes — triplo do registrado há três anos. A empresa expandiu produtos como futuros perpétuos 24 horas para clientes dos EUA, mercados de previsão e negociação de ações. Doze ofertas geram agora pelo menos US$ 100 milhões em receita anualizada. No entanto, os dados do trimestre mostram que a volatilidade recente do mercado cripto comprometeu a liquidez operacional.

Rebaixamentos de Analistas e Pressão sobre Ações COIN

Em resposta aos resultados, a Monness, Crespi, Hardt rebaixou a recomendação das ações COIN de ‘compra’ para ‘venda’, citando fraqueza prolongada nos mercados de ativos digitais e ciclos de baixa mais longos do que o esperado. A firma revisou para baixo projeções de receita, EBITDA e lucro por ação para 2026 e 2027, prevendo suavidade na primeira metade do próximo ano. Plataformas como Polymarket indicam apenas 22% de chance de a Coinbase superar expectativas do Q4, queda acentuada de mais de 70% no início da semana.

Outras instituições ajustaram alvos: H.C. Wainwright reduziu o preço-alvo para US$ 350 mantendo ‘compra’, enquanto JPMorgan cortou para US$ 290, classificando como ‘overweight‘. As ações COIN caíram 7,9% na quinta-feira, para US$ 146,94 (cerca de R$ 766), com recuo de 53,72% em seis meses e 33,56% no ano. Após o balanço, houve rebound de 3% no after-hours.

Contexto de Mercado e Vendas de Executivos

O desempenho reflete o ambiente macro: Bitcoin negociado a cerca de US$ 67.000 (R$ 349.320, segundo o Cointrader Monitor), com queda de 0,33% em 24 horas. Volumes declinaram em exchanges globais, pressionando receitas de trading. Adicionalmente, o CEO Brian Armstrong vendeu US$ 101,6 milhões em ações em janeiro, totalizando US$ 500 milhões em nove meses, sinalizando cautela interna.

Os dados sugerem desafios de liquidez para a Coinbase, com dependência de volumes voláteis. Investidores monitoram níveis de suporte em US$ 140 para COIN e recuperação do BTC acima de US$ 70.000. Perspectivas de longo prazo incluem crescimento em stablecoins e tokenização, mas adversidades de curto prazo predominam.


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