Executivo cartoon no topo de pilha instável de blocos Bitcoin rachados com moedas caindo, revelando riscos ocultos na tesouraria da MicroStrategy

Risco Oculto: 4 Falhas na Estratégia de Bitcoin da Strategy

A Strategy anunciou que seu capital preferencial perpétuo superou a dívida conversível, totalizando US$ 8,36 bilhões contra US$ 8,21 bilhões. Embora pareça um escudo para seu tesouro de Bitcoin, especialistas identificam quatro falhas estruturais que podem forçar a liquidação de parte dos 710 mil BTC da companhia. Em um mercado volátil, com o Bitcoin negociado a US$ 86.973 (R$ 461.228 no Brasil, segundo o Cointrader Monitor), a ‘fortaleza de Saylor’ revela rachaduras perigosas.


Troca de Riscos: De Dívida para Dividendos Perpétuos

A estratégia da Strategy, liderada por Michael Saylor, substitui dívidas com vencimentos fixos (2027-2032) por ações preferenciais perpétuas. Sem prazos de pagamento do principal, a empresa evita vendas forçadas de Bitcoin para quitar obrigações. No entanto, isso impõe pagamentos de dividendos contínuos, estimados em US$ 876 milhões anuais.

Com reservas de caixa de US$ 2,25 bilhões, a companhia tem cerca de 30 meses de folga, conforme análise de Derek Lim, da Caladan. Se os mercados de ações se fecharem em uma baixa prolongada, o financiamento via novas emissões torna-se inviável, pressionando o caixa e expondo a primeira falha estrutural.

A correlação extrema com o Bitcoin agrava o problema: quedas no preço do ativo corroem o valor das ações da MSTR, dificultando captações. Recentemente, uma desvalorização de 32% no BTC provocou queda de 52% nas ações da empresa.

Falhas 1 e 2: Baixa Prolongada e Ciclo de Dividendos

Em um cenário de viés de baixa prolongado superior a 50%, como visto em ciclos anteriores, o prêmio das ações da Strategy evapora. Sem conversão da dívida ou novas emissões viáveis, a empresa enfrenta refinanciamento impossível. Os detentores de dívida não convertem, forçando pagamentos em caixa ou venda de ativos.

Os dividendos perpétuos exigem desembolsos constantes, diferentemente da dívida que pode ser rolada. Adiar pagamentos sinaliza estresse financeiro, derrubando ainda mais o preço da ação e criando um ciclo vicioso: ação fraca → emissões caras → caixa esgotado → risco de inadimplência. Essa retroalimentação reputacional é a segunda brecha crítica.

Analistas alertam que, sem fluxo de caixa operacional robusto, a dependência de vendas de ações ou valorização do Bitcoin torna o modelo frágil em mercados de baixa.

Falhas 3 e 4: Correlação e Reação em Cadeia

A terceira falha reside na alta correlação da MSTR com o Bitcoin, atuando como proxy amplificado. Em altas, isso facilitou captações; em baixas, destrói valor mais rápido. Com BTC abaixo de US$ 90 mil (30% sob máxima), uma correção adicional pode desencadear êxodo de investidores.

Por fim, os riscos interconectam-se em uma reação em cadeia: queda no BTC comprime o mNAV (market-to-net asset value), tornando emissões dilutivas e erodindo confiança. Sem caixa para dividendos, a venda de Bitcoin torna-se inevitável, desmontando a tese de ‘manter para sempre’.

O mNAV, métrica chave, mede se ações negociam a prêmio sobre reservas de BTC. Compressão dele acelera o colapso interno da fortaleza.

Implicações e o Que Monitorar

O fracasso parcial da Strategy — venda forçada de fração dos 710 mil BTC — geraria impacto sísmico nos mercados cripto, testando a resiliência do Bitcoin. Derek Lim prevê não uma implosão, mas desgaste lento via diluição, tornando a MSTR subperformer ante o BTC.

Investidores devem vigiar mNAV, reservas de caixa, emissões de ações e variação do BTC. O primeiro teste é a ‘put’ de US$ 1,01 bilhão em 2027. Em um ciclo de baixa, a estratégia alavancada pode falhar, validando ceticismo sobre tesourarias corporativas de cripto.


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Estrutura hexagonal Ethereum translúcida infiltrada por partículas poeira vermelhas, expondo ataques dust escondidos em recordes de endereços ativos

Alerta: Recordes do Ethereum Escondem Ataques de Poeira

O Ethereum registrou um recorde de 1,29 milhão de endereços ativos em 16 de janeiro de 2026, superando até as redes Layer 2, conforme dados do Token Terminal. No entanto, essa euforia esconde um perigo: grande parte da atividade é gerada por ataques de poisoning dust, ou envenenamento por poeira, que enviam quantias mínimas para inflar métricas e enganar usuários desprevenidos. Com o ETH a R$ 15.664 (AwesomeAPI), fique atento aos riscos reais por trás dos números.


Recordes Inflados pela Atualização Fusaka

A atualização Fusaka, implementada em dezembro de 2025, reduziu as taxas de transação em até seis vezes, atraindo mais atividade para a mainnet do Ethereum. Isso impulsionou transações com stablecoins e fez o número de endereços diários ativos saltar para níveis inéditos, ultrapassando soluções Layer 2 como Arbitrum e Base. No pico, foram quase 1,3 milhão de carteiras ativas, sinalizando um retorno ao blockchain principal após anos de migração para redes secundárias.

Embora isso pareça positivo para a adoção, especialistas como Andrey Sergeenkov alertam que os números não refletem uso orgânico. Cerca de dois terços dos novos endereços receberam menos de US$ 1 como primeira transação, caracterizando spam malicioso em vez de crescimento genuíno.

O Que São Ataques de ‘Poisoning Dust’?

Os ataques de poisoning dust, ou envenenamento por poeira, envolvem o envio automatizado de pequenas quantias — chamadas ‘dust’ ou poeira — para milhares de carteiras. Smart contracts facilitam essa distribuição em massa, criando endereços falsos que imitam os legítimos, diferindo apenas em poucos caracteres. O objetivo é contaminar o histórico de transações do usuário.

Quando a vítima copia um endereço do histórico para uma nova transferência, sem verificar com atenção, acaba enviando fundos para o atacante. Essa tática explora a distração humana, especialmente com taxas baixas pós-Fusaka, tornando o spam mais viável e lucrativo.

Riscos Reais e Perdas Acumuladas

Os impactos vão além da inflação de métricas. Já foram reportados US$ 740 mil roubados de 116 endereços, com US$ 509 mil de uma única vítima — uma taxa de conversão baixa de 0,01% ainda gera retornos significativos. Isso demonstra a escala: milhões de endereços ‘ativados’ por poeira, mas poucos precisam ‘cair’ para compensar os custos.

No contexto brasileiro, com o ETH valendo cerca de R$ 15.664, uma perda de dust pode levar a prejuízos reais se não houver vigilância. A alta atividade mascara vulnerabilidades, criando falsa sensação de segurança em um ecossistema ainda propenso a exploits.

Como se Proteger e o Que Monitorar

Para evitar armadilhas, nunca copie endereços diretamente do histórico de transações. Salve contatos confiáveis em uma lista separada e verifique sempre os primeiros e últimos caracteres antes de enviar. Use ferramentas de verificação de endereço e evite interagir com dust recebido — ignore ou reporte.

Apesar dos riscos, fundamentos do Ethereum permanecem sólidos, com liderança em ativos do mundo real (RWA) e acumulação institucional. Monitore métricas reais, como volume orgânico e TVL, em vez de contagens infladas. A vigilância é essencial para navegar com segurança nessa alta aparentemente otimista.


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