O Bitcoin despencou para a faixa de US$ 75 mil, rompendo suportes técnicos cruciais em US$ 82.500 e US$ 80 mil em meio a uma venda massiva no mercado cripto. A capitalização de mercado caiu para US$ 1,57 trilhão, tirando o BTC do top 10 ativos globais e colocando-o atrás da Tesla de Elon Musk. Esse movimento sinaliza o fim da lua de mel institucional no curto prazo, com otimismo dando lugar à realidade volátil.
Quebra de Suportes e Venda Intensa
O preço do Bitcoin caiu de uma máxima de 24 horas em US$ 84.356 para uma mínima de US$ 75.644, apagando mais de 10% dos ganhos recentes. A perda do suporte em US$ 82.500 acelerou o movimento, atravessando zonas de liquidez fina e gerando liquidações em massa nos mercados de derivativos. No gráfico diário, o BTC rompeu uma linha de tendência de alta desde dezembro e ficou abaixo da média móvel exponencial de 50 dias, próxima a US$ 90 mil, transformando-a em resistência.
O volume de negociações explodiu durante a quebra, indicando saídas forçadas por margem e não uma rotação gradual de risco. No momento da redação, o Bitcoin negociava a US$ 77.825, com queda de 7% nas últimas 24 horas e volume diário de US$ 75 bilhões. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC em reais está em R$ 416.988,59, com variação de -4,73% em 24 horas.
Perda do Top 10: Tesla Ultrapassa Bitcoin
A capitalização de mercado do Bitcoin encolheu para cerca de US$ 1,57 trilhão, posicionando-o em 13º lugar global, atrás da Saudi Aramco e da ação da Tesla. Recentemente, em outubro, o BTC chegou ao 7º lugar com pico acima de US$ 126 mil e valuation próximo a US$ 2,5 trilhões, superando gigantes como Google e Amazon.
O Ethereum também sofreu, caindo 14,5% na semana para market cap de pouco mais de US$ 300 bilhões, despencando ao 56º lugar, atrás de empresas como Caterpillar e Coca-Cola. Essa inversão destaca a fragilidade das criptomoedas frente a ativos tradicionais em momentos de correção.
Contexto Macroeconômico Agrava a Queda
A venda foi impulsionada pela força do dólar americano após a nomeação de Kevin Warsh, hawkish, para cadeira do Fed por Trump, causando o maior rali do USD desde maio. Ouro caiu 9%, para abaixo de US$ 4.900 e prata 26,3%, para US$ 85,3, mostrando correlação em ativos de risco. Tensões geopolíticas, como explosões no Irã, e o shutdown parcial do governo dos EUA adicionaram pressão.
Dados on-chain mostram aumento em novos endereços, sugerindo entrada de compradores, mas o risco de baixa persiste até reconquista de US$ 82-84 mil. O próximo suporte fica na faixa baixa dos US$ 70 mil.
Implicações para Investidores
Essa correção expõe os limites do otimismo institucional: entradas de ETFs e acumulações corporativas não blindaram o BTC de choques macro. Traders alertam para downside elevado, com foco em estabilização. Para brasileiros, a cotação em R$ 417 mil reforça a necessidade de cautela em um mercado volátil. Vale monitorar o Fed e liquidez global para sinais de reversão ou aprofundamento da baixa.
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