Enquanto a Ark Invest de Cathie Wood vendeu mais de 119 mil ações da Coinbase por US$ 19 milhões em meio à queda do Bitcoin para abaixo de US$ 63 mil, a MicroStrategy viu suas ações dispararem 25% com a recuperação do BTC para US$ 70 mil. Essa dança dos gigantes mostra a forte correlação entre ações como COIN e MSTR com o preço do Bitcoin. Para o investidor de varejo brasileiro, é hora de observar e ajustar o portfólio sem pânico? Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está em R$ 369 mil hoje (+2,48%).
Ark Invest rebalanceia em meio à turbulência
A Ark Invest, conhecida por apostas ousadas em tech e cripto, vendeu 119.236 ações da Coinbase na quinta-feira passada, totalizando mais de US$ 19 milhões — valor que, com o dólar a cerca de R$ 5,20, equivale a uns R$ 100 milhões. Isso veio logo após eles terem aumentado a posição na exchange. O motivo? Queda brusca do Bitcoin de US$ 78 mil para menos de US$ 63 mil, arrastando o preço da COIN para o menor nível desde março do ano passado.
Mas calma: a Coinbase ainda é a sétima maior posição da Ark, com US$ 425 milhões em ETFs. Ao mesmo tempo, eles compraram ações da Bullish (US$ 19 milhões, totalizando US$ 138 milhões) e da Brera Holdings, focada em Solana. Para o brasileiro comum, que talvez invista via BDRs ou apps de corretora, isso sinaliza rebalanceamento: gigantes vendem em picos de volatilidade para comprar oportunidades.
MicroStrategy acelera com recuperação do BTC
Em contraste, as ações da MicroStrategy (MSTR) subiram 25% em 24 horas, de US$ 107 para US$ 134, puxadas pelo BTC voltando a US$ 70 mil (+5%). A empresa detém 713.502 BTC, o que faz sua ação funcionar como um "proxy" amplificado do Bitcoin — sobe mais na alta, cai mais na baixa.
No fim de 2025, eles reportaram prejuízo de US$ 12,4 bilhões por causa do crash do BTC, mas o CEO Phong Le e Michael Saylor mantêm a fé: só haveria risco real se BTC caísse para US$ 8 mil e ficasse lá meses. Para nós no Brasil, imagine isso no seu portfólio de ações tech: uma alta de 25% na MSTR pode turbinar seu saldo em corretoras como XP ou Clear, mas lembre que é volátil como o próprio Bitcoin.
Correlação COIN e MSTR com Bitcoin: o que observar
Analistas notam padrões: a Coinbase pode ter uma alta acima de US$ 200, segundo experts, após rebote de 19% para US$ 165. Isso segue histórico de suportes em US$ 158 (2024/2025). Já a MSTR amplifica movimentos do BTC. O mercado cripto como um todo subiu 5,47% para US$ 2,34 trilhões, com Robinhood +13% e COIN +10%.
Para o varejo, a lição é simples: ações como COIN e MSTR são "cripto na bolsa", acessíveis via home broker sem wallet. Mas correlacionam forte com BTC — quando ele cai 20%, elas despencam mais. No Brasil, com IOF e IR sobre ganhos, calcule custos: R$ 369 mil no BTC hoje pode virar R$ 300 mil amanhã.
Guia prático para o investidor brasileiro
Situação: gigantes rebalanceiam, BTC oscila. Impacto: seu BDR de COIN ou ETF tech sente o tranco — uma alta de 25% na MSTR pode render o equivalente a 3 meses de salário mínimo no seu portfólio pequeno. O que fazer?
- Monitore correlação via apps como TradingView;
- Defina stop-loss para proteger capital;
- Diversifique: não mais de 10% em cripto-proxy;
- Acompanhe BTC em R$ via Cointrader;
- Evite FOMO — espere estabilização acima de US$ 70 mil.
Não é hora de pular fora só porque Ark vendeu, nem comprar eufórico pela MSTR. Seja como um vizinho esperto: observe, ajuste devagar e foque no longo prazo, considerando impostos e taxa do dólar.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.