O aumento do Supply in Loss do Bitcoin está acendendo um sinal de alerta no mercado, conforme análise da CryptoQuant. Essa métrica, que mede a porção de BTC negociada com prejuízo, começou a subir após meses de queda, remetendo aos estágios iniciais de mercados de baixa em 2018 e 2022. Com o preço em consolidação abaixo de US$ 90 mil, investidores enfrentam o risco de capitulação mais ampla em 2026, apesar da euforia recente.
O Que é Supply in Loss e Seu Sinal Histórico
A métrica Supply in Loss calcula a quantidade de Bitcoin detida abaixo do preço de aquisição médio dos holders. Quando ela sobe, indica que mais participantes estão no vermelho, pressionando vendas para corte de perdas. Historicamente, esse movimento precede quedas prolongadas, como visto nos ciclos passados.
Em 2018, o indicador iniciou alta bem antes do fundo de US$ 3.200, espalhando perdas de traders de curto prazo para holders de longo prazo. Similarmente, em 2022, o uptick veio meses antes do mercado de baixa pleno, culminando em capitulação perto de US$ 16 mil. Esses padrões sugerem uma mudança psicológica: de correção temporária para baixa estrutural.
Segundo o relatório da CryptoQuant, o atual aumento, ainda baixo em níveis absolutos, aponta para o início dessa transição, desafiando a narrativa de mercado de alta intacto.
Situação Atual: Consolidação Precária
O Bitcoin negocia em torno de US$ 89.700, preso entre US$ 85 mil e US$ 92 mil desde dezembro. As médias móveis de 50 e 100 dias atuam como resistências descendentes, confirmando perda de momentum altista após rejeição em US$ 98 mil.
No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o BTC está em R$ 457.377, com variação de -1,27% em 24h e volume de 257 BTC. Essa estagnação, aliada ao Supply in Loss em ascensão, reforça preocupações de mercado de baixa precoce, com risco de quebra abaixo de US$ 85 mil.
Volume de vendas diminuiu, mas sem demanda renovada, altas parecem corretivas, não sustentadas.
Contraponto do DXY: Esperança ou Ilusão?
Alguns analistas citam o DXY testando zona de 96, precedendo altas expressivas em 2017 e 2021, quando quedas prolongadas impulsionaram BTC em até 8x. No entanto, esse viés otimista ignora o contexto: liquidez global e estímulos fiscais ausentes hoje, com inflação persistente e políticas monetárias restritivas.
O ceticismo prevalece: o Supply in Loss ignora macro ruídos e reflete realidade on-chain. Em ciclos passados, sinais semelhantes superaram esperanças em dólar fraco, levando a capitulações reais só após picos do indicador.
Enquanto o DXY oferece contranarrativa, o risco downside domina até estabilização da métrica.
O Que Monitorar em 2026
Investidores devem vigiar se o Supply in Loss acelera para níveis de capitulação (acima de 50-60%), confirmando mercado de baixa pleno, ou estabiliza com rompimento acima de US$ 92 mil. Indicadores como hashrate e dominância também pesam.
Esse sinal contrarian lembra: euforia em US$ 90k pode mascarar fragilidades. Preparação para volatilidade é essencial, priorizando preservação de capital em cenários de baixa prolongada.
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