Os dados da CryptoQuant indicam que a variação do market cap do USDT em 60 dias caiu abaixo de -US$ 3 bilhões, nível registrado apenas uma vez antes, no fundo do mercado de baixa de 2022, quando o Bitcoin negociava próximo a US$ 16 mil. Essa métrica, destacada pelo analista Moreno, reflete estresse extremo de liquidez. Atualmente, com o BTC em torno de US$ 64.600 (-4,5% em 24h) e R$ 334.419 no mercado brasileiro, o sinal reacende debates sobre exaustão de vendas.
Detalhes do Indicador de Liquidez USDT
A métrica de variação de market cap em 60 dias mede a expansão ou contração sustentada da oferta de USDT, stablecoin dominante no ecossistema cripto. Quando negativa em magnitudes bilionárias, sinaliza retiradas contínuas de capital das exchanges, frequentemente associadas a desalavancagem forçada e redução de apetite por risco. Em 2022, esse patamar coincidiu com o fundo semanal do Bitcoin em meio a colapsos como o FTX.
Hoje, após ATH acima de US$ 100 mil em 2025, o BTC corrige para US$ 64-70 mil. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 334.419 (-4,61% em 24h, volume de 430 BTC). Os dados mostram que esse encolhimento não é oscilação pontual, mas tendência de 60 dias, sugerindo saída estrutural de liquidez.
Resgates Massivos e Saídas Institucionais
Complementando o sinal, registraram-se três resgates líquidos de USDT acima de US$ 1 bilhão em dias isolados recentes. Esses eventos ocorrem tipicamente em fases de volatilidade elevada ou bottoms locais, indicando movimentos de grandes players — possivelmente instituições — realocando para ativos fiduciários ou reduzindo exposição. Historicamente, tais fluxos precedem exaustão de pressão vendedora, não inícios de quedas prolongadas.
No contexto atual, com tensões macro como tarifas comerciais, o BTC testou suportes em US$ 65 mil. A análise reforça que resgates desse calibre marcam transição de pânico para estabilização, conforme padrões de 2022.
Stablecoins como ‘Pólvora Seca’ do Mercado
Stablecoins como o USDT funcionam como ‘pólvora seca’: expansão de oferta sinaliza influxo de capital fresco para ativos de risco; contração reflete cautela ou resgates forçados. Para o Bitcoin, sensível à liquidez, esse encolhimento bilionário em 60 dias implica ambiente de baixa liquidez nativa, pressionando preços de curto prazo.
Os dados sugerem assimetria: se os fluxos estabilizarem ou reverterem, o risco-retorno inclina para alta de médio prazo, similar a ciclos passados pós-desalavancagem. Persistência da contração, porém, pode estender a correção.
Níveis Chave e Perspectivas Macro
Enquanto o sinal USDT aponta possível fundo local, projeções cíclicas indicam fundo macro em outubro/novembro 2026 (230-240 dias à frente), alinhado a padrões históricos. Níveis a monitorar no BTC: suporte imediato em US$ 63-65 mil; resistência em US$ 70 mil. Indicadores de volume e RSI confirmam oversold, mas confirmação requer estabilização USDT.
Investidores devem observar fluxos semanais de stablecoins e volume spot para validação. Os números apontam oportunidade em estresses extremos, condicionada à exaustão confirmada.
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