A Base, rede Layer 2 incubada pela Coinbase, assumiu a liderança no ecossistema Ethereum com receitas de US$ 92 milhões (cerca de R$ 475 milhões) em 2024 e TVL superior a US$ 6 bilhões (R$ 31 bilhões). Os dados mostram domínio sobre a Arbitrum em 41%, impulsionado por SocialFi, memecoins e agentes de IA on-chain, alterando a dinâmica de liquidez nas soluções de escalabilidade.
Dominância Financeira e Métricas Chave
Os números revelam a consolidação da Base como principal L2. Enquanto o setor gerou US$ 277 milhões em receitas totais no ano, a Base capturou 33% desse valor, superando a Arbitrum — tradicional líder — em 41%, conforme compilação da CryptoSlate. Em janeiro de 2025, a rede chegou a deter 70% das taxas das L2s do Ethereum, com geração diária de cerca de US$ 147 mil (R$ 760 mil), contra menos de US$ 5 mil das concorrentes.
O TVL de US$ 6 bilhões reflete migração de liquidez, com picos de 8,8 milhões de transações diárias no final de 2024, processadas a custos baixos. Esses indicadores técnicos destacam eficiência operacional superior, com volume impulsionado por negociações de cbBTC e protocolos de IA como Virtuals Protocol.
Drivers de Crescimento: Narrativas Atuais
A ascensão decorre de tendências específicas. O “Onchain Summer” inicial, via apps como Friend.tech, demonstrou capacidade de alto throughput. Posteriormente, negociações massivas de memecoins e integração de tokens de IA mantiveram a atividade elevada. Esses setores voláteis atraem liquidez especulativa, elevando métricas de uso diário e receitas de taxas.
Os dados mostram correlação direta: volumes recordes coincidem com euforia em SocialFi e agentes autônomos on-chain, posicionando a Base como hub para experimentação em narrativas emergentes no Ethereum.
Transições Técnicas e Impacto Competitivo
Estrategicamente, a Base avança para autonomia. Inicialmente na OP Stack, migra para infraestrutura in-house, reduzindo dependência e acelerando atualizações. Essa mudança impactou concorrentes: o Optimism caiu dois dígitos em resposta, sinalizando realocação de desenvolvedores e usuários.
No contexto técnico, a transição fortalece resiliência, aproximando-se do “Stage 1” de descentralização com provas de falha. No entanto, a centralização residual pela Coinbase permanece um fator a monitorar em termos de governança.
Implicações para o Mercado Brasileiro e Pontos de Atenção
Para investidores brasileiros, a dominância da Base indica concentração de liquidez em L2s acessíveis. Taxas em centavos de real facilitam DeFi sem bridges caros, alinhando-se à roadmap Ethereum 2026 para recuperação do ETH via escalabilidade. Oportunidades surgem em setores como memecoins e IA, mas com volatilidade inerente.
Riscos incluem dependência de narrativas cíclicas e ausência de token nativo para incentivos. Níveis a observar: manutenção de TVL acima de US$ 5 bilhões e market share de receitas. Os dados sugerem continuidade se a migração técnica prosseguir sem interrupções.
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