Olho cibernético de vigilância com íris rachada emitindo partículas vermelhas tóxicas, alertando sobre ransomware via bossware em cripto

Alerta Ransomware: Hackers Usam Softwares de Monitoramento

Pesquisadores da Huntress descobriram que hackers de ransomware estão explorando softwares de monitoramento de funcionários, como o Net Monitor for Employees Professional, para invadir sistemas corporativos. Combinados com ferramentas de acesso remoto como SimpleHelp, esses programas legítimos viram vetores persistentes de ataque. Dois incidentes recentes, em janeiro e fevereiro de 2026, mostram tentativas de deploy do ransomware Crazy, com foco em carteiras de cripto. É importante considerar os riscos para quem trabalha remotamente ou em empresas de criptomoedas.


Como Funciona o Vetor de Ataque

O risco aqui é que ferramentas de monitoramento, conhecidas como bossware, oferecem capacidades avançadas além da simples captura de tela. O Net Monitor permite conexões reversas em portas comuns, execução de shell, gerenciamento de arquivos e até mascaramento de processos para se passar por componentes legítimos do Windows, como OneDrive. Atenção para isso: quando pareado com SimpleHelp, uma ferramenta de gerenciamento remoto legítima usada por TI, cria um foothold duplo difícil de detectar.

Os atacantes exploram perímetros expostos, como contas VPN comprometidas, para instalar esses agentes. Uma vez dentro, eles desabilitam contas Guest, ativam Administrador, resetam senhas e enumeram usuários via comandos net. Isso demonstra uma tendência crescente: threat actors usam software comercial legítimo para se misturar ao ambiente empresarial, evitando detecção por antivírus tradicionais.

Você já parou para pensar se o software de produtividade da sua empresa tem privilégios administrativos desnecessários? Essa é a brecha principal identificada pela Huntress.

Casos Recentes e Motivação Financeira

Nos dois casos investigados pela Huntress no fim de janeiro e início de fevereiro de 2026, os invasores tentaram deployar múltiplas variantes do Crazy ransomware, da família VoidCrypt. No primeiro, atividade suspeita em contas levou à descoberta do agente Net Monitor, que baixou SimpleHelp de um IP externo e tentou burlar o Windows Defender.

No segundo, acesso via VPN de vendor comprometido permitiu instalação direta do agente, com nomes customizados para evasão. Eles configuraram triggers de monitoramento para palavras-chave como carteiras de criptomoedas, exchanges e plataformas de pagamento, revelando motivação financeira clara. Empresas de cripto, com dados sensíveis de wallets, tornam-se alvos prioritários.

A desenvolvedora do Net Monitor afirma que a instalação requer privilégios admin, mas isso não elimina o risco se contas forem comprometidas. Casos anteriores, como o vazamento de 21 milhões de screenshots no WorkComposer em 2025, reforçam a vulnerabilidade desses tools.

Riscos para o Setor Cripto e Trabalho Remoto

Para empresas de cripto e profissionais em home office, o impacto é ampliado. Bossware é comum: cerca de 60% das firmas nos EUA e um terço no Reino Unido o utilizam para rastrear produtividade via screenshots e logs. Mas isso expande a superfície de ataque, especialmente com o uso remoto pós-pandemia.

O que observar: configurações que permitem execução remota sem autenticação forte, ou monitoramento de termos como ‘Bitcoin’ ou ‘wallet’. Em cripto, onde fundos estão em risco, uma invasão pode levar a roubo direto. É prudente questionar se o benefício do monitoramento supera esses perigos.

Medidas de Proteção Essenciais

Para se proteger, priorize higiene de identidade: use autenticação multifator (MFA) em VPNs e contas admin, limite privilégios e audite softwares instalados. Desabilite contas desnecessárias como Guest e monitore logs por comandos suspeitos como net user.

Implemente segmentação de rede, EDR (Endpoint Detection and Response) e revise políticas de bossware — evite tools com capacidades RAT-like. Para indivíduos, verifique permissões de apps corporativos e use VPN pessoal confiável. Treinamentos anti-phishing são cruciais, pois muitos acessos iniciais vêm de credenciais roubadas.

Empresas devem considerar alternativas menos invasivas a bossware, focando em métricas reais de performance. O risco aqui é real, mas gerenciável com práticas básicas de segurança.


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Prefeito cartoon em pânico diante de tela de ransomware com BTC e 5K, representando ciberataque em prefeitura espanhola

Ransomware na Espanha: Hackers Exigem US$ 5 mil em Bitcoin de Prefeitura

Hackers sequestraram dados da prefeitura de Sanxenxo, na Galícia espanhola, exigindo um resgate de US$ 5 mil em Bitcoin após ataque de ransomware ocorrido no domingo (26 de janeiro). Embora o valor pareça modesto comparado a grandes corporações, o incidente destaca prefeituras como alvos fáceis para criminosos cibernéticos, com potencial para interromper serviços essenciais à população. A administração recusou o pagamento e restaurou os sistemas via backups.


Detalhes do Ataque Ransomware

Funcionários da prefeitura de Sanxenxo descobriram o bloqueio no início do expediente de segunda-feira. Milhares de arquivos internos foram criptografados pelo malware, paralisando a atividade administrativa por horas. Os atacantes deixaram uma mensagem exigindo US$ 5 mil em Bitcoin — equivalente a cerca de R$ 26 mil ao câmbio atual — para liberar os dados.

Esse tipo de ransomware opera criptografando informações críticas e cobrando resgate para fornecer a chave de descriptografia. Diferente de ataques a empresas bilionárias, valores baixos como esse são comuns contra instituições públicas com orçamentos limitados, aumentando a pressão para pagamento rápido e discreto.

O impacto foi contido: serviços como Nauta e Turismo de Sanxenxo, em redes separadas, continuaram operando. A sede eletrônica também permaneceu ativa, minimizando transtornos à população local.

Resposta das Autoridades e Recuperação

A prefeitura, sob comando do prefeito Telmo Martín, optou por não ceder à extorsão. Em vez disso, ativou backups diários para restaurar os sistemas, processo que levou mais tempo que o esperado — inicialmente previsto para 24-48 horas. Martín comentou à imprensa local que a restauração demandaria “um pouco mais” de paciência.

Uma queixa foi registrada na Guardia Civil, e os dispositivos infectados foram isolados para formar uma rede alternativa segura. Essa abordagem demonstra planejamento básico de contingência, mas levanta questões sobre a robustez das defesas cibernéticas em municípios menores.

Investigações preliminares apontam para vulnerabilidades comuns em infraestruturas públicas: falta de segmentação de redes e atualizações irregulares de software, facilitando a propagação do malware.

Contexto de Ciberataques na Espanha

O incidente em Sanxenxo reflete uma tendência alarmante. A Espanha registrou aumento de 7% em ciberataques em 2025, conforme o Instituto Nacional de Cibersegurança (INCIBE). Prefeituras e órgãos locais são alvos prioritários devido à dependência de sistemas digitais legados e recursos limitados para cibersegurança.

Esses ataques evoluem para versões sofisticadas, como o “ransomware 3.0”, que não só bloqueia dados, mas altera informações e ameaça vazamentos (dupla extorsão). Na Europa, casos semelhantes multiplicaram-se, com criminosos explorando a urgência de restaurar serviços públicos.

No momento da redação, o Bitcoin cotava a R$ 463.834,86 segundo o Cointrader Monitor, com variação positiva de 0,44% nas últimas 24 horas. Resgates em BTC facilitam transações anônimas e globais para hackers.

Por Que Prefeituras São Alvos Fáceis e Lições Aprendidas

Prefeituras continuam vulneráveis por priorizarem serviços sobre segurança. Orçamentos apertados, equipes técnicas enxutas e falta de treinamentos expõem brechas. Resgates “pequenos” em Bitcoin passam despercebidos, financiando operações maiores sem alertar autoridades financeiras.

Lições do caso:

  • segmentar redes — limita danos;
  • backups offline e testados — evitam pagamentos;
  • auditorias regulares e simulações de ataques — fortalecem defesas.

Para o Brasil, onde prefeituras enfrentam ameaças semelhantes, o episódio serve de alerta preventivo.

Autoridades recomendam relatar incidentes imediatamente e evitar negociações com criminosos, que frequentemente não cumprem promessas mesmo após pagamento.


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Hacker cartoon abrindo cofre cripto com stablecoins russas fugindo enquanto agentes federais investigam, representando crime recorde de US$158B

Crime Cripto Recorde de US$158B e Vazamentos Massivos Dominam o Dia

📊 BOLETIM CRIPTO | 28 de Janeiro de 2026 | NOITE

O crime cripto atinge patamar histórico em 2025, elevando drasticamente a percepção de risco sistêmico em todo o mercado de ativos digitais. O relatório da TRM Labs expõe números preocupantes sobre lavagem de capitais no ecossistema, com a stablecoin russa A7A5 movimentando sozinha US$ 72 bilhões, representando 77% de todo o volume ilícito em stablecoins. Paralelamente, vazamentos massivos de dados, como o do coletivo ShinyHunters, expõem milhões de usuários a riscos sofisticados de phishing direcionado, elevando a vulnerabilidade percebida do investidor médio. A Casa Branca atua em múltiplas frentes simultâneas — investigando supostas reservas de Bitcoin mantidas pela Venezuela e medianto conflitos acalorados entre instituições bancárias tradicionais e a indústria crypto sobre a oferta de rendimentos em stablecoins. O único ponto de luz em um cenário predominantemente negativo vem das plataformas reguladas como a Binance e a Coinbase, que continuam expandindo sua oferta de produtos institucionais e fortalecendo a infraestrutura do mercado. O viés de baixa moderado prevalece no curto prazo, sustentado pelo acúmulo de FUD relacionado à segurança dos ativos digitais e às persistentes incertezas regulatórias em jurisdições-chave.


🔥 Destaque: Crime Cripto Bate Recorde de US$158 Bilhões em 2025

O relatório da TRM Labs revelou números alarmantes sobre a atividade ilícita no ecossistema cripto. Em 2025, o crime movimentou US$ 158 bilhões, um salto de 145% em relação ao ano anterior. O dado mais preocupante é a especialização de atores sancionados: a stablecoin russa A7A5, atrelada ao rublo, tornou-se o principal vetor de evasão de sanções, processando sozinha US$ 72 bilhões.

Este fenômeno sinaliza uma mudança estratégica sofisticada. Atores estatais estão abandonando stablecoins globais como USDT em favor de infraestrutura própria, projetada especificamente para contornar restrições financeiras. A TRM Labs documentou que 95% dos fluxos para entidades sancionadas ocorreram via stablecoins, com migração evidente de exchanges centralizadas com KYC — que viram queda de 30% nesses fluxos — para serviços descentralizados sem padrões de compliance, onde o volume ilícito disparou 200%.

A implicação é dupla. Por um lado, a fragmentação da liquidez ilícita dificulta o rastreamento por autoridades. Por outro, fornece munição poderosa ao lobby bancário e reguladores que argumentam que stablecoins representam risco sistêmico. É muito provável que este cenário acelere propostas de licenciamento estrito e requisitos de reserva mais rigorosos em jurisdições-chave como Estados Unidos e União Europeia, potencialmente afetando toda a indústria de ativos digitais.

O sucesso da A7A5 pode incentivar outras nações sancionadas — Irã, Coreia do Norte e Venezuela — a desenvolverem stablecoins similares, criando uma fragmentação preocupante do ecossistema e elevando o prêmio de risco percebido pelos investidores institucionais.


📈 Panorama do Mercado

O período é dominado por uma crise de segurança sistêmica que configura o tom geral do mercado. Enquanto a Coinbase anuncia avanços institucionais com o lançamento de prediction markets em parceria com a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões, os riscos cibernéticos e regulatórios ofuscam o momentum positivo.

A interseção entre crime cibernético tradicional e infraestrutura cripto nunca foi tão evidente. O coletivo ShinyHunters vazou 10 milhões de registros de aplicativos de namoro, expondo usuários a phishing direcionado com histórico de extorsão em bitcoin. Simultaneamente, uma prefeitura na Espanha sofreu ataque de ransomware com exigência de resgate em BTC. No Brasil, a condenação histórica dos líderes da Trust Investing a até 16 anos de prisão pelo esquema de R$ 4 bilhões reforça a necessidade de marcos regulatórios claros.

A Casa Branca emerge como protagonista, simultaneamente investigando supostas reservas venezuelanas de Bitcoin e medianto conflitos entre Wall Street e a indústria crypto sobre rendimentos em stablecoins. Este duplo papel posiciona os EUA como árbitro definitivo do cenário regulatório global.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Proliferação de stablecoins sancionadas: A ascensão da A7A5 demonstra que nações adversárias desenvolvem infraestrutura própria quando canais tradicionais são bloqueados. Esta tendência fragmenta a liquidez ilícita para DeFi sem KYC, mas eleva riscos reputacionais que justificam repressão regulatória ampla contra todo o setor de stablecoins.
  • FUD geopolítico sobre reservas estatais: A investigação da Casa Branca sobre supostas reservas de 600 mil BTC na Venezuela gera volatilidade extrema. A ausência de evidências on-chain contrasta com o potencial devastador caso uma fração desses ativos seja movimentada ou liquidada, criando estado de atenção especial no mercado.
  • Repressão regulatória a rendimentos: O lobby bancário persuadiu legisladores bipartidários sobre os riscos de fuga de depósitos representados por stablecoins com recompensas. A reunião da Casa Branca pode resultar em restrições severas a rendimentos, eliminando uma das vantagens competitivas da indústria crypto sobre a banca tradicional.
  • Estigma renovado por fraudes locais: A condenação da Trust Investing e ataques de ransomware reforçam narrativas públicas negativas associando criptomoedas a crimes. Cobertura midiática desproporcional cria ambiente favorável a regulamentações restritivas que afetam adoção institucional.
  • Paralisia legislativa prolongada: Se o impasse entre bancos e crypto persistir, o market structure bill continuará paralisado, mantendo o setor em limbo regulatório e desencorajando investimentos institucionais de longo prazo.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Demanda explosiva por compliance on-chain: A fragmentação de rails ilícitos e o volume recorde de crime criam necessidade urgente por ferramentas de análise de risco em tempo real. Empresas como TRM Labs, Chainalysis e Elliptic verão crescimento acelerado de contratos governamentais. Protocolos DeFi que implementarem conformidade voluntária podem capturar fluxos legítimos fugindo de plataformas não reguladas.
  • Consolidação de stablecoins reguladas: A emergência de stablecoins não reguladas por atores sancionados cria contraste favorável para ativos com estrutura de compliance robusta. USDC e outras stablecoins reguladas podem ganhar market share em pagamentos B2B à medida que empresas evitam associação com USDT e stablecoins regionais de risco.
  • Adoção institucional via plataformas reguladas: O lançamento de prediction markets pela Coinbase em parceria com a Kalshi valida o modelo de exchanges reguladas oferecendo produtos inovadores. A estratégia de se tornar uma “everything exchange” democratiza acesso a produtos anteriormente disponíveis apenas em plataformas descentralizadas, reduzindo barreiras para investidores conservadores.
  • Recuperação de credibilidade no Brasil: A condenação histórica da Trust Investing estabelece jurisprudência para casos similares, demonstrando que o Judiciário brasileiro consegue responsabilizar criminosos digitais. Isto cria espaço para projetos legítimos com compliance robusto capturarem investidores que preferem canais regulados.

📰 Principais Notícias do Período

1. Crime cripto atinge US$158B em 2025; stablecoin russa domina evasão de sanções
Relatório TRM Labs documenta recorde de US$ 158 bilhões em atividades ilícitas, com alta de 145% ano a ano. A stablecoin A7A5, vinculada ao rublo russo, movimentou US$ 72 bilhões sozinha, representando 77% de todo o crime em stablecoins. A análise revela migração de atores sancionados de CEX com KYC para serviços descentralizados sem compliance, onde fluxos ilícitos cresceram 200%.

2. Casa Branca Investiga Reserva BTC da Venezuela: Fato vs. FUD
Patrick Witt, conselheiro da Casa Branca, confirmou investigação sobre finanças do regime Maduro, incluindo ativos digitais. Alegações virais sugeriam reserva de 600 mil BTC, mas firmas forenses como Arkham e TRM Labs declararam não encontrar evidências on-chain. A confirmação da investigação eleva o Bitcoin a ativo de segurança nacional, mas a ausência de provas gera estado de atenção especial no mercado.

3. ShinyHunters vaza 10M registros: usuários de cripto em risco de phishing direcionado
Coletivo hacker vazou dados de 10 milhões de usuários de apps de namoro da Match Group, incluindo Hinge e OKCupid. Informações pessoais expostas permitem ataques de engenharia social sofisticados. O grupo possui histórico de extorsão em bitcoin, incluindo pagamento de 6 BTC (US$ 373 mil) pela AT&T. Usuários de cripto são alvos primários devido ao valor potencial e pseudoanonimidade das transações.

4. Casa Branca media conflito entre bancos e crypto sobre regulamentação de stablecoins
A Casa Branca convocou executivos de empresas crypto e bancos tradicionais para destravar o market structure bill. O impasse central envolve recompensas (yield) oferecidas por stablecoins lastreadas em dólares. Wall Street argumenta risco de fuga de depósitos, enquanto a indústria defende benefícios aos usuários. O resultado determinará o futuro regulatório de emissores como Circle e Tether nos EUA.

5. Condenação histórica de líderes da Trust Investing: marco regulatório e alerta ao mercado
A Justiça Federal de Campo Grande condenou seis líderes da pirâmide Trust Investing a penas de 7 a 16 anos de prisão. O esquema captou R$ 4 bilhões de 1,3 milhão de brasileiros, operando instituição financeira ilegal desde 2019. A sentença expõe conexões com GAS Consultoria e outras fraudes, incluindo criação de tokens próprios com rug pull de 38.000%.

6. Coinbase lança prediction markets regulados nos EUA em parceria com Kalshi
A Coinbase expandiu sua oferta com mercados de previsão regulamentados para todos os clientes norte-americanos, em parceria com a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões e regulada pela CFTC. A funcionalidade permite negociar contratos binários sobre eventos reais, incluindo eleições, esportes e indicadores econômicos. O lançamento estratégico coincide com o período do Super Bowl, maximizando exposição inicial.

7. Ransomware atinge prefeitura espanhola; resgate em BTC reforça debate sobre uso ilícito de criptoativos
A prefeitura de Sanxenxo, na Galícia, sofreu ataque de ransomware com exigência de US$ 5 mil em bitcoin. A administração recusou pagamento e recuperou sistemas via backups diários. O caso reflete aumento de 7% nos ciberataques na Espanha em 2025 e a crescente vulnerabilidade de instituições públicas diante de criminosos que utilizam criptoativos para extorsão.


🔍 O Que Monitorar

  • Volume de transações em A7A5 e stablecoins sancionadas: Sinaliza evolução de táticas de evasão e adoção de rails alternativos por nações adversárias. Fonte: TRM Labs, Chainalysis.
  • Análises on-chain sobre Venezuela: Qualquer evidência ou refutação conclusiva sobre as alegadas reservas de 600 mil BTC. Fonte: Arkham Intelligence, Whale Alert.
  • TVL em protocolos lending de stablecoins: Mede fluxo de capital para estratégias de yield antecipando sentimento sobre regulamentação. Fonte: DeFiLlama.
  • Cronograma do market structure bill: Timing da resolução legislativa impactará volatilidade e posicionamento de mercado. Fonte: Congress.gov.
  • Volume de prediction markets na Coinbase: Métrica direta de adoção do novo produto; crescimento sustentado indica sucesso da estratégia de expansão. Fonte: Coinbase.

🔮 Perspectiva

Nas próximas 12 a 24 horas, o viés de baixa moderado persiste com o FUD da investigação Venezuela e os números recordes de crime cripto dominando as narrativas de mercado. É provável que vejamos volatilidade em Bitcoin decorrente de alertas on-chain e nas stablecoins por conta das discussões regulatórias em andamento na Casa Branca.

O sucesso do lançamento de prediction markets pela Coinbase pode oferecer alívio pontual ao sentimento, mas os riscos cibernéticos sistêmicos limitam qualquer tentativa de recuperação sustentada. Investidores devem monitorar atualizações da Casa Branca sobre resultados da reunião com bancos e análises forenses da Venezuela, que poderiam alterar o cenário rapidamente.

A fragmentação da liquidez ilícita para stablecoins regionais e plataformas sem KYC cria demanda estrutural por soluções de compliance, posicionando empresas de análise on-chain como beneficiárias de longo prazo, mesmo em cenário de pressão de preços no curto prazo. A clareza regulatória, quando vier, favorecerá atores com infraestrutura de conformidade robusta.


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Nó hexagonal cristalino cyan com veias vermelhas pulsantes infiltradas, simbolizando ransomware DeadLock usando Polygon para evasão

Ransomware DeadLock Usa Polygon para Evadir Detecção

Pesquisadores de cibersegurança alertam para o uso inovador de contratos inteligentes da Polygon pelo grupo de ransomware DeadLock para ocultar sua infraestrutura de comando e controle (C&C). Identificado desde julho de 2025, o malware consulta dados on-chain para rotacionar endereços de proxy, tornando takedowns policiais quase impossíveis devido à imutabilidade da blockchain. Não há vulnerabilidades exploradas na rede Polygon, mas a sofisticação do crime preocupa especialistas.


Como Funciona a Técnica do DeadLock

O DeadLock infecta sistemas e criptografa arquivos, adicionando a extensão .dlock. Em vez de servidores C&C tradicionais, vulneráveis a bloqueios, o malware inclui código JavaScript em um arquivo HTML que consulta um contrato inteligente específico na Polygon. Esse contrato armazena uma lista rotativa de endereços de proxy RPC, usados para comunicação com os atacantes.

Os criminosos atualizam o proxy via transações on-chain, sem que vítimas precisem pagar gas fees — apenas leituras públicas. Essa abordagem, similar ao EtherHiding usado por hackers norte-coreanos no Ethereum, explora a descentralização e persistência da blockchain. Contratos foram implantados entre agosto e novembro de 2025, conforme análise da Group-IB.

A imutabilidade garante que dados fiquem acessíveis globalmente, sem ponto único de falha. Empresas enfrentam resgates via app Session, com ameaças de vazamento de dados roubados.

Perfil Baixo, Mas Alto Potencial de Risco

Apesar do perfil discreto — sem site de vazamentos ou programa de afiliados públicos —, o DeadLock já tem três variantes identificadas. A Group-IB nota poucos vítimas confirmadas, mas alerta para a escalabilidade: a técnica é barata, requer apenas MATIC para updates e pode ser copiada por grupos maiores como LockBit ou Conti.

O grupo migrou de servidores comprometidos para infraestrutura própria, sinal de maturidade. Vetores iniciais de infecção permanecem desconhecidos, o que complica defesas proativas. No Brasil, onde ransomware cresceu 40% em 2025, esse método pode agravar ataques a PMEs e órgãos públicos.

Implicações e Medidas Protetoras

O problema não reside na Polygon ou blockchains, mas no mau uso de ferramentas públicas. Usuários legítimos não correm risco direto, mas o caso destaca vulnerabilidades sistêmicas: blockchains viram canais covert para cibercrime. Autoridades lutam para derrubar infra on-chain, pois não há “desligar o servidor”.

Empresas devem priorizar backups offline, monitoramento de rede e ferramentas como EDR com detecção de blockchain queries. Monitore contratos suspeitos via explorers como PolygonScan. Atualizações de segurança e treinamento antiphishing são essenciais. O crime evolui; a defesa precisa acompanhar.

Vigilância é a Melhor Defesa

Enquanto o DeadLock permanece nichado, sua inovação pode inspirar ondas maiores de ataques. Fique atento a ransomwares usando blockchains L2 como Polygon para evasão. Relate incidentes à PF e use relatórios da Group-IB para inteligência de ameaças. A sofisticação crescente exige proatividade.


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