A visão de Vitalik Buterin para IA no Ethereum posiciona a rede como infraestrutura para interações privadas e verificáveis, desafiando a corrida por AGI centralizada. Paralelamente, o Sigbash v2 lança beta aberta de firmas programáveis no Bitcoin usando provas de conhecimento zero (ZK) para ocultar dados de transações do servidor. Essas inovações destacam a privacidade como padrão técnico unificador entre as duas maiores blockchains, com foco em verificação criptográfica e coordenação autônoma.
Visão de Vitalik: Ethereum como Base para IA Descentralizada
Vitalik Buterin critica a narrativa de ‘trabalhar em AGI’ como simplista, comparando-a a rotular o Ethereum apenas como ‘finanças’. Em vez de aceleração cega, propõe IA privada e verificável. O que é: ferramentas locais de LLMs rodando em dispositivos do usuário, combinadas com pagamentos ZK para chamadas anônimas a APIs remotas.
Como funciona: provas criptográficas e atestações de Trusted Execution Environments (TEE) permitem verificar saídas de IA sem confiança cega. Ethereum atua como camada econômica para agentes autônomos: bots pagam uns aos outros via smart contracts em rollups e L2s, com depósitos de segurança e resolução de disputas. Por quê importa: resolve vazamentos de dados e exposição de identidade em modelos centralizados, alinhando com o ethos ‘não confie, verifique’.
Exemplos incluem auditoria de contratos inteligentes e interpretação de provas formais on-chain, elevando a usabilidade sem sacrificar soberania.
Sigbash v2: Firmas Programáveis e Privacidade no Bitcoin
O Sigbash v2 introduz Oblivious Signing, firmas inconscientes onde o servidor co-assina transações sem acessar chaves privadas, montantes ou destinos. O que é: políticas de gasto customizáveis, como limites semanais ou heranças, representadas em árvores de sintaxe abstrata.
Como funciona: integra MuSig2 para multifirmas eficientes, WebAssembly e ZKP. O usuário gera prova ZK local provando conformidade com a política, sem revelar detalhes ao servidor. Um chatbot de IA gera essas políticas via prompts naturais. Por quê importa: elimina espionagem em custódia colaborativa, mantendo neutralidade e privacidade mesmo com listas de bloqueio opcionais.
Testado na Signet, o código está aberto no GitHub, convidando revisão comunitária.
ZK-Proofs: O Elo Técnico entre Ethereum e Bitcoin
Ambas as propostas convergem em provas ZK como pilar da privacidade. No Ethereum, habilitam pagamentos anônimos e verificação de IA; no Bitcoin, ocultam políticas de transação em multifirmas. Essa unificação técnica sinaliza maturidade: blockchains UTXO e account-based adotam criptografia avançada para o mesmo fim.
Desafios persistem: overhead computacional de ZK exige otimizações como rollups no Ethereum e Schnorr/MuSig2 no Bitcoin. Métricas on-chain, como transações diárias e TVL em L2s, validarão adoção real. Para desenvolvedores, isso abre portas a aplicações híbridas, como coordenação AI-Bitcoin via pontes seguras.
Implicações para Desenvolvedores e Usuários
Para usuários, significa controle granular: gaste apenas sob condições verificadas, sem expor histórico. Desenvolvedores ganham primitives para dApps resistentes a censura, com IA auxiliando governança via mercados de predição e votação quadrática.
Vale monitorar commits no GitHub do Sigbash e propostas ERC como 8004. Esses avanços reforçam: código é lei, e privacidade é o novo padrão técnico nas blockchains líderes.
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