Rede hexagonal de mineração Bitcoin sob nevasca digital, nós apagando com '13%' central, simbolizando queda na dificuldade por tempestade nos EUA

Neve nos EUA Reduz Dificuldade de Mineração em 13%

A redução de 13% na dificuldade de mineração do Bitcoin ocorrerá no próximo ajuste, previsto para este sábado, devido à queda abrupta no hashrate global provocada pela tempestade de neve nos Estados Unidos. Mineradores americanos desligaram suas máquinas para preservar a infraestrutura elétrica, resultando em tempos de bloco médios de 11,52 minutos nos últimos 14 dias. Isso demonstra a vulnerabilidade da mineração descentralizada a eventos climáticos localizados.


O Que é a Dificuldade de Mineração?

A dificuldade de mineração é um parâmetro fundamental do protocolo Bitcoin, ajustado a cada 2016 blocos — aproximadamente a cada duas semanas. Seu objetivo é manter o intervalo médio entre blocos em 10 minutos, independentemente das variações no poder computacional da rede. Quando o hashrate total aumenta, a dificuldade sobe para equilibrar a produção de blocos; se cai, ela diminui proporcionalmente.

No caso atual, o hashrate de 7 dias caiu de 1.044 EH/s em 24 de janeiro para 825 EH/s no final do mês, segundo dados on-chain. Essa métrica mede o poder de processamento coletivo dos mineradores, expresso em exahashes por segundo (EH/s). A rede Bitcoin responde automaticamente: blocos mais lentos levam a uma redução na dificuldade para restaurar o ritmo padrão.

Essa automação é uma das genialidades do design de Satoshi Nakamoto, garantindo previsibilidade sem intervenção centralizada. Para mineradores, uma dificuldade menor significa maior probabilidade de encontrar o nonce válido por unidade de hash, elevando as recompensas relativas.

Como a Tempestade de Neve Afetou o Hashrate Global?

A tempestade de inverno nos EUA interrompeu operações de mineração em larga escala. Para aliviar a pressão na rede elétrica nacional, grandes pools como a Foundry USA — o maior do mundo — reduziram seu hashrate em quase 60%. Isso representou uma fatia significativa do poder global, já que os EUA concentram cerca de 30-40% da mineração Bitcoin, dependendo das condições energéticas.

Dados da Blockchain.com mostram a recuperação parcial em fevereiro, com o hashrate médio de 7 dias em 913 EH/s. Apesar disso, o ajuste considera apenas o período dos últimos 2016 blocos, “congelando” o impacto da disrupção. Eventos climáticos assim expõem a dependência geográfica: regiões frias oferecem energia barata via hidrelétricas, mas são suscetíveis a nevascas extremas.

Analogamente a um sistema distribuído sob falha de nós, o Bitcoin redistribui a carga automaticamente, mas quedas localizadas podem propagar efeitos globais temporários.

Implicações para Lucros dos Mineradores e Segurança da Rede

Para os mineradores restantes, a queda na dificuldade é um alívio imediato. Com menos competição efetiva, o custo por hash computado diminui, potencializando lucros em um momento de preço volátil. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 364.344,41, com variação de -1,01% nas últimas 24 horas e volume de 474 BTC.

Quanto à segurança da rede, o hashrate baixo eleva teoricamente o risco de ataques de 51%, mas o valor absoluto ainda é robusto — acima de 900 EH/s. A recuperação rápida dos EUA, combinada com mineração em outras regiões como Ásia e América Latina, mitiga preocupações. No longo prazo, isso reforça a necessidade de diversificação geográfica e fontes de energia resilientes.

Monitorar o próximo ajuste revelará se o equilíbrio foi restaurado, mas o episódio ilustra como fatores off-chain, como o clima, influenciam a infraestrutura física da blockchain.


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