Analista cartoon alertando rachadura em barra de prata com '60' gravado sob pressão de dólar e yields, sinalizando riscos macro para Bitcoin

Prata para US$ 60? Alerta da Bloomberg Sinaliza Riscos Macro

Um estrategista da Bloomberg Intelligence alerta que a prata, negociada acima de US$ 85 por onça, ainda enfrenta risco de correção severa para US$ 60, mesmo após queda de 31% em um dia. Mike McGlone destaca o ratio prata/cobre elevado, sugerindo exuberância irracional. Em um cenário de dólar forte e yields em alta, o mercado cripto — sensível a esses ventos macro — deve prestar atenção, pois a história mostra que commodities voláteis precedem ajustes em ativos de risco.


Ratio Prata/Cobre Revela Sobrevalorização

O ratio prata/cobre permanece nos mid-teens, bem acima da média histórica de cerca de 6 e picos em torno de 10 desde 1988. McGlone argumenta que o cobre, metal industrial ancorado em demanda real de manufatura e infraestrutura, serve como benchmark estável contra a volatilidade investment-driven da prata.

Gráficos logarítmicos de longo prazo confirmam: mesmo com a prata estabilizando em US$ 78-80 após colapso, o ratio sugere que uma queda para US$ 60 ainda deixaria o metal precioso caro em termos relativos. A correlação de 100 semanas entre os metais é de 0.51, ampliando-se em fases especulativas — um padrão familiar em bolhas passadas, como as tulipas ou dot-com.

Segundo o AwesomeAPI, a prata spot está em US$ 85,11 (bid), com variação diária de -27,65% — reflexo do pico recente acima de US$ 118.

Queda Brutal: Triggers Macroeconômicos

A prata despencou mais de 31% em 30 de janeiro — pior dia desde 1980 —, saindo de picos acima de US$ 118 para US$ 84, estabilizando em US$ 78-80. O catalisador: nomeação de Kevin Warsh como chair do Fed por Trump, impulsionando dólar e yields dos Treasuries, enquanto liquidações forçadas varreram posições alavancadas.

O aumento de 36% nos requisitos de margem da CME acelerou o unwind. O mercado está ignorando esses sinais de topo de ciclo? A história mostra que, em 2018 e 2022, euforia em commodities precedeu correções cripto profundas, com Bitcoin caindo 80%+.

Hoje, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin vale R$ 404.601, com variação de -1,33% em 24h — sintoma de apetite por risco em baixa.

Correlação com Criptomoedas: Um Sinal de Alerta?

Se a prata — apelidada de ‘ouro digital’ original — revela fragilidades em valuations extremos, o que dizer dos criptoativos? Ambos sofrem com volatilidade amplificada por momentum e expectativas monetárias, ignorando âncoras fundamentais em fases de alta.

Cuidado com a narrativa de ‘novo paradigma’: ciclos existem, e liquidez global apertando (Fed hawkish) pressiona ativos especulativos. Em crises asiáticas de 1997 ou dot-com 2000, commodities deram o primeiro grito antes do contágio. O Bitcoin, correlacionado com prata em riscos sistêmicos, pode testar suportes se yields continuarem subindo.

Não é FUD: é ceticismo embasado. Proteção de capital sempre prevalece sobre maximizar bull markets efêmeros.

O Que Monitorar no Horizonte Macro

Vale acompanhar: decisões do Fed sob Warsh, dados de PMI chinês (já em contração), estoques COMEX de prata drenando em short squeezes passados, e fluxos para dólar como safe haven.

Para brasileiros, com dólar em R$ 5,255 (+1,42%), a prata em R$ 447/oz amplifica o impacto local. Investidores cripto devem questionar: estamos em outro pico de exuberância irracional? A resposta virá dos dados, não das narrativas.


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