Executivo cartoon protegendo-se de chuva de e-mails sombrios com silhueta espectral, simbolizando crise reputacional de Epstein na Blockstream

Sombras do Passado: E-mails de Epstein Citam Bitcoin e Crise na Blockstream

Documentos do Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) liberados recentemente revelam que e-mails de Jeffrey Epstein citam Bitcoin 1.522 vezes, além de nomes como Brock Pierce (1.801 menções) e Adam Back (19 vezes). Embora sem provas de irregularidades, as conexões geram crise na Blockstream, com pedido de renúncia do CEO por Luke Dashjr. Investigações apontam elos tóxicos que abalam a reputação do ecossistema Bitcoin.


Menções Frequentes nos Arquivos do DoJ

Os arquivos do DoJ, acessíveis via mecanismo de busca oficial, mostram Bitcoin como termo recorrente nos e-mails e anexos de Epstein entre 2002 e 2017. Evidências indicam tentativas do financista de se aproximar de desenvolvedores e iniciativas Bitcoin, incluindo doações de US$ 850 mil ao MIT, dos quais US$ 525 mil foram para o Digital Currency Initiative (DCI). Recursos indiretos financiaram devs do Bitcoin Core após falência da Bitcoin Foundation.

Joichi Ito, ex-diretor do MIT Media Lab, manteve contatos frequentes com Epstein, conectando círculos acadêmicos ao ecossistema cripto. O termo surge em contextos de transferências, investimentos e networking, refletindo o interesse de Epstein por ativos emergentes na época.

Conexões com Executivos e Empresas Cripto

Coinbase aparece 266 vezes, com e-mails revelando investimento inicial de Epstein na Série C (2014, avaliação de US$ 400 milhões), intermediado por Brock Pierce, cofundador da Tether e Blockchain Capital. Fred Ehrsam, cofundador da exchange, sabia da origem dos fundos. Pierce, com quase 2 mil menções, discutiu negócios cripto pós-condenação de Epstein em 2008, inclusive planos com Winklevoss e Mt. Gox.

Ethereum tem 69 citações, Vitalik Buterin (8), Binance (6) e stablecoin (13). Nenhuma implica culpa direta, mas levanta questões sobre due diligence em parcerias antigas.

Crise de Liderança na Blockstream

Adam Back, pioneiro Bitcoin e CEO da Blockstream, é mencionado 19 vezes. Documentos mostram negociações em 2014 para viagem de Epstein a Montreal, onde equipe Blockstream participou de evento. Um e-mail cita suposta visita de “Andy Back” à ilha de Epstein, possivelmente erro ou referência a Adam.

Luke Dashjr, dev veterano, exige renúncia: “Revelações sobre Adam e a Ilha de Epstein esclarecem hostilidade e corrupção profunda”. Back nega visitas diretas, atribuindo investimento indireto via fundo de Joi Ito. A tensão expõe divisões internas.

Impacto Reputacional e Lições

Embora sem evidências criminais ligadas a cripto, os elos abalam confiança na comunidade Bitcoin. Investidores devem monitorar governança em projetos-chave como Blockstream. Bandeiras vermelhas incluem falta de transparência em financiamento inicial e associações questionáveis. Para se proteger, priorize due diligence on-chain e evite euforia sem verificação documental. O caso reforça: reputação importa tanto quanto tecnologia.


📌 Nota: Uma ou mais fontes citadas estavam temporariamente indisponíveis no momento da redação.

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