Banqueiros cartoon abrindo cofre tradicional revelando Bitcoin e Ethereum luminosos com siglas BTC e ETH, simbolizando adoção cripto em apps alemães

Volksbanken Libera Bitcoin: Apps Alemães Integram Cripto

As Volksbanken e Raiffeisenbanken alemãs estão abrindo suas portas para o universo cripto. A partir de agora, clientes poderão negociar Bitcoin, Ethereum, Litecoin e Cardano diretamente em seus apps bancários via plataforma “meinKrypto” da DZ Bank. A aprovação oficial da regulação MiCAR pela BaFin, anunciada em 13 de janeiro de 2026, marca o fim de uma era de resistência por parte dos bancos tradicionais europeus. Essa integração representa um marco na adoção institucional na base da economia alemã, beneficiando milhões de correntistas cooperativos.


A Plataforma meinKrypto e Sua Aprovação Regulatória

A DZ Bank, central das cooperativas alemãs, lançou a plataforma “meinKrypto” após uma fase de testes em 2025. Com a licença MiCAR concedida pela BaFin, a autoridade financeira alemã, o serviço agora pode ser oferecido em escala nacional. Destinada a investidores autônomos — aqueles que preferem self-trading sem assessoria —, a plataforma integra uma carteira digital diretamente no app VR-Banking.

Os ativos iniciais incluem Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH), Litecoin (LTC) e Cardano (ADA), escolhidos por sua maturidade e liquidez. A custódia fica a cargo da Börse Stuttgart Digital Custody, enquanto as execuções de trades ocorrem via EUWAX. Essa estrutura garante conformidade com as normas europeias de segurança e transparência.

No momento da redação, o Bitcoin negocia a R$ 509.728,48, segundo o Cointrader Monitor, com alta de 2,98% nas últimas 24 horas e volume de 315 BTC.

Escala das Cooperativas e Plano de Rollout

As Volksbanken formam uma rede de cerca de 700 instituições cooperativas na Alemanha, atendendo milhões de clientes em comunidades locais. Nem todas adotarão o serviço imediatamente: cada banco decide de forma autônoma, mas requer uma notificação MiCAR própria à BaFin. Um levantamento indica que pelo menos um terço planeja implementar nos próximos meses.

A integração técnica foi desenvolvida pela Atruvia, provedora de IT para o setor cooperativo, em parceria com a DZ Bank. Isso significa que correntistas poderão comprar, vender e gerenciar criptoativos sem sair do app bancário tradicional, simplificando o acesso para o público mainstream.

Essa descentralização na decisão reflete o modelo cooperativo alemão, onde bancos locais priorizam necessidades regionais, mas também acelera a disseminação do serviço em todo o país.

Contexto Regulatório Europeu e Competição

A MiCAR (Markets in Crypto-Assets Regulation), regulamento unificado da UE para criptoativos, entrou em vigor progressivamente desde 2024. A aprovação da DZ Bank é um dos primeiros grandes testes para bancos tradicionais sob esse framework, sinalizando maturidade regulatória na Europa. Países como Alemanha e França lideram, contrastando com abordagens mais cautelosas em outros blocos.

Não ficam atrás as Sparkassen, bancos públicos alemães, que preparam lançamento via Dekabank no primeiro semestre de 2026. Essa competição entre cooperativas e públicas pressiona a adoção, transformando a Alemanha em hub cripto institucional. Globalmente, ecoa movimentos como o ETF Bitcoin nos EUA e reservas soberanas em nações emergentes.

Para o ecossistema cripto, isso reduz barreiras de entrada, atrai fluxos de capital retail e fortalece a legitimidade dos ativos digitais perante reguladores.

Implicações Globais e Oportunidades para Brasileiros

Do ponto de vista geopolítico, a integração nas Volksbanken simboliza o fim da narrativa de “bancos vs. cripto”. Tradicionalmente céticos, os gigantes cooperativos alemães agora abraçam a inovação, pavimentando o caminho para adoção em massa na UE — o maior mercado único do mundo.

Investidores brasileiros, atentos à regulação global, podem ver nisso um sinal bullish para Bitcoin e altcoins listadas. Com exchanges locais como Binance e Mercado Bitcoin oferecendo pares EUR/BRL, a liquidez europeia beneficia o mercado local. Vale monitorar expansões semelhantes na Ásia, onde bancos como DBS (Singapura) já testam serviços cripto.

Os próximos passos incluem monitoramento do rollout e eventuais expansões de ativos. Essa tendência reforça a tese de convergência entre finanças tradicionais e descentralizadas.


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Hoskinson cartoon acusando político memecoin em caos à esquerda, enquanto ponte MiCAR com Cardano avança à direita na Europa

Hoskinson ataca Trump: Memecoins atrasam leis cripto sérias

Charles Hoskinson, fundador do Cardano, soltou o verbo contra o presidente Trump: os memecoins associados ao político estariam atrasando o avanço de leis cruciais como o CLARITY Act e o GENIUS Act nos EUA. O otimismo pós-eleição de 2024 evaporou com o lançamento do Trump Coin, criando desconfiança bipartidária e politicizando o setor. Isso importa porque regulações claras são essenciais para a maturidade do mercado cripto.


Crítica de Hoskinson ao Hype Político

Hoskinson esperava uma era pró-cripto após a vitória de Trump em novembro de 2024. Ele se disse disposto a colaborar com o governo, mas o lançamento imediato do Trump Coin mudou tudo. "The very first thing he did is launch Trump Coin and it just felt like the extractiveness has now been institutionalized", declarou o fundador do Cardano. Essa jogada, segundo ele, institucionalizou a extração de valor especulativo, afastando legisladores democratas preocupados com conflitos de interesse.

O impacto foi direto: uma janela rara de colaboração bipartidária no início de 2025 se fechou. Leis como o CLARITY Act, que visa clareza regulatória para ativos digitais, e o GENIUS Act ficaram travados. "I think it would have been extremely different because we would have probably passed not only the GENIUS Act but also the Clarity Act", argumentou Hoskinson. O Trump Coin, que já perdeu mais de 80% de seu valor, exemplifica o risco de memecoins sem utilidade técnica.

Atrasos Legislativos nos EUA

O Senado avança com reformas parciais, como um rascunho de estrutura de mercado que limita recompensas em stablecoins, permitindo incentivos para transações, staking e liquidez. No entanto, o Comitê de Agricultura do Senado adiou a markup para final de janeiro, citando pendências. Essa lentidão contrasta com a urgência do mercado, onde clareza regulatória impulsionaria adoção institucional.

Para entender o problema: bills como o CLARITY definem jurisdições entre SEC e CFTC, resolvendo o "limbo regulatório" que inibe inovação. Sem eles, empresas hesitam em lançar produtos, e investidores enfrentam incertezas. O foco em hype político, como memecoins, desvia atenção de fundamentos como interoperabilidade e escalabilidade.

Contraste com a Europa: Adoção Institucional

Enquanto os EUA patinam, a Europa acelera. O DZ Bank, segundo maior banco cooperativo alemão, obteve aprovação MiCAR da BaFin para lançar a plataforma meinKrypto. Desenvolvida com a Atruvia, ela permite trading de Bitcoin, Cardano, Ethereum e Litecoin diretamente no app VR Banking.

A plataforma mira clientes autônomos, com mais de um terço dos bancos cooperativos alemães planejando aderir. Isso reflete a MiCAR como framework harmonizado para a UE, facilitando passporting de serviços. Exchanges como OKX já operam lá, e bancos como Deutsche Bank planejam custódia cripto em 2026. Cardano se destaca por sua ênfase em pesquisa acadêmica e governança, contrastando com memecoins voláteis.

Lições para o Mercado Cripto

O episódio reforça a necessidade de priorizar fundamentos sobre especulação. Projetos como Cardano, com foco em proof-of-stake eficiente e contratos inteligentes auditados, ganham com regulações claras. Investidores brasileiros devem monitorar: atrasos nos EUA podem beneficiar hubs como Europa e Ásia. Vale acompanhar o markup do CLARITY em 27 de janeiro e expansões MiCAR.

Em resumo, o "veneno" dos memecoins políticos, como alertado por Hoskinson, ameaça o amadurecimento do setor. Foco em utilidade técnica é o caminho sustentável.


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