A MSCI anunciou que manterá empresas com tesouraria em Bitcoin (DATCOs) em seus índices globais, apesar de propostas iniciais de exclusão. As ações da Strategy (ex-MicroStrategy), liderada por Michael Saylor, dispararam 6% na quarta-feira, sinalizando confiança no modelo de adoção corporativa do BTC. A decisão, comunicada em 6 de janeiro, alivia riscos técnicos e reforça a tese de integração mainstream das criptomoedas.
Decisão da MSCI e Manutenção da Inclusão
A provedora de índices MSCI optou por não avançar com a exclusão de DATCOs — firmas com mais de 50% dos ativos em criptomoedas como Bitcoin — dos MSCI Global Investable Market Indexes na revisão de fevereiro de 2026. De acordo com o comunicado oficial, empresas já incluídas permanecerão, desde que atendam outros critérios. Essa pausa remove uma incerteza que pressionava o mercado cripto em outubro, quando especulações causaram quedas no Bitcoin.
O movimento valida a visão bullish de Saylor, que transformou a Strategy na maior detentora corporativa de BTC desde 2020. Analistas veem isso como endosso institucional à estratégia de tesouraria em ativos digitais, especialmente em um contexto de volatilidade macroeconômica.
Alta nas Ações da Strategy e Reação do Mercado
Após o anúncio, as ações da Strategy subiram até 6%, conforme reportado pela Crypto.news, com ganhos iniciais de 3,2% que foram parcialmente revertidos pela queda do Bitcoin para US$ 90.900. No ano, MSTR acumula alta de mais de 4,5%, superando o desempenho de muitos ativos tradicionais. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 492.045 (-0,42% em 24h), reforçando o apelo como hedge contra inflação e instabilidade fiat.
Investidores institucionais celebram: a permanência nos índices garante exposição passiva via fundos que replicam MSCI, atraindo bilhões em inflows para proxies de Bitcoin sem custódia direta.
Mudanças nas Regras de Captação e Desafios Futuros
Apesar da boa notícia, a MSCI introduziu ajustes: não haverá aumentos no Number of Shares (NOS), Foreign Inclusion Factor (FIF) ou Domestic Inclusion Factor (DIF) para novas emissões de ações dessas empresas. Isso elimina a demanda automática de fundos de índice — antes, cerca de 10% das novas ações eram compradas obrigatoriamente —, complicando captações como as usadas pela Strategy para comprar mais BTC.
Analistas da Bull Theory destacam que, sem esse ‘forçado buying’, a empresa precisará de compradores privados, potencialmente limitando aquisições. Ainda assim, o otimismo prevalece: a decisão abre caminho para mais corporações seguirem o playbook de Saylor, acelerando a adoção mainstream.
Implicações para Investidores bullish
Para o leitor brasileiro interessado em cripto, isso é um sinal forte: alocações em MSTR ou BTC direto podem servir como hedge macro superior a treasuries tradicionais. Com ETFs de Bitcoin em expansão — inclusive da Morgan Stanley —, a tese de Saylor ganha tração. Monitore a consulta mais ampla da MSCI sobre ‘non-operating companies’; por ora, o caminho está pavimentado para ganhos sustentados em 2026.
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