Os dados mostram que a BlackRock retirou 2.086 BTC e 8.459 ETH da Coinbase, totalizando cerca de US$ 150 milhões, em operação registrada há cerca de 9 horas. Paralelamente, os ETFs de Bitcoin dos EUA enfrentam saída líquida de US$ 2,038 bilhões no dia anterior, com o IBIT da própria BlackRock liderando perdas em US$ 116,4 milhões. Esses movimentos destacam a distinção entre transferências institucionais para custódia e resgates de investidores varejistas.
Detalhes da Movimentação da BlackRock
A extração registrada pelo monitor TheDataNerd envolveu 2.086 bitcoins, avaliados em aproximadamente US$ 135 milhões, e 8.459 ether, somando US$ 15,84 milhões, conforme preços no momento da operação. No total, US$ 150 milhões foram transferidos da exchange para endereços associados à gestora. Tal ação não implica necessariamente venda no mercado, mas sim realocação para custódia fria, comum em gestoras para otimizar segurança e conformidade regulatória.
Essas transferências são recorrentes em instituições como a BlackRock, que gerencia o iShares Bitcoin Trust (IBIT). Os dados on-chain indicam padrões de movimentação frequente entre exchanges e carteiras próprias, visando gerenciar liquidez e riscos operacionais. Em valores atualizados, com o dólar a R$ 5,17, essa operação equivale a cerca de R$ 775 milhões.
Fluxos Negativos nos ETFs de Bitcoin
De acordo com a plataforma Farside Investors, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram outflow líquido de US$ 2,038 bilhões ontem. O IBIT da BlackRock contribuiu com US$ 116,4 milhões em saídas, seguido pelo FBTC da Fidelity com US$ 27,9 milhões. Esse fluxo negativo reflete resgates diretos por detentores de cotas, que recebem o equivalente em dinheiro após venda de BTC subjacente pelas gestoras.
Diferentemente das retiradas da exchange, os outflows de ETFs impactam diretamente a oferta circulante, pois exigem liquidação de ativos. Em 24 horas, o volume total de saídas acumula pressão vendedora, com o mercado respondendo em queda de cerca de 5% no Bitcoin. No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o BTC cotava a R$ 327.033,70, com variação de -4,94% em 24h e volume de 435 BTC.
Distinção entre Custódia Fria e Resgates de ETF
A chave para interpretar esses eventos reside na diferenciação técnica. Saques de exchanges para custódia fria, como o da BlackRock, preservam os ativos em armazenamento offline, reduzindo exposição a hacks e atendendo a requisitos de fundos. Não geram venda imediata, mantendo a posição longa da instituição. Já resgates de ETFs envolvem conversão de cotas em fiat, forçando gestoras a vender BTC no spot market.
Os dados sugerem que, apesar dos US$ 2 bilhões em outflows, participantes institucionais como BlackRock continuam ativos em rebalanceamentos. Métricas de volume on-chain mostram net extrações positivas em certos períodos, indicando acumulação estratégica em níveis de suporte próximos a US$ 95.000-100.000 para BTC.
Implicações para o Mercado de BTC
No curto prazo, os outflows de ETFs exercem pressão descendente, com o Bitcoin testando suportes em US$ 96.000. No entanto, movimentações institucionais como a da BlackRock sinalizam continuidade de interesse em alocação de longo prazo. Investidores devem monitorar o net flow semanal dos ETFs e volumes de transferência on-chain para avaliar tendências de liquidez.
Indicadores como médias móveis de 50 e 200 dias permanecem em configuração de alta, apesar da correção recente. Níveis a observar incluem resistência em US$ 105.000 e suporte em US$ 92.000, baseados em padrões gráficos recentes.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.