Executivos cartoon tradicional e tech ativando relógio 24/7 de blockchain, simbolizando plataforma NYSE para trading de ativos tokenizados

NYSE Lança Plataforma Blockchain para Trading 24/7 de Ações

A New York Stock Exchange (NYSE), a maior bolsa de valores do mundo, anunciou nesta segunda-feira (19) o desenvolvimento de uma plataforma digital para negociação 24/7 de ações e ETFs tokenizados. Em parceria com gigantes como BNY Mellon e Citi, a iniciativa combina o sistema de matching Pillar da NYSE com blockchains privadas, prometendo liquidação instantânea e financiamento via stablecoins. Esse movimento sinaliza o fim dos horários comerciais tradicionais e valida a tokenização de Real World Assets (RWA) em escala global.


Detalhes Técnicos da Plataforma

A nova infraestrutura integra o avançado mecanismo de matching Pillar da NYSE com redes blockchain privadas, permitindo operações contínuas, inclusive feriados e fins de semana, conforme detalhado no anúncio oficial. Recursos incluem ordens dimensionadas em dólares, liquidação on-chain e suporte a múltiplas redes para custódia e liquidação.

Michael Blaugrund, vice-presidente da Intercontinental Exchange (ICE), controladora da NYSE, destacou em entrevista que essa evolução amplia o acesso para investidores de varejo, integrando mercados financiados por stablecoins. A plataforma visa capturar a demanda global por trading ininterrupto, similar à proposta da Nasdaq para 24 horas em dias úteis.

Essa arquitetura híbrida — TradFi com blockchain — resolve limitações de liquidez e velocidade, essenciais para ativos tokenizados, que cresceram 7.840% em capitalização de mercado no último ano, atingindo US$ 397 milhões.

Parcerias com BNY Mellon e Citi

A ICE colabora com BNY Mellon e Citi para depósitos tokenizados em suas clearinghouses globais, facilitando transações fora do horário comercial. Essa aliança une custódia tradicional com infraestrutura distribuída, garantindo conformidade regulatória e escalabilidade.

Lynn Martin, presidente do NYSE Group, enfatizou: “Estamos liderando o setor rumo a soluções totalmente on-chain, baseadas em proteções incomparáveis e altos padrões regulatórios.” As parcerias reforçam a interoperabilidade entre sistemas legados e blockchains, um passo crucial para a migração de infraestrutura financeira clássica.

No Brasil, iniciativas semelhantes, como a stablecoin da B3, indicam tendências regionais alinhadas à globalização via tokenização.

Validação para Real World Assets (RWA)

A adoção pela NYSE legitima os RWA, ativos do mundo real tokenizados em blockchain, como ações e títulos. Isso democratiza o acesso 24/7, atrai varejo e institucionaliza a tecnologia, competindo com plataformas DeFi e CEX como Coinbase e Kraken.

Para investidores sérios, representa maturidade: blockchains privadas oferecem privacidade e compliance, enquanto a liquidação instantânea reduz riscos de contraparte. O crescimento explosivo de ações tokenizadas em 2025 reforça o momentum, com plataformas on-chain como TradeXYZ ganhando tração.

Próximos Passos e Regulatório

A plataforma aguarda aprovação da SEC, com lançamento previsto para o final de 2026. Analistas veem aprovação facilitada pelo ambiente pró-cripto nos EUA. Investidores devem monitorar integrações com stablecoins e expansão para outros ativos.

Esse marco pode redefinir mercados globais, unindo eficiência blockchain à confiança da NYSE. Vale acompanhar atualizações regulatórias e testes pilotos.


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Cristal INJ translúcido absorvendo partículas em fluxos dourados e verdes, com halo de aprovações simbolizando redução de oferta aprovada pela governança DeFi

Injective Aprova Redução de Oferta de INJ com 99,89% dos Votos

A comunidade do Injective aprovou com 99,89% de apoio uma proposta histórica de redução drástica na oferta do token INJ. A medida, conhecida como Supply Squeeze (IIP-617), atualiza os parâmetros de emissão e recompra, acelerando a remoção de tokens da circulação via programa de buyback-and-burn. Isso posiciona o INJ como um dos ativos mais deflacionários no ecossistema DeFi, em um momento de queda no preço do token.


Detalhes da Proposta Aprovada

A proposta IIP-617 reduz a emissão de novos tokens INJ e mantém o programa de buyback-and-burn, no qual receitas geradas pelo protocolo são usadas para recomprar e queimar tokens permanentemente. Até o momento, o Injective já removeu cerca de 6,85 milhões de INJ da circulação por meio dessas queimas.

O mecanismo funciona da seguinte forma: parte das taxas de transação e receitas do ecossistema é direcionada para comprar INJ no mercado aberto. Esses tokens são então destruídos, diminuindo o suprimento total. Com a emissão reduzida, o equilíbrio entre oferta e demanda tende a favorecer a escassez, especialmente se a adoção do protocolo crescer.

Essa atualização entra em vigor imediatamente após a votação, que contou com participação baseada no poder de voto stakeado. A governança ativa demonstra o compromisso da comunidade em otimizar os fundamentos econômicos do token.

Impacto Econômico da Redução de Suprimento

Do ponto de vista tokenômico, uma redução programada de suprimento cria pressão deflacionária. Princípio básico da economia: com demanda estável ou crescente e oferta encolhendo, o preço unitário tende a subir a longo prazo. No caso do INJ, isso contrabalança a emissão inicial de tokens, comum em blockchains L1 para incentivar staking e segurança de rede.

No curto prazo, o mercado não reagiu de forma explosiva — o INJ caiu cerca de 8% na data da votação, refletindo uma sell-off mais ampla de altcoins. No entanto, analistas veem isso como uma jogada estrutural: ao tornar o INJ mais escasso, o protocolo fortalece seu apelo como reserva de valor em DeFi. Investidores fundamentalistas monitoram métricas como taxa de queima anual versus crescimento de TVL (Total Value Locked).

Atualmente, o TVL do Injective está em US$ 18,67 milhões, abaixo dos picos de US$ 60 milhões em 2024, mas com potencial de recuperação impulsionado por essa dinâmica deflacionária.

Governança Ativa como Diferencial Competitivo

O que torna essa aprovação notável é a taxa de 99,89%, sinal de alinhamento raro na governança on-chain. Diferente de projetos centralizados, o Injective permite que holders de INJ decidam diretamente sobre parâmetros econômicos, reforçando a descentralização.

Essa governança ativa é um diferencial frente a concorrentes em DeFi. Protocolos com tokenomics rígidos ou inflacionários perdem atratividade; o Injective, por outro lado, adapta sua economia às condições de mercado via votações comunitárias. Isso pode atrair mais desenvolvedores e usuários, ampliando o uso em finanças descentralizadas, derivativos e exchanges on-chain.

Reações na comunidade, via X (antigo Twitter), foram otimistas, enquadrando a mudança como shift estrutural, não pump temporário.

Contexto de Mercado e Perspectivas

Apesar da queda de quase 80% no preço do INJ no último ano — e mais de 90% desde o ATH de março de 2024 —, o protocolo atrai interesse institucional. Em 2025, Cboe e Canary Capital protocolaram ETFs de INJ stakeado, visando capturar yields de staking. Novos validadores, como subsidiária da Deutsche Telekom e Korea University, reforçam a segurança e credibilidade da rede.

Para investidores brasileiros, vale monitorar como essa escassez impacta o par INJ/BRL em exchanges locais. A longo prazo, a combinação de governança proativa e tokenomics deflacionários pode reposicionar o INJ em bull markets futuros.


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Vitalik cartoon com blueprint simplificando prisma Ethereum pulsante de transações recordes e fluxo staking livre, celebrando recorde histórico

Ethereum Bate Recorde: Fila de Staking Zera e Plano de Vitalik para Simplificação

O Ethereum processou um recorde de 2.885 milhões de transações diárias na última sexta-feira, superando picos de 2021 com taxas médias próximas aos mínimos recentes. Ao mesmo tempo, a fila de saída de validadores zerou, sinalizando confiança no staking, enquanto filas de entrada acumulam 2,6 milhões de ETH. Vitalik Buterin defende agora uma simplificação radical do protocolo para um Ethereum mais descentralizado e auditável.


Recordes de Atividade On-Chain

A rede Ethereum registrou 2.885.524 transações em um único dia na sexta-feira, 17 de janeiro de 2026, o maior volume histórico segundo dados do Etherscan. Essa alta reverte uma desaceleração gradual observada ao longo de 2025 e acelera desde meados de dezembro. Impressionante é que, apesar do aumento, as taxas de transação permanecem baixas, graças a upgrades como EIP-1559, EIP-4844 e EIP-7702, além do offload para redes de camada 2.

Isso demonstra maturidade: o Ethereum lida com demanda elevada sem congestionamentos extremos, como visto em mercados de alta passados. A atividade reflete adoção crescente em DeFi, NFTs e aplicações cotidianas, processando mais transações que nunca com eficiência superior.

Fila de Staking Zerada e Oferta em Compressão

A fila de saída de validadores chegou a zero, permitindo saques imediatos de ETH stakeado. Isso contrasta com filas de entrada longas, com 2,6 milhões de ETH aguardando ativação — o pico em mais de dois anos. Tal dinâmica indica otimismo: stakers preferem entrar a sair, reduzindo a oferta circulante disponível no mercado.

Para o investidor brasileiro, isso significa potencial pressão altista no preço do ETH, pois menos tokens entram em circulação. A confiança na rentabilidade e segurança pós-Proof-of-Stake reforça essa tendência, com validadores vendo o Ethereum como reserva de valor sustentável.

A Tese de Vitalik: Simplificação como Prioridade

Vitalik Buterin, cofundador, alerta para a complexidade excessiva no código do Ethereum, que pode falhar no “walkaway test” — capacidade de operar sem os criadores originais. Em post recente, ele defende uma “coleta de lixo técnica“, removendo dependências desnecessárias e criptografias avançadas para priorizar simplicidade e auditabilidade.

A visão para 2026 inclui ritmo de desenvolvimento mais lento, focando em remover código obsoleto em vez de adicionar features. Exemplos como a transição PoW para PoS mostram sucesso nessa abordagem, garantindo descentralização sem tecnocracia centralizada.

Implicações para o Ecossistema

Esses marcos — recorde de uso, staking estável e plano de simplificação — posicionam o Ethereum como líder resiliente. Com taxas controladas e oferta comprimida, a rede atrai mais usuários sem sacrificar usabilidade. Investidores devem monitorar filas de validadores e atualizações no roadmap, pois indicam saúde on-chain e potencial de valorização. O foco em simplicidade assegura longevidade, beneficiando holders de longo prazo.


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Pilar cristalino de tokenização com 350B gravado no topo emergindo de base de stablecoins, rede cyan dominante simbolizando ATH de RWAs e liderança Canton

RWA Atinge ATH de US$ 350 Bi: Canton Network Domina Tokenização

O mercado de ativos do mundo real (RWAs) registrou um novo recorde histórico de US$ 350,8 bilhões neste domingo, impulsionado principalmente por stablecoins que representam US$ 299,71 bilhões. A Canton Network domina com 94% do valor total, hospedando 7.673 projetos. Esse crescimento reflete a maturidade da tokenização on-chain, atraindo instituições tradicionais para blockchains permissionadas.


Detalhes do Novo ATH no Mercado RWA

O valor total dos RWAs em circulação alcançou US$ 350,8 bilhões, com o número de holders subindo para 636.267, segundo dados do RWA.xyz. Esse marco demonstra a transição da tokenização de um conceito especulativo para uma aplicação prática no ecossistema blockchain. Os ativos distribuídos somam US$ 21,34 bilhões, gerenciados diretamente por carteiras de investidores.

A Canton Network, alimentada pela Broadridge DLR, lidera com US$ 330,1 bilhões em 7.673 projetos. Essa infraestrutura permissionada para instituições é respaldada por gigantes do TradFi, como Goldman Sachs, JPMorgan e Deutsche Bank, oferecendo silos seguros para tokenização de ativos reais.

Ethereum segue com 644 projetos valendo US$ 13 bilhões, enquanto Provenance (HASH) surpreende com US$ 14,7 bilhões em um único projeto. Solana contribui com US$ 1,1 bilhão em 319 iniciativas, e ZKsync Era soma US$ 2,6 bilhões.

Stablecoins: A Base do Crescimento RWA

As stablecoins respondem por cerca de 85% do mercado RWA, com US$ 299,71 bilhões e 222,79 milhões de usuários. Elas atuam como ponte entre o mundo fiat e o on-chain, facilitando liquidez e estabilidade para tokenização.

Em segundo lugar, dívidas do Tesouro dos EUA tokenizadas somam US$ 9,05 bilhões, seguidas por commodities (US$ 3,77 bilhões), crédito privado (US$ 2,4 bilhões) e fundos alternativos institucionais (US$ 2,19 bilhões). Essa diversificação sinaliza a expansão para além das stablecoins, mas elas permanecem o pilar fundamental.

A dominância das stablecoins destaca como a tokenização resolve problemas de liquidez e acessibilidade, permitindo que ativos reais sejam fracionados e negociados 24/7 em blockchains.

Aster e Buybacks: DeFi Capturando Valor dos RWAs

Enquanto RWAs crescem, protocolos DeFi como o Aster ilustram como capturar esse valor. O protocolo ativou uma reserva de recompra estratégica, alocando 20-40% das taxas diárias da exchange de futuros perpétuos para recompras automáticas de tokens ASTER.

Essa iniciativa complementa o programa Stage 5 de buybacks, iniciado em dezembro de 2025, podendo direcionar até 80% das taxas para recompras on-chain rastreáveis. Financiado por fees de trading perpétuo e o modo Shield (que cobra apenas em trades lucrativos), o Aster já recomprou mais de 209 milhões de ASTER, equivalentes a US$ 140 milhões.

O mecanismo dinâmico responde a condições de mercado, reforçando a demanda por ASTER em meio à volatilidade. Apesar de uma queda de 13% no preço em 30 dias, reflete pressões gerais do mercado, posicionando o protocolo para 2026 com receita sustentável.


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Personagem cartoon desenvolvedor aspirando dados inchados em rede Ethereum pulsante com 2.8M transações, simbolizando garbage collection de Vitalik

Ethereum Bate Recorde de Transações: Vitalik Propõe ‘Coleta de Lixo’

O Ethereum atingiu um recorde histórico de 2,8 milhões de transações diárias, 64% acima do pico de 2021, sinalizando uso real da rede em DeFi e stablecoins. Em resposta ao crescimento explosivo, Vitalik Buterin, cofundador da rede, propôs uma ‘coleta de lixo’ no protocolo para combater o inchaço causado pela adição constante de features sem remoções, garantindo simplicidade e eficiência a longo prazo.


Recorde de Atividade On-Chain

A rede Ethereum processou recentemente cerca de 2,8 milhões de transações por dia, superando o recorde anterior em níveis nunca vistos. Esse volume representa um crescimento de 64% em comparação ao pico do mercado de alta de 2021, quando a rede lidava com o boom de NFTs e altcoins especulativos. Hoje, o aumento reflete um uso mais maduro e sustentável, impulsionado por aplicações em finanças descentralizadas (DeFi), liquidações de stablecoins e protocolos de staking.

Dados on-chain mostram uma progressão constante nas transações desde anos anteriores, com um pico acentuado no início de 2026. Isso indica que o Ethereum não é mais apenas um ativo para hold, mas uma infraestrutura ativa processando valor real diariamente. Para investidores, esse dado reforça a adoção orgânica, diferenciando-o de ciclos puramente especulativos passados.

A escalabilidade melhorada, graças a upgrades como o The Merge (transição para proof-of-stake), permitiu esse volume sem colapsos generalizados, embora picos ainda desafiem a eficiência em custos de gas.

O Problema do Inchaço do Protocolo

Enquanto a rede cresce em uso, Vitalik Buterin alerta para o ‘bloat’ do protocolo: a tendência de adicionar novas funcionalidades mantendo compatibilidade retroativa total. Isso resulta em um código inchado, com centenas de milhares de linhas e múltiplas formas de criptografia avançada, complicando a verificação e manutenção.

Segundo Buterin, essa complexidade mina três pilares fundamentais: trustlessness (confiança mínima), o walkaway test (capacidade de reconstruir clientes sem equipes originais) e self-sovereignty (autonomia dos usuários para inspecionar o sistema). Mesmo com milhares de nós descentralizados, um protocolo ‘bagunçado’ falha em ser verdadeiramente seguro e acessível.

O viés atual nos upgrades prioriza não disruptividade, favorecendo adições sobre simplificações, o que torna o Ethereum mais pesado ao longo do tempo.

Proposta de ‘Garbage Collection’

Para reverter isso, Buterin defende uma função explícita de ‘simplificação’ ou garbage collection, inspirada em linguagens de programação que removem código obsoleto automaticamente. O objetivo: reduzir linhas de código, limitar primitivas criptográficas complexas e introduzir mais ‘invariants’ — regras fixas que preveem o comportamento dos clientes.

Exemplos passados incluem a transição de proof-of-work para proof-of-stake, uma ‘limpeza’ em larga escala, e reformas recentes nos custos de gas, que ligam regras a uso real de recursos. Futuramente, features raramente usadas poderiam migrar para contratos inteligentes, aliviando o núcleo do protocolo.

Em contraste, o CEO da Solana defende evolução constante, mas Buterin visa um Ethereum que passe no walkaway test, operando décadas sem intervenção constante.

Estrutura de Mercado Aponta para Alta

No gráfico de market cap em timeframe de 3 semanas, o Ethereum está em reaccumulação dentro de uma macro tendência de alta. Segurando acima da 21 EMA, respeitando trendline ascendente e formando higher highs/lows, a estrutura é construtiva.

Analistas veem probabilidade de continuação altista em 70-75%, com rompimento de resistências históricas levando a expansão. Uma perda da 21 EMA poderia trazer correção de 25-30%, mas o suporte atual é defendido. Combinado ao recorde de uso e propostas técnicas, isso sugere upside sustentável para quem monitora saúde da rede.


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Estrutura hexagonal L2 emergindo da escuridão com pulsos cyan e verde restaurando conexões, simbolizando retorno da Zero Network após apagão

Fim do Apagão: Zero Network da Zerion Volta Após 3 Semanas

A Zero Network, rede Layer 2 (L2) incubada pela carteira Web3 Zerion, anunciou neste sábado (18) a retomada completa de suas operações após mais de três semanas de paralisação total na produção de blocos. O incidente, iniciado em 8 de janeiro, gerou preocupações entre usuários, mas a equipe confirmou que todos os fundos estão seguros. A recuperação contou com suporte técnico de especialistas como Caldera e ZKsync, destacando tanto a resiliência quanto as fragilidades inerentes a redes L2 emergentes.


O Que Causou o Apagão de 21 Dias?

A Zero Network, construída sobre tecnologia ZK-Rollup para oferecer transações rápidas e baratas na Ethereum, enfrentou um problema crítico que interrompeu a produção de blocos por exatos 21 dias. Esse tipo de ‘apagão’ não é incomum em redes L2 jovens, especialmente aquelas que dependem de infraestruturas modulares. Inicialmente, a equipe identificou falhas operacionais que impediram o sequenciador — o componente responsável por ordenar e processar transações — de funcionar corretamente.

Durante o período offline, usuários não puderam realizar bridges ou interagir com dApps na rede, mas os fundos permaneceram intactos nas camadas de prova e armazenamento. A transparência da Zerion foi elogiada, com atualizações regulares prometendo restauração para meados de janeiro. Esse caso ilustra como, mesmo com provas criptográficas zero-knowledge (ZK), a dependência de nós centralizados pode criar pontos únicos de falha.

Suporte de Caldera e ZKsync na Recuperação

A volta às operações foi possível graças à colaboração com Caldera, um provedor de infraestrutura L2 que oferece serviços de ‘rollup-as-a-service’. Caldera gerencia componentes como sequenciadores e nós RPC, facilitando o lançamento rápido de novas redes, mas também introduzindo riscos se houver bugs ou sobrecargas. No caso da Zero Network, a expertise da Caldera foi crucial para diagnosticar e corrigir o problema no sequenciador.

Paralelamente, a ZKsync, pioneira em rollups com provas zero-knowledge, forneceu suporte técnico avançado. A ZKsync é conhecida por sua eficiência em validar transações off-chain e submetê-las à Ethereum de forma segura. Essa parceria reforça a maturidade do ecossistema ZK, mas também levanta questões: até que ponto uma L2 como Zero depende de terceiros para sobreviver? A recuperação integral demonstra resiliência coletiva, mas expõe a fragilidade de redes ainda não totalmente descentralizadas.

Riscos das L2 Centralizadas e Lições para Usuários

Embora os fundos da Zero Network estejam confirmados como seguros — graças às provas criptográficas que garantem a integridade dos dados na Ethereum —, esse episódio serve como lição técnica sobre os riscos de L2s centralizadas. Redes como essa, incubadas por empresas como Zerion, frequentemente concentram controle em poucos validadores ou sequenciadores, criando vulnerabilidades semelhantes às de blockchains permissionadas.

Para usuários brasileiros e globais, o takeaway é claro: diversifique suas posições e priorize redes com alta descentralização, como as que já migraram para múltiplos sequenciadores descentralizados (DSCs). Monitore métricas como tempo de finalização de blocos e TVL para avaliar estabilidade. A paralisia de 21 dias reforça que, no mundo das L2, inovação vem com trade-offs entre velocidade de lançamento e robustez operacional.

Próximos Passos e Perspectivas

A Zerion planeja melhorias para evitar recorrências, incluindo testes mais rigorosos e descentralização gradual do sequenciador. Investidores e desenvolvedores devem observar se a confiança retorna, medindo pelo influxo de TVL pós-restauração. Esse caso contribui para o amadurecimento do ecossistema L2, onde ferramentas como Caldera e ZKsync aceleram a inovação, mas demandam vigilância constante.

Em resumo, a Zero Network voltou mais forte, mas o incidente lembra: em cripto, segurança não é só sobre hacks, mas sobre disponibilidade contínua. Usuários, verifiquem sempre os status das redes antes de depositar grandes volumes.


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Personagens cartoon Yakovenko injetando IA em Solana mutante contrastando com Vitalik testando Ethereum estável, simbolizando alerta evolutivo das blockchains

Evolução ou Morte: Yakovenko Quer IA para Automatizar Solana

O cofundador e CEO da Solana Labs, Anatoly Yakovenko, declarou que a rede deve evoluir constantemente ou morrer, em contraste direto com a visão de Vitalik Buterin para o Ethereum. Em postagens recentes no X, Yakovenko defendeu iterações contínuas para atender devs e usuários, propondo que taxas da rede financiem IA para escrever código. Essa abordagem posiciona Solana como uma ‘máquina de auto-evolução’ no ecossistema blockchain.


A Filosofia ‘Adaptar ou Morrer’ de Yakovenko

Anatoly Yakovenko enfatiza que protocolos blockchain não podem estagnar. Para ele, a Solana precisa iterar indefinidamente, adaptando-se às demandas reais de desenvolvedores e usuários. Diferente de redes que buscam estabilidade estática, Solana deve priorizar utilidade material, resolvendo problemas concretos sem tentar agradar a todos.

Essa visão exige escolhas difíceis: nem todo issue pode ser resolvido, pois mudanças excessivas poderiam comprometer a integridade do protocolo. Yakovenko argumenta que desenvolvedores lucrativos com transações na rede têm o dever de reinvestir em melhorias open-source, criando um ciclo virtuoso de inovação contínua. Sem isso, a rede perde relevância em um mercado competitivo.

A explicação acessível revela que iterações focadas em pain points reais — como escalabilidade ou custos de transação — mantêm a Solana à frente, evitando o risco de obsolescência tecnológica.

O Racha Ideológico com Ethereum

Yakovenko responde diretamente a Buterin, que propõe o ‘walkaway test‘ para o Ethereum: uma blockchain auto-sustentável, capaz de sobreviver décadas sem intervenção de devs centrais. Para o CEO da Solana, essa abordagem é arriscada, pois inibe a adaptação rápida a novas necessidades.

Enquanto Ethereum prioriza decentralization, privacidade e soberania — mesmo sacrificando adoção mainstream —, Solana abraça evolução dinâmica. Críticos da visão de Buterin alertam para bugs e superfícies de ataque ampliadas por features excessivas, mas Yakovenko vê na estagnação o maior perigo: ser superada por concorrentes ágeis.

Essa divergência destaca dois caminhos para layer 1s: estabilidade perene versus inovação perpétua. Solana, com sua velocidade e fees elevados de apps consumer, aposta na segunda opção para dominar.

IA Financiada por Taxas: Auto-Evolução em Ação

A proposta mais futurista de Yakovenko envolve IA assistida por fees da Solana. No futuro, receitas de transações poderiam custear recursos computacionais — como GPUs — para que inteligência artificial escreva e otimize o codebase da rede automaticamente.

Isso seria viabilizado via votos de governança SIP (Solana Improvement Proposals), alinhando upgrades com a comunidade. Desenvolvimento descentralizado, além de equipes originais como Anza, Labs ou Foundation, garantiria pluralidade: novas contribuições emergiriam organicamente.

Para leigos, imagine a Solana como um organismo vivo: fees como ‘energia’ alimentam uma IA que muta o DNA do protocolo, respondendo a evoluções como quantum computing ou novas arquiteturas escaláveis. Yakovenko garante: ‘Sempre haverá uma próxima versão da Solana’.

Implicações para o Ecossistema Cripto

Essa visão técnica acessível posiciona Solana como pioneira em blockchains auto-evolutivas. Desenvolvedores ganham com transações, mas devem retribuir; usuários beneficiam-se de uma rede sempre otimizada. Contrasta com Ethereum, que ainda precisa de resistências quânticas e melhor block-building.

O debate Yakovenko-Buterin reflete o futuro das layer 1s: rigidez ou flexibilidade? Para investidores brasileiros, vale monitorar como isso impacta TVL, fees e adoção de dApps na Solana.


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Rede isométrica de Layer 2s Ethereum com Base central maior pulsando energia dourada, liderando fees sobre Arbitrum e outras

Base Lidera Faturamento de Taxas em L2s do Ethereum

Na guerra das taxas das Layer 2 do Ethereum, a Base, rede desenvolvida pela Coinbase, disparou ao faturar cerca de US$ 147 mil em taxas diárias em 14 de janeiro. Isso equivale a quase 70% da receita total das L2s, deixando Arbitrum com US$ 39 mil e Starknet com US$ 9 mil, enquanto a maioria das chains ficou abaixo de US$ 5 mil. O fenômeno reflete alta adoção e concentração de atividade.


Economia das Layer 2: Entendendo a Geração de Receita

As Layer 2 (L2s) são soluções de escalabilidade que processam transações fora da cadeia principal do Ethereum (Layer 1), herdando sua segurança por meio de provas criptográficas ou otimismo. Usuários pagam fees baixas aos sequenciadores das L2s, que agregam as transações em lotes e as enviam como calldata ou provas para o L1. Essa estrutura permite milhares de transações por segundo a custos irrisórios, mas gera receita para as redes via:

  1. Taxas de transação: Cobradas em ETH ou tokens nativos.
  2. MEV (Maximum Extractable Value): Lucro dos sequenciadores ao reordenar transações.
  3. Taxas de postagem no L1: Custos compartilhados com o Ethereum.

A Base, construída sobre o OP Stack (Optimism), destaca-se por capturar esse valor eficientemente, impulsionada pela integração direta com a exchange Coinbase, que direciona milhões de usuários para dApps na rede.

Desempenho da Base Supera Concorrentes

Dados da CryptoRank mostram a liderança clara da Base sobre Arbitrum e Starknet. Em 24 horas, Linea gerou US$ 4.500, Optimism US$ 2.400, Unichain US$ 2.000, Ink US$ 1.500, zkSync US$ 900 e Scroll apenas US$ 600. Essa disparidade evidencia como a Base concentra 70% do volume de fees, sinal de maturidade e utilidade real.

O crescimento recente deve-se a lançamentos como o "Everything App" da Coinbase, uma carteira tokenizada com trading social e pagamentos on-chain, disponível em 140 países. Essa ponte entre Web2 e Web3 atrai atividade orgânica, elevando o tráfego e, consequentemente, as taxas.

Polygon no Debate: L2 ou Sidechain?

Embora a Base lidere entre as L2s puras do Ethereum, a Polygon registrou US$ 155 mil no mesmo dia, superando ligeiramente. No entanto, isso gerou debate: Polygon é uma L2 ou sidechain? Sua chain PoS opera de forma mais independente, com fees mais altas e validação própria, diferentemente dos rollups que dependem totalmente do Ethereum.

Plataformas como DefiLlama incluem Polygon em rankings gerais, onde ela aparece atrás de Tron (US$ 1 milhão+), mas à frente de Base e Ethereum. A distinção importa para métricas: L2s focam em herança de segurança, enquanto sidechains priorizam velocidade a custo de descentralização.

Implicações para Adoção e Futuro das L2s

O domínio da Base indica consolidação no ecossistema Ethereum. Redes com alto faturamento reinvestem em desenvolvimento, subsidiam fees e atraem desenvolvedores, criando um ciclo virtuoso. Para usuários brasileiros, isso significa opções mais baratas e rápidas para DeFi, NFTs e games on-chain.

Vale monitorar se essa concentração beneficia ou centraliza o espaço. Com o Ethereum evoluindo via atualizações como Dencun, as L2s devem capturar ainda mais valor, beneficiando holders de ETH via queima de fees.


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Personagens cartoon Jupiter e BlackRock conectando stablecoin JupUSD a cofre BUIDL com yield fluindo, simbolizando lançamento inovador DeFi na Solana

Jupiter Lança JupUSD: Stablecoin com Lastro BlackRock na Solana

A Jupiter Exchange, principal DEX da Solana, lançou a JupUSD, uma stablecoin inovadora que representa a nova fronteira das stablecoins: une o tesouro americano ao rendimento DeFi. Com 90% de lastro no fundo BUIDL da BlackRock – investido em títulos do Tesouro dos EUA – e 10% em USDC, a JupUSD distribui yield nativo diretamente aos holders via plataforma de lending. Anunciada em 17 de janeiro de 2026, promete segurança institucional para usuários varejistas na blockchain Solana.


Estrutura de Reservas e Lastro Institucional

A composição das reservas da JupUSD é projetada para máxima segurança e transparência. Nada menos que 90% dos ativos de respaldo estão alocados no fundo BUIDL da BlackRock, um tokenizado que investe primordialmente em títulos do Tesouro americano de curto prazo. Esses ativos governamentais oferecem baixa volatilidade e yields estáveis, típicos de investimentos tradicionais.

Os 10% restantes em USDC garantem liquidez imediata para resgates e operações diárias. Essa alocação híbrida equilibra estabilidade com acessibilidade on-chain. Para o leitor iniciante, pense no BUIDL como uma ponte: converte o conservadorismo do fixed income tradicional em um ativo nativo da blockchain, auditável e verificável publicamente. A Jupiter enfatiza que essa estrutura a torna a stablecoin mais segura e inclusiva do mercado, evitando riscos comuns como os vistos em colapsos de algoritmos ou reservas opacas.

Essa inovação traz o respaldo de uma gestora com trilhões em AUM (ativos sob gestão) para o DeFi, democratizando acesso a yields de alta qualidade que antes eram exclusivos de investidores institucionais.

O Que é Yield Nativo e Como Funciona

yield nativo refere-se ao rendimento gerado diretamente pelos ativos de reserva da stablecoin, distribuído de forma automática e on-chain aos detentores, sem necessidade de staking externo ou protocolos complexos. Na JupUSD, os juros dos títulos do Tesouro no BUIDL são capturados e repassados ao ecossistema. É como se sua stablecoin ‘ganhasse juros sozinha’ dentro da rede Solana.

Tradicionalmente, stablecoins como USDT ou USDC mantêm reservas em bancos, mas não distribuem esses yields aos usuários – eles ficam com o emissor. A JupUSD quebra esse paradigma, tornando-se a primeira a retornar yield nativo do tesouro diretamente. Para usuários brasileiros, isso significa exposição a ativos dolarizados seguros, com potencial de rentabilidade superior às opções fiat locais, tudo na velocidade e baixos custos da Solana.

O mecanismo é transparente: as reservas são on-chain, permitindo verificação em tempo real via explorers como o SolanaFM.

Integração com Jupiter Lend e Ativo Yield-Bearing

Para acessar o yield, usuários fornecem JupUSD na plataforma Jupiter Lend, recebendo em troca jlJupUSD – um token yield-bearing (sujeito a possíveis ajustes no nome). Esse token acumula rendimentos automaticamente e é composable, ou seja, pode ser usado em outros protocolos DeFi da Solana, como pools de liquidez ou perpetuals.

Similar ao modelo JLP da Jupiter (tokens de liquidez com yield), o jlJupUSD mantém negociabilidade em DEXs, ampliando sua utilidade. Imagine depositar stablecoins e receber um ativo que rende enquanto circula no ecossistema – isso impulsiona a TVL (valor total bloqueado) e cria loops virtuosos de capital.

A acessibilidade é chave: sem KYC, com taxas mínimas da Solana (~0,000005 SOL por tx), ideal para traders e holders de varejo.

Implicações para o Ecossistema Solana e Próximos Passos

O lançamento da JupUSD fortalece a Solana como hub DeFi, atraindo liquidez institucional via BlackRock e retendo usuários com yields reais. Planos incluem integrações adicionais, expandindo uso em lending, borrowing e AMMs. Para o ecossistema, representa maturidade: stablecoins com lastro premium podem estabilizar pares de trading e reduzir impermanent loss.

Monitore a adoção inicial – métricas como TVL no Lend e volume de JupUSD indicarão sucesso. Riscos incluem flutuações de yield dos treasuries e dependência da custódia on-chain do BUIDL. No entanto, a transparência on-chain mitiga preocupações. Essa fusão TradFi-DeFi pode inspirar concorrentes, elevando padrões de segurança em stablecoins.


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Executivos cartoon bancários e tech construindo ponte luminosa sobre abismo, simbolizando avanço Swift-Chainlink na tokenização com grandes bancos

Swift e Chainlink Avançam na Tokenização com Grandes Bancos

O Swift concluiu testes de interoperabilidade com grandes bancos como BNP Paribas Securities Services, Intesa Sanpaolo, Société Générale (SG-FORGE) e UBS Asset Management, em parceria com a Chainlink. Essa iniciativa representa um marco na tokenização institucional de ativos, permitindo a troca e liquidação seamless de títulos tokenizados em blockchains e sistemas tradicionais. Com suporte a pagamentos em moedas fiduciárias e digitais, os testes destacam o potencial de eliminar barreiras entre o mundo financeiro convencional e a tecnologia blockchain, utilizando o padrão ISO 20022 para mensagens padronizadas.


Detalhes dos Testes de Interoperabilidade

Os experimentos focaram na liquidação delivery-versus-payment (DvP) de tokens de bonds, abrangendo eventos do ciclo de vida como pagamentos de juros e resgates. Bancos assumiram papéis familiares, como agente pagador, custodiante e registrador. Pelos detalhes divulgados, o Swift atuou como orquestrador neutro, coordenando transações tokenizadas em múltiplas plataformas sem exigir que as instituições abandonem suas infraestruturas existentes.

A SG-FORGE forneceu sua infraestrutura de ativos digitais e a stablecoin EURCV para suportar liquidações DvP com fiat e stablecoins. Já o BNP Paribas e a Intesa Sanpaolo gerenciaram funções de pagamento e custódia. Essa abordagem demonstrou, pela primeira vez, a capacidade de harmonizar fluxos tokenizados com sistemas legados, reduzindo fricções operacionais que historicamente impedem a adoção em massa.

Thomas Dugauquier, líder de produtos de ativos tokenizados do Swift, enfatizou: “Esse marco mostra como a colaboração e a interoperabilidade moldarão o futuro dos mercados de capitais, criando uma ponte entre as finanças tradicionais e tecnologias emergentes.”

O Papel Crucial da Chainlink e do ISO 20022

A Chainlink, conhecida por suas soluções de oráculos e interoperabilidade cross-chain, foi essencial nesses pilotos. Em colaboração anterior com o Swift e UBS, testou liquidações de fundos tokenizados mantendo compatibilidade com trilhas fiat existentes. Aqui, sua tecnologia facilitou a integração de plataformas blockchain nativas com mensagens ISO 20022, o padrão global para trocas financeiras que promove uniformidade de dados.

Para entender: o ISO 20022 é um protocolo rico em dados que substitui formatos legados, permitindo que blockchains se comuniquem fluidamente com redes como a do Swift, que conecta mais de 11 mil instituições financeiras. Essa sinergia resolve o “problema da ilha” em tokenização, onde ativos ficam presos em silos isolados, e pavimenta o caminho para mercados tokenizados escaláveis.

Outros testes recentes do Swift, com Citi, Northern Trust, Banco da Reserva da Austrália, HSBC e Ant International, reforçam essa visão integrada, combinando fiat, stablecoins e ativos digitais.

Implicações para os Mercados de Capitais

Essa revolução silenciosa pode tokenizar trilhões em ativos reais, como bonds, fundos e imóveis, trazendo liquidez 24/7, fractionalização e redução de custos. Para investidores brasileiros, isso significa maior acesso a mercados globais via blockchains, potencializando diversificação sem intermediários caros. No entanto, desafios regulatórios e de estabilidade sistêmica persistem, com o Swift propondo diretrizes de práticas de mercado ao Securities Market Practice Group.

Com os testes concluídos, o Swift planeja incorporar ledgers baseados em blockchain para pagamentos cross-border em tempo real, desenvolvidos com mais de 30 bancos. Isso poderia transformar o status quo financeiro, onde barreiras de liquidação levam dias, em um ecossistema instantâneo e interoperável.

Próximos Passos e Perspectivas Visionárias

O foco agora é na implementação prática: adicionar blockchains à infraestrutura do Swift para operações 24/7. Para o ecossistema cripto, valida a Chainlink como peça-chave na adoção institucional. O LINK está cotado a US$ 13,78, mas o impacto vai além de preços, sinalizando maturidade tecnológica.

Em resumo, esses avanços sugerem o fim das barreiras bancárias tradicionais. Bancos e blockchains não competem mais; integram-se para um sistema financeiro mais eficiente e inclusivo. Vale monitorar como isso evolui, especialmente com padrões como ISO 20022 acelerando a transição.


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Ecossistema isométrico Ethereum com torre zkEVM crescendo e fila de blocos ETH dourados marcados 8.3B, simbolizando roadmap e staking acumulado

Ethereum em Obras: Roadmap zkEVM e Fila de US$ 8,3 Bi no Staking

A Ethereum Foundation publicou um roadmap detalhado para integrar provas zkEVM diretamente na validação de blocos da camada principal (L1), prometendo eficiência sem reexecução total por validadores. Ao mesmo tempo, o staking enfrenta congestionamento recorde: mais de 44 dias de fila para novos validadores, com US$ 8,3 bilhões em ETH (2,55 milhões de tokens) aguardando ativação, impulsionado pela BitMine Immersion de Tom Lee. Esse ‘problema do sucesso’ destaca a alta demanda por rentabilidade no ETH.


Roadmap Técnico para zkEVM no L1

O plano, divulgado em 15 de janeiro de 2026 por Tomasz K. Stańczak, co-diretor executivo da Ethereum Foundation, delineia milestones precisos. Atualmente, validadores reexecutam todas as transações para verificar blocos. Com zkEVM, um cliente de execução gera um “ExecutionWitness” compacto — estrutura de dados por bloco com informações essenciais para validação sem recomputação.

Em seguida, um programa zkEVM guest stateless processa esse witness para produzir uma prova criptográfica de execução correta. Clientes de consenso verificam essa prova durante a validação. O roadmap inclui especificações formais, testes de conformidade, endpoint RPC padronizado (inspirado no debug_executionWitness usado pela Optimism) e rastreamento de acessos de estado via Block Level Access Lists (BALs).

Padronizações estendem-se a interfaces zkVM, com builds reproduzíveis, suporte a precompiles e I/O comuns. No lado consenso, alterações aceitam provas zk em blocos beacon, com vetores de teste e rollout gradual. Geração de provas integra ferramentas EF como Ethproofs e Ere, testando GPUs e ‘zkboost’ para otimizar tempos.

Congestionamento no Staking: Fila Recorde

Contraste gritante é o backlog no staking, maior desde julho de 2023. A BitMine Immersion (BMNR), de Tom Lee (Fundstrat), stakeou mais de 1,25 milhão de ETH — um terço de seus US$ 13 bilhões em holdings. Isso criou uma fila com 2,55 milhões de ETH (~US$ 8,3 bilhões a US$ 3.290/ETH), equivalendo a 44 dias de espera para ativação e recompensas.

A rede limita entradas diárias de validadores para estabilidade. Transferências recentes de centenas de milhões em ETH pela BitMine indicam mais staking iminente, podendo alongar a fila. Em setembro/outubro de 2025, o oposto ocorreu: saídas massivas por issues na Kiln elevaram espera de saída a 46 dias.

Implicações para Stakers e Instituições

Para quem busca rentabilizar ETH via staking, o atraso significa perda de um mês de yields (~3-5% APY anual). ETFs como BlackRock (filing em dezembro 2025) e Grayscale (staking em produtos ETH) enfrentam barreiras. Josh Deems (Figment) alerta: ETPs detêm 10% do suprimento circulante sem staking pleno, pressionando ativações.

Dependências do roadmap zkEVM, como ePBS (execution payload in blobs, mid-2026), dão mais tempo a provers (de 1-2s para 6-9s). Benchmarking monitora tempos de witness/proof e impacto na rede, pavimentando gas repricing. Segurança enfatiza specs formais, monitoramento e ‘go/no-go’ framework.

O Que Esperar em 2026

Esses desenvolvimentos sinalizam maturidade: zk-first desde julho 2025 otimiza L1, enquanto demanda por staking reflete confiança. Stakers devem planejar filas longas; instituições monitoram clareza regulatória nos EUA. Ethereum equilibra inovação técnica com escalabilidade operacional, beneficiando holders de longo prazo.


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Executivos cartoon da velha guarda financeira cruzando ponte de blockchain luminosa para cidade futurista, simbolizando Swift e State Street na tokenização

Swift e State Street: Velha Guarda na Blockchain

A orquestração de ativos tokenizados multi-plataforma pelo Swift, em parceria com BNP Paribas, Intesa Sanpaolo e Société Générale, marca um avanço crucial na integração de blockchain aos sistemas financeiros tradicionais. Paralelamente, a State Street lançou uma plataforma institucional de tokenização, suportando fundos de mercado monetário, ETFs e stablecoins. Essas iniciativas demonstram como a "velha guarda" financeira está reconstruindo a infraestrutura global sobre trilhos digitais, com foco em interoperabilidade e eficiência.


Testes Pioneiros do Swift com Bancos Globais

O Swift, rede que processa trilhões em mensagens financeiras diárias, concluiu testes bem-sucedidos de liquidação de ativos tokenizados, como bonds, em múltiplas blockchains e sistemas legados. Os trials envolveram BNP Paribas Securities Services e Intesa Sanpaolo como agentes pagadores e custodianos, utilizando o stablecoin EURCV da Société Générale para operações de delivery-versus-payment (DvP).

Esses experimentos provaram a capacidade do Swift de abstrair a complexidade das blockchains, permitindo transações seamless com fiat e ativos digitais. Thomas Dugauquier, líder de produtos tokenizados no Swift, destacou que isso pavimenta o caminho para adoção ampla pelos membros, conectando ecossistemas fragmentados.

Além disso, o Swift testou a interoperabilidade via ISO 20022 com HSBC, Citi e outros, incluindo trocas com Northern Trust e Reserve Bank of Australia. Mais de 30 bancos agora colaboram no desenvolvimento de um ledger baseado em blockchain para pagamentos cross-border em tempo real.

Plataforma de Tokenização da State Street

A State Street, gestora de US$ 5,4 trilhões em ativos, anunciou sua plataforma de ativos digitais para clientes institucionais. Ela oferece serviços de tokenização, custódia e acesso a portfólios digitais, focando em fundos de mercado monetário tokenizados, ETFs, depósitos tokenizados e stablecoins.

"Ao unir conectividade blockchain com controles robustos e expertise global, permitimos que instituições adotem tokenização como estratégia central", afirmou Joerg Ambrosius, presidente de serviços de investimento da empresa. A iniciativa segue parcerias recentes, como o fundo tokenizado no Solana com Galaxy Asset Management e Ondo Finance, visando liquidez 24/7.

Sujeita a aprovações regulatórias, a plataforma alinha-se à tendência de tokenização impulsionada por liquidez melhorada, competindo com players como BNY Mellon, Fidelity e BlackRock.

ISO 20022 e Combate à Fragmentação do Mercado

Central nessas movimentações está o ISO 20022, padrão de mensagens financeiras que facilita a interoperabilidade entre sistemas legados e blockchains. O Swift submeteu diretrizes de práticas de mercado ao Securities Market Practice Group, padronizando a adoção de ativos digitais e reduzindo complexidade de onboarding.

Essas infraestruturas neutras combatem a fragmentação causada por múltiplas blockchains e protocolos proprietários, alinhando-se aos objetivos do G20 para pagamentos internacionais mais rápidos e inclusivos. O novo ledger do Swift atuará como camada de execução compartilhada, garantindo alinhamento de ações, timings e resultados entre partes.

Para o leitor brasileiro, isso significa maior eficiência em remessas e investimentos cross-border, potencialmente integrando exchanges locais via padrões globais.

Implicações para o Futuro Financeiro

Esses desenvolvimentos sinalizam a maturidade da tokenização: ativos reais on-chain melhoram liquidez, reduzem custos e habilitam operações 24/7. Instituições como Swift e State Street validam o blockchain como infraestrutura escalável, preparando o terreno para adoção em massa.

Investidores devem monitorar aprovações regulatórias e integrações com ISO 20022, que podem acelerar a convergência entre finanças tradicionais e cripto. Sygnum prevê mainstream da tokenização em 2026 com clareza regulatória nos EUA.


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Ilhas blockchain flutuantes conectadas por feixes de energia cyan e dourada, simbolizando interoperabilidade com STRK na Solana e CLO na Avalanche

STRK na Solana e CLO na Avalanche: Fim das Ilhas Blockchain?

O token STRK do Starknet chegou nativamente à Solana via interoperabilidade da NEAR Intents, eliminando pontes tradicionais, conforme anúncio de 15 de janeiro. Em paralelo, a Galaxy Digital fechou seu primeiro CLO tokenizado de US$ 75 milhões na Avalanche, financiando empréstimos cripto via blockchain. Esses avanços quebram barreiras entre ecossistemas, facilitando DeFi cross-chain e adoção institucional de ativos do mundo real (RWAs).


STRK Nativo na Solana sem Pontes Tradicionais

A integração do STRK na Solana, com TVL de quase US$ 11 bilhões, usa o modelo de execução baseado em solvers da NEAR Intents. Usuários recebem o token diretamente em carteiras Solana a partir de diversas chains e tokens suportados, priorizando velocidade e usabilidade no DeFi.

O STRK está disponível para spot trading na DEX Jupiter, com liquidez principal na Meteora. Isso ocorre após provocação da conta oficial da Solana no X sobre baixa atividade do Starknet, que acumula mais de US$ 313 milhões em TVL. O token negocia a US$ 0,086, com market cap de US$ 435 milhões.

Essa solução evita riscos de pontes centralizadas, como hacks, e abre o ecossistema Solana para usuários Starknet, expandindo liquidez e composabilidade.

Galaxy Tokeniza CLO de US$ 75 Milhões na Avalanche

A Galaxy CLO 2025-1, emitida na Avalanche, financia US$ 75 milhões em empréstimos overcollateralizados com BTC e ETH via Arch Lending, plataforma apoiada pela Galaxy Ventures. Grove, do ecossistema Sky (ex-MakerDAO), alocou US$ 50 milhões, com potencial de expansão para US$ 200 milhões.

Os bonds tokenizados, emitidos pela INX, pagam juros atrelados ao SOFR + 5,7%, maturando em dezembro de 2026, com pagamentos mensais. Anchorage Digital Bank atua como custodiante, rastreando colateral em tempo real, enquanto Accountable fornece monitoramento de performance.

Essa estrutura une mercados de dívida tradicionais com blockchain, oferecendo transparência e flexibilidade de colateral onchain.

Implicações para Interoperabilidade e RWAs

A chegada do STRK à Solana exemplifica como intents — intenções do usuário executadas por solvers — superam limitações de blockchains isoladas. Sem migração de liquidez manual, integrações como essa aceleram a adoção cross-chain, reduzindo fricções e riscos.

No front dos RWAs, o CLO tokenizado da Galaxy demonstra maturidade institucional: private credit onchain atrai alocações de protocolos como Grove. Com previsões da Galaxy Research de que stablecoins superem o ACH em volume em 2026, tokenização de ativos reais ganha tração, unindo finanças tradicionais e DeFi.

Esses marcos sinalizam o fim das “ilhas blockchain”, fomentando um ecossistema unificado onde liquidez e funcionalidades fluem livremente.

Próximos Passos e Oportunidades

Para traders brasileiros, monitore STRK/SOL em DEXs como Jupiter para arbitragem cross-chain. Instituições podem explorar plataformas como Arch Lending para yields em RWAs tokenizados. Desenvolvedores devem avaliar NEAR Intents para integrações semelhantes.

Enquanto Starknet cresce TVL e Galaxy expande CLOs, o foco em eficiência técnica e compliance regulatório pavimenta o caminho para adoção em massa. Vale acompanhar atualizações em Solana e Avalanche.


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Personagem Chainlink cartoon subindo degraus da NYSE com executivos abrindo portas, simbolizando lançamento do ETF Bitwise e alta de 5,1% do LINK

Bitwise Lança ETF Chainlink na NYSE: LINK Sobe 5,1% no Dia 1

A Bitwise Asset Management lançou o Bitwise Chainlink ETF (CLNK) na NYSE Arca em 14 de janeiro de 2026, marcando o segundo fundo spot de LINK nos EUA. O token reagiu com alta de 5,1%, atingindo US$ 14,33 — máxima mensal. Esse movimento reforça a institucionalização das altcoins, com Chainlink como infraestrutura essencial de oráculos após BTC e ETH.


Detalhes Técnicos do Lançamento do CLNK

O ETF, negociado sob o ticker CLNK, oferece exposição direta ao Chainlink (LINK) com taxa promocional de 0% nos primeiros três meses sobre os US$ 500 milhões iniciais em ativos sob gestão (AUM). Após isso, a taxa anual cai para 0,34%, competitiva frente ao Grayscale Chainlink Trust (GLNK), que cobra 0,35% e já acumula US$ 87 milhões em AUM.

Chainlink atua como rede descentralizada de oráculos, fornecendo dados off-chain confiáveis para smart contracts. Compatível com mais de 70 blockchains — como Ethereum, Polygon e BNB Chain —, suporta 1.600 projetos em 2025. Sem oráculos, blockchains ficam isoladas, incapazes de interagir com o mundo real, como preços de ativos ou eventos externos.

Executivos da Bitwise, como Matt Hougan (CIO), destacam o papel vital da Chainlink na gestão de riscos e decisões financeiras on-chain, conectando blockchains a sistemas legados como SWIFT e JPMorgan.

Desempenho no Primeiro Dia de Negociação

No debut, o CLNK registrou US$ 3,24 milhões em volume de negociação e US$ 2,59 milhões em inflows líquidos, com NAV em torno de US$ 25,91 e range diário de US$ 24,47 a US$ 26,80. O volume foi de cerca de 126 mil unidades. Comparado ao GLNK, que captou US$ 37 milhões no lançamento, o CLNK teve início mais modesto, mas os dois fundos somam quase US$ 96 milhões em ativos totais.

Esses números iniciais sinalizam interesse institucional moderado, impulsionado por mudanças regulatórias de 2025 que facilitaram ETFs de altcoins. Inflows em ETH ETFs atingiram US$ 175 milhões recentemente, enquanto SOL e XRP também avançam.

No blockchain, whales acumulam: uma retirou 139.950 LINK (~US$ 1,96 milhão) da Binance, totalizando 342.557 LINK em 48 horas, indicando confiança de longo prazo.

Por Que Chainlink é Fundamental para Blockchains

Técnicamente, oráculos como Chainlink resolvem o “problema de oráculo”: como smart contracts acessam dados externos sem centralização? A rede usa nós descentralizados para agregar feeds de preço, eventos climáticos ou resultados esportivos, com segurança criptográfica via staking de LINK.

Desde 2017, processou mais de US$ 27 trilhões em valor transacionado. Projetos DeFi como Aave e Polymarket dependem dela para US$ 100 bilhões em contratos. Parcerias com Mastercard e tokenização de RWAs (Real World Assets) ampliam seu TVL.

Os ETFs validam essa maturidade, atraindo capital de Wall Street para infraestrutura, não especulação. Upgrades como CCIP (Cross-Chain Interoperability Protocol) prometem escalabilidade e integração com IA.

Próximas Altcoins na Fila dos ETFs

Com BTC, ETH e agora LINK, o caminho abre para Solana (velocidade), Render (IA distribuída) ou até XRP (pagamentos). Monitore volumes em CLNK/GLNK e aprovações SEC para medir apetite. Para brasileiros, esses ETFs oferecem exposição regulada via corretoras globais.

Vale acompanhar o total value locked em protocolos Chainlink-dependent e inflows semanais, pois catalisam rallies sustentados.


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Cristal geométrico digital rachando com pulsos vermelhos instáveis, simbolizando outage de 6 horas no blockchain Sui e falha de resiliência

Sui Fora do Ar por 6 Horas: Estabilidade em Xeque

A velocidade importa se o motor para do nada? A blockchain Sui ficou inoperante por quase seis horas, sem produzir novos blocos e travando mais de US$ 1 bilhão em protocolos DeFi. Este é o segundo grande apagão em menos de um ano, levantando sérias dúvidas sobre a estabilidade de uma rede promovida como "Solana Killer". Seus fundos estão seguros? A Sui Foundation promete relatório, mas validadores tiveram de aplicar correções manuais para restaurar o serviço na quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.


Detalhes Técnicos do Incidente

A interrupção começou por volta das 14h52 UTC, quando a rede entrou em paralisação total, impedindo o processamento de transações. A conta oficial da Sui no X alertou sobre uma "paralisação da rede", e o site de status (status.sui.io) confirmou que validadores ficaram presos em um loop de falhas no consenso. A duração exata foi de 5 horas e 52 minutos, até as 20h44 UTC, quando uma correção foi implementada.

Ex-desenvolvedores da Meta (Mysten Labs) projetaram a Sui para processamento paralelo de transações e escalabilidade horizontal, visando baixos custos e alto throughput. No entanto, o incidente expôs fragilidades na coordenação dos validadores, similar ao outage anterior. Usuários de dApps, exchanges e protocolos DeFi enfrentaram fundos congelados temporariamente, sem perdas reportadas, mas com risco de ataques oportunistas durante o downtime.

Histórico de Falhas e Comparação com Concorrentes

Este não é o primeiro tropeço: em novembro de 2024, a Sui já havia parado por mais de uma hora devido a validadores em loop de falha, bloqueando todas as transações. Lançada em maio de 2023, a rede acumulou US$ 1 bilhão em TVL (DeFi Llama), mas viu queda desde outubro de 2024, de US$ 2,6 bilhões.

Comparada à Solana, outrora criticada por outages, a Sui prometia superioridade. Contudo, o Solana aprimorou sua resiliência nos últimos 18 meses, com atualizações de emergência em validadores. A recorrência na Sui sugere imaturidade na arquitetura de consenso, onde sobrecargas ou bugs em objects paralelos podem cascatear falhas sistêmicas.

Impacto nos Fundos e Ecossistema DeFi

Fundos estão seguros no sentido de não haver perdas diretas, pois blockchains como Sui mantêm integridade via consenso distribuído. Porém, o downtime de 6 horas paralisa liquidez, afetando yield farming, swaps e games on-chain. Com TVL em torno de US$ 1 bilhão, protocolos como os listados no DeFi Llama sofreram interrupções, expondo usuários a volatilidade pós-recuperação.

O token SUI, negociado a cerca de US$ 1,82-1,84, teve impacto mínimo (queda de 0,3% em 24h), mas confiança prolongada pode pressionar preços. Investidores DeFi devem diversificar para chains com uptime superior a 99,9%, priorizando resiliência sobre velocidade bruta.

Próximos Passos e Lições Técnicas

A Sui Foundation deve divulgar um post-mortem detalhado, focando em causas raiz como validator stalls e melhorias no protocolo de consenso. Monitore status.sui.io, taxa de sucesso de transações e volume on-chain. Para brasileiros em DeFi, avalie riscos em posições alavancadas e prefira redes testadas em estresse.

A lição fundamental: em blockchains layer-1, performance sem estabilidade é ilusória. A "Solana Killer" precisa provar maturidade para atrair TVL sustentável e holders de longo prazo.


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Personagens cartoon Monero encapuzado atingindo ATH e Zcash com escudo refletindo SEC dissolvendo, simbolizando vitória da privacidade cripto

Privacidade Imparável: Monero ATH e Zcash Vence SEC

Por que governos não conseguem parar as moedas de privacidade como Zcash? A SEC encerrou investigação contra a Zcash Foundation sem ações punitivas, enquanto o Monero (XMR) atingiu novo ATH de US$ 715. Apesar de banimentos como o de Dubai, essas criptos demonstram resiliência, impulsionadas pelo ‘Efeito Streisand’: proibições aumentam o desejo pelo anonimato digital.


SEC Arquiva Caso Contra Zcash Foundation

A Zcash Foundation, organização sem fins lucrativos por trás do Zcash (ZEC), anunciou que a U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) concluiu revisão iniciada em agosto de 2023 sobre ofertas de ativos digitais. Iniciada sob Gary Gensler, crítico das criptos, a investigação terminou sem recomendação de enforcement.

Essa decisão reflete mudanças na SEC pós-reeleição de Donald Trump, com Paul Atkins como chair. A agência recuou em casos como Coinbase e Ripple. O Zcash usa zk-SNARKs (provas de conhecimento zero), permitindo transações privadas sem revelar detalhes, uma tecnologia acessível que preserva privacidade sem comprometer verificabilidade.

Atualmente, ZEC negocia em torno de US$ 437, com alta de 12% no dia e dobrou em três meses, sinalizando confiança do mercado na vitória regulatória.

Monero Quebra Recorde Histórico

O Monero (XMR) atingiu seu pico histórico de US$ 715, impulsionado por demanda crescente por privacidade financeira. Diferente do Zcash, o Monero emprega ring signatures, stealth addresses e RingCT para ofuscar remetente, destinatário e valor das transações, tornando-o ‘imparável’ contra rastreamento.

Consultas a IAs como ChatGPT (20-30% chance de US$ 1.000 em janeiro), Gemini (otimista com momentum de 60% semanal) e outras divergem, mas preveem topos entre US$ 800-900. Trader veterano Peter Brandt apelidou XMR de ‘crypto silver’, comprando após similaridades com prata no papel.

Apesar do delist da Binance em 2024, que causou queda temporária, o XMR recuperou com força, mostrando utilidade real em um mundo de vigilância crescente.

O Efeito Streisand na Privacidade Cripto

O ‘Efeito Streisand’ explica a resiliência: tentativas de supressão geram mais atenção. Dubai baniu privacy coins recentemente, mas isso coincide com ATH do Monero e vitória da Zcash. Governos temem anonimato por ligações potenciais a ilícitos, mas tecnologias como essas democratizam privacidade para todos.

Em rodadas da SEC sobre vigilância, Zooko Wilcox (fundador Zcash) criticou investigações passadas como injustas. A fundação enfatiza compromisso com compliance, focando em infraestrutura financeira privada para o bem público.

Para brasileiros, onde privacidade é vital contra inflação e rastreio, essas moedas oferecem proteção acessível via wallets não custodiais.

Implicações e Próximos Passos

Esses eventos sinalizam maturidade regulatória favorável sob nova SEC, potencializando adoção. Monero pode testar US$ 800, Zcash consolidar ganhos. Investidores devem monitorar listagens em exchanges e desenvolvimentos tech, como upgrades em privacidade.

Vale observar se re-listagens ocorrem, ampliando liquidez. A privacidade não é mais nicho: é essencial em finanças digitais.


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Engenheiros cartoon competindo: um ativa IA com chip hexagonal cyan enquanto outro perde chips verdes, simbolizando avanço chinês em IA sem Nvidia

IA Chinesa Sem Chips Nvidia: Treinada em Huawei

A Z.AI chinesa lançou o GLM-Image, primeiro modelo majoritário de geração de imagens treinado inteiramente sem chips americanos, usando processadores Huawei Ascend. Essa conquista, anunciada em 14 de janeiro de 2026, sinaliza que o bloqueio dos EUA à Nvidia não freia a inovação chinesa, mas acelera a soberania tecnológica. O modelo híbrido autoregressivo-diffusion destaca-se em precisão textual e controle espacial, disponível open-source no Hugging Face.


Como Funciona o Treinamento em Chips Huawei

A Z.AI, que levantou US$ 558 milhões em IPO em Hong Kong, treinou o GLM-Image em servidores Ascend Atlas 800T A2 da Huawei, com framework MindSpore. Essa infraestrutura doméstica compensa a falta de GPUs Nvidia H100 e A100, banidas para a empresa por laços militares. O processo completo de treinamento ocorreu sem hardware ocidental, provando viabilidade de clusters massivos de chips chineses para tarefas intensivas como geração de imagens.

Para o público técnico, isso significa otimização em escala: analistas do Georgetown Center notam que a China usa volume para superar limitações de performance por chip. Exige mais energia e engenharia, mas algoritmos eficientes, como os da DeepSeek, reduzem a dependência de poder bruto. Mineradores de criptomoedas, habituados a GPUs Nvidia para mining, veem paralelo: rigs multi-GPU viram norma para eficiência.

Arquitetura Híbrida e Desempenho

O GLM-Image une modelo autoregressivo GLM-4 (para compreensão semântica e composição) com decodificador diffusion (para detalhes visuais), totalizando 16 bilhões de parâmetros. Autoregressivo prevê pixels sequencialmente, destacando-se em layout e texto; diffusion refina ruído em imagens realistas. Essa fusão supera modelos puros como Stable Diffusion em aderência a prompts e renderização de caracteres chineses, com benchmarks líderes em open-source.

Testes iniciais mostram estética coerente e consciência espacial superior, acessível via API a US$ 0,014 por imagem ou Hugging Face Space gratuito. Comparado a gpt-image-1.5 da OpenAI, o híbrido chinês prioriza controle preciso, útil para aplicações como design e conteúdo localizado.

Impacto Geopolítico e Infraestrutura Global

O lançamento coincide com China bloqueando importações de Nvidia H200, após banir H20. Agências aduaneiras instruíram empresas a evitar compras, sinalizando autossuficiência. Beijing demonstra que labs chineses constroem modelos competitivos sem silício americano, reduzindo urgência por estoques de US$ 27 mil por unidade.

Para infraestrutura de dados, isso racha o mundo: Huawei dobra produção de Ascend em 2026, posicionando-se como espinha dorsal nacional. Mineradores e data centers globais, dependentes de Nvidia para AI e mining, enfrentam dilema. O bloqueio acelera inovação oriental, forçando diversificação — chips Huawei podem entrar em ecossistemas híbridos, alterando supply chain de GPUs.

Implicações para Inovação e Mercado

Ações da Z.AI subiram 80% pós-IPO, refletindo otimismo em “tigres de IA” chineses como DeepSeek e Alibaba. Apesar de roadmap Huawei prever chips menos potentes, eficiência algorítmica fecha gaps. Para brasileiros em cripto e tech, lição: sanções fomentam resiliência, similar a adaptações em mining pós-halving.

Vale monitorar: se escalável, essa stack Huawei+MindSpore desafia domínio Nvidia, impactando custos de treinamento e acessibilidade global de IA.


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Núcleo dourado Bitcoin com rachaduras quânticas roxas sendo selado por escudo cyan pós-quântico, simbolizando defesa contra ameaça quântica

Ameaça Quântica: Startup Capta US$ 20 Milhões para Blindar Bitcoin

Computadores quânticos podem quebrar o Bitcoin? A startup Project Eleven respondeu com ação: captou US$ 20 milhões em uma rodada que valoriza a empresa em US$ 120 milhões. O foco é proteger os US$ 718 bilhões em Bitcoin expostos à ameaça do ‘Q-Day‘, quando a criptografia atual pode ser comprometida. Backers incluem Variant Fund e Quantonation, sinalizando a urgência desse risco existencial para as criptomoedas. A corrida para blindar carteiras já começou, conforme reportado pela U.Today.


O Que é o ‘Q-Day’ e a Ameaça Quântica

O ‘Q-Day‘ refere-se ao momento hipotético em que computadores quânticos poderosos quebrarão a criptografia que protege a internet e sistemas financeiros, incluindo o Bitcoin. O Bitcoin e a maioria das blockchains dependem da Elliptic Curve Cryptography (ECC) para gerar chaves públicas e privadas. Um quantum computer rodando o Algoritmo de Shor poderia inverter esse processo, expondo chaves privadas a partir de chaves públicas reveladas.

Isso permitiria que atacantes esvaziassem carteiras onde a chave pública foi exposta em transações passadas. De acordo com estimativas da Project Eleven, cerca de US$ 718 bilhões em Bitcoin estão em wallets vulneráveis exatamente por esse motivo. Para contextualizar, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 520.876,59 nesta quarta-feira (14/01), equivalendo a um valor aproximado de US$ 94.000 por unidade.

A ameaça não é nova — medos quânticos datam de 2011 —, mas avança com o progresso em hardware quântico. Agências governamentais e criptógrafos monitoram de perto, preparando migrações para algoritmos resistentes.

A Solução da Project Eleven: Yellowpages

A Project Eleven desenvolve infraestrutura post-quantum para blockchains existentes. Seu produto principal, o ‘Yellowpages‘, atua como um registro criptográfico. Usuários assinam uma mensagem provando ownership de um endereço Bitcoin vulnerável e o vinculam a uma identidade quantum-secure.

Isso cria um ‘fallback‘ de propriedade, permitindo recuperação de fundos caso a rede principal seja comprometida por um ataque quântico. A abordagem é proativa: não altera o protocolo Bitcoin, mas oferece uma camada de proteção para holders atuais. Financiada por VCs crypto-nativos como Variant e fundos quânticos como Quantonation, desde a seed de junho de 2025, a startup acelera o desenvolvimento.

Essa inovação é crucial porque upgrades no Bitcoin exigem consenso comunitário, que pode demorar anos. Soluções como Yellowpages preenchem a lacuna imediatamente.

A Ameaça é Real ou Exagerada?

Embora o consenso atual entre criptógrafos e analistas seja de que o ‘Q-Day‘ não ocorrerá em breve — possivelmente não neste ano —, vozes influentes alertam. Vitalik Buterin, criador do Ethereum, recentemente estimou que a Elliptic Curve Cryptography pode ser comprometida antes de 2028. Isso impulsiona a transição para criptografia pós-quântica no ecossistema Ethereum também.

Para o Bitcoin, a vulnerabilidade afeta principalmente endereços P2PKH antigos, onde chaves públicas estão expostas. Endereços modernos (P2WPKH, Taproot) ocultam chaves públicas até o gasto, reduzindo riscos. Ainda assim, bilhões em valor histórico demandam ação urgente.

Esforços preventivos incluem propostas como BIP para signatures pós-quânticas e pesquisas em NIST para padrões quântico-resistentes.

Implicações para Investidores Brasileiros

No Brasil, onde o Bitcoin é negociado acima de R$ 520 mil, holders devem monitorar desenvolvimentos quânticos. Ferramentas como Yellowpages podem ser acessíveis via wallets compatíveis. A longo prazo, a adoção de padrões pós-quânticos fortalecerá a resiliência do BTC como reserva de valor. Fique atento: a interseção de quantum computing e cripto redefine a segurança digital.


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Executivos cartoon abrindo portas NYSE com elo Chainlink gravado CLNK, simbolizando lançamento do ETF spot pela Bitwise

Chainlink na NYSE: Bitwise Lança Segundo ETF Spot de LINK

Depois do Bitcoin e Ethereum, o mercado institucional escolheu a Chainlink como próxima altcoin para um ETF spot. Nesta quarta-feira (14), a Bitwise lançou o Bitwise Chainlink ETF na NYSE Arca, com ticker CLNK, tornando-se o segundo fundo à vista de LINK nos EUA após a Grayscale. O token subiu 5%, atingindo US$ 14,33, máxima mensal, graças à aprovação da SEC.


Detalhes do Lançamento do ETF CLNK

O Bitwise Chainlink ETF (CLNK) oferece exposição direta ao preço do LINK sem que investidores precisem gerenciar wallets ou chaves privadas. Lançado com capital semente de US$ 2,5 milhões (100 mil ações a US$ 25 cada), o fundo usa custódia da Coinbase para os tokens LINK e BNY para caixa. A Bitwise, que gerencia US$ 15 bilhões em ativos cripto, atrai adoção inicial com taxa de administração zero pelos primeiros três meses ou até US$ 500 milhões em ativos sob gestão (AUM). Após isso, cobra 0,34% ao ano, competitiva frente aos 0,35% do rival GLNK da Grayscale.

Essa estrutura facilita o acesso institucional, com negociação na NYSE Arca, principal bolsa americana. O diretor de investimentos da Bitwise, Matt Hougan, enfatiza que Chainlink preenche a lacuna entre blockchains e dados reais, essencial para contratos inteligentes e finanças descentralizadas (DeFi).

O Papel Fundamental dos Oráculos Chainlink

Para entender o porquê dessa escolha, vale explicar o que são oráculos: pontes seguras que levam dados externos (preços, clima, eventos) para contratos inteligentes em blockchains. A Chainlink é a rede descentralizada líder nisso, compatível com mais de 70 blockchains como Ethereum, Avalanche, Polygon e BNB Chain. Em 2025, mais de 1.600 projetos usam sua tecnologia para feeds de preço precisos, liquidações em DeFi e automação.

Em termos técnicos acessíveis, imagine um contrato inteligente como uma máquina automática que só executa se receber dados confiáveis do mundo real. Sem oráculos como Chainlink, blockchains ficam isoladas (oracle problem). Sua dominância — executando há oito anos sem falhas críticas — justifica o ETF, sinalizando maturidade para adoção em massa em gestão de riscos e finanças tradicionais.

Reação do Mercado e Comparação com Grayscale

O lançamento impulsionou o LINK: alta de 5-6% em 24 horas, com volume de negociação +80% e open interest de futuros em US$ 665 milhões. Analistas como Ali Martinez veem caminho livre até US$ 14,63. É o segundo ETF spot de LINK nos EUA: o GLNK da Grayscale, convertido de trust em dezembro, já acumula US$ 87,5 milhões em AUM em poucas semanas.

Na Europa, ETPs como 21Shares (2022) e Global X (2023) pavimentaram o caminho. Esse movimento reflete a expansão de ETFs cripto além de BTC/ETH, validando infraestrutura crítica como oráculos.

Implicações para o Ecossistema Cripto

O CLNK reforça Chainlink como “camada fundamental da economia blockchain”, segundo o CEO da Bitwise, Hunter Horsley. Futuramente, staking pode ser adicionado via Attestant Ltd., rendendo yields aos holders indiretos. Para investidores brasileiros, isso abre portas via corretoras com acesso NYSE, mas exige atenção a volatilidade e regulação local.

O que isso diz sobre a próxima altcoin? Protocolos com utilidade real, como oráculos ou layer-2, podem seguir. Vale monitorar aprovações SEC para Solana ou outros, ampliando o status quo institucional.


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Personagem cartoon de Vitalik apontando para balança instável com peso USD rachado e oráculos manipuláveis, criticando falhas em stablecoins DeFi

Vitalik Critica Falhas de Design em Stablecoins Descentralizadas

Nem todo dólar digital é igual. Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, alertou em post no X sobre falhas profundas no design de stablecoins descentralizadas, essenciais para o DeFi. Ele destaca três problemas não resolvidos: dependência excessiva do dólar americano, vulnerabilidade de oracles a manipulações e competição com yields de staking. Essas críticas, datadas de 11 de janeiro de 2026, questionam a resiliência a longo prazo desses ativos em ecossistemas blockchain.


As Três Falhas Estruturais Identificadas

Vitalik Buterin argumenta que, apesar dos avanços, as stablecoins descentralizadas ainda dependem de premissas frágeis. O primeiro ponto é a ancoragem exclusiva ao valor de US$ 1, o que faz sentido no curto prazo, mas falha em horizontes de décadas devido à inflação e riscos geopolíticos. Ele sugere benchmarks alternativos, como índices de preços de bens de consumo (similar ao CPI) ou cestas de moedas, para maior independência.

O segundo desafio envolve oracles, os mecanismos que fornecem dados externos às blockchains, como preços de ativos. Se um oracle puder ser manipulado por um atacante com capital suficiente, o sistema inteiro colapsa, levando a emissões erradas ou liquidações indevidas. Buterin enfatiza a necessidade de designs onde o custo de distorção seja proibitivamente alto.

Por fim, o terceiro problema é a competição com o staking yield do Ethereum, que oferece retornos atrativos. Stablecoins colateralizadas precisam competir ou aceitar migração de demanda, o que compromete sua estabilidade em cenários de yields elevados.

Dependência do Dólar: Limites da Estabilidade Tradicional

A maioria das stablecoins, como o DAI do MakerDAO, mira explicitamente o peg de US$ 1. Isso importa riscos do dólar, incluindo inflação moderada que erode o poder de compra ao longo do tempo. Vitalik propõe medir estabilidade por poder de compra real ou índices compostos, evitando amarras a uma única moeda nacional. Implementar isso onchain exige governança robusta para atualizar benchmarks, evitando centralização.

Em DeFi, onde stablecoins atuam como colateral e meio de troca, essa rigidez pode amplificar choques macroeconômicos. Protocolos que dependem de um peg rígido enfrentam dilemas em crises, como visto em colapsos passados de algoritmos de stablecoins.

Vulnerabilidades de Oracles e Yields Competitivos

Oracles são o elo fraco: blockchains não acessam dados reais diretamente, confiando em feeds medianos ou whitelists. Sistemas maduros como o do MakerDAO usam quóruns mínimos, mas ainda são suscetíveis a ataques de capital profundo. Buterin defende oracles descentralizados onde manipular dados custe mais que o ganho potencial, preservando integridade em liquidações e avaliações de colateral.

Quanto aos yields, o staking do ETH cria tensão. Se yields regulares superam os de stablecoins, usuários migram, desestabilizando colaterais. Soluções exploradas incluem reduzir yields para níveis hobbyistas (~0,2%), criar staking sem slashing ou mecanismos de reconciliação. Isso testa a resiliência de designs sob estresse de incentivos voláteis.

Implicações para o DeFi e Próximos Passos

Para protocolos DeFi, as críticas de Vitalik implicam em avaliações rigorosas: qual o benchmark exato? Há liquidez para liquidações em sell-offs? Políticas claras para falhas de oracles? Stablecoins centralizadas dominam (~US$ 300 bilhões em suprimento), mas descentralizadas são cruciais para verdadeira autonomia. O caminho envolve endurecimento incremental: benchmarks claros, modos de falha explícitos e priorização de sobrevivência sobre incentivos de curto prazo.

Desenvolvedores devem monitorar dinâmicas de run, integridade de dados e realismo de liquidações. Essa análise reforça que estabilidade descentralizada depende de referências independentes, dados seguros e incentivos alinhados, pavimentando o futuro de finanças onchain resilientes.


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