Monolito dourado com 92K sólido contrastando com rede hexagonal DeFi rachada em vermelho, simbolizando BlackRock vs hacks no mercado cripto

BlackRock acumula Bitcoin a US$ 92k enquanto hacks desafiam o setor DeFi

📊 BOLETIM CRIPTO | 13/01/2026 | NOITE

A movimentação institucional da BlackRock define o avanço do capital corporativo como o arquétipo central deste início de 2026. Mesmo diante de crises de segurança agudas em protocolos legados e do recorde sombrio de hacks em 2025, o momentum positivo do Bitcoin sustenta um viés bullish moderado. A combinação de dados de inflação americanos em linha com o esperado e o rascunho de uma lei regulatória histórica no Senado dos EUA oferece o suporte necessário para o BTC testar patamares acima de US$ 92.400. Este boletim analisa como a resiliência institucional e a clareza jurídica emergente estão neutralizando as vulnerabilidades técnicas que ainda assombram o ecossistema DeFi.


🔥 Destaque: BlackRock injeta US$ 300M em BTC e ETH

A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, realizou uma transferência massiva de US$ 300 milhões em Bitcoin e Ether para a Coinbase Prime. O movimento ocorre em um momento técnico crucial, com o Bitcoin consolidando sua posição acima de US$ 92.000. Esta ação não é apenas uma transferência rotineira; é um sinal inequívoco de que a demanda institucional permanece robusta mesmo em níveis de preço historicamente elevados, reforçando a tese do Bitcoin como reserva de valor corporativa.

O contexto desta movimentação é estratégico. Ao alocar capital diretamente via custody institucional, a BlackRock sinaliza para o mercado que não vê o valuation atual como um teto, mas possivelmente como um novo suporte. Para o investidor brasileiro, observar essa dinâmica é fundamental: segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 515.182,61, refletindo essa pressão compradora global que agora conta com o aval das maiores mesas de negociação do planeta.

As implicações desta acumulação são profundas. É muito provável que vejamos uma redução contínua na oferta disponível em exchanges, à medida que esses ativos migram para cold wallets de longo prazo. O choque de oferta pode se intensificar se outras gestoras seguirem o exemplo da BlackRock, especialmente após os dados favoráveis de inflação nos EUA, que aumentam o apetite por ativos de risco.

Para quem busca exposição a esses ativos, plataformas regulamentadas como a Binance permitem negociação com alta liquidez e segurança, sendo um canal natural para o fluxo que acompanha esses grandes players institucionais.


📈 Panorama do Mercado

O cenário macroeconômico global ofereceu o combustível necessário para a valorização recente. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA registrou 2,7% em dezembro, exatamente conforme o esperado, enquanto o núcleo da inflação caiu para 2,6%. Este dado é lido pelo mercado como uma confirmação de que a inflação está sob controle, permitindo que o Federal Reserve considere cortes de juros no segundo semestre, o que beneficia ativos escassos como o Bitcoin.

Ao mesmo tempo, no campo regulatório, o Senado americano liberou o rascunho do CLARITY Act. Este projeto de lei visa resolver a histórica disputa de jurisdição entre SEC e CFTC, criando a categoria de ativos auxiliares. Se aprovada, esta legislação removerá as algemas regulatórias que impedem muitos fundos de pensão de se exporem diretamente ao Ethereum e outros protocolos de rede.

Contudo, este otimismo institucional contrasta fortemente com as notícias do setor DeFi. O ano de 2025 encerrou com um recorde histórico de US$ 2,7 bilhões roubados em hacks, com grupos norte-coreanos liderando o cenário criminal. Essa dualidade entre a força do Bitcoin e a fragilidade de protocolos descentralizados sugere uma rotação de capital: investidores estão preferindo a segurança da infraestrutura institucional em detrimento de experimentos DeFi sem auditorias atualizadas.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Vulnerabilidades em contratos legados: O recente exploit de US$ 26 milhões no Truebit revela que contratos escritos em versões antigas do Solidity (anteriores à 0.8) possuem falhas de overflow que podem ser drenadas a qualquer momento.
  • Risco operacional e slippage: A perda de US$ 3,7 milhões do Yield Protocol por erro de execução mostra que DeFi ainda sofre com riscos de parametrização, onde negociações em pools de baixa liquidez podem destruir capital.
  • Dependência de fluxos institucionalizados: O preço do Bitcoin está altamente sensível aos dados de ETFs. Uma desaceleração nessas entradas pode causar uma correção técnica brusca, dado que grande parte da alta foi movida por este fôlego.
  • Escrutínio regulatório pós-hacks: O recorde de roubos em 2025 deve acelerar exigências de compliance rigorosas para exchanges, o que pode elevar custos operacionais e forçar a saída de empresas menores do mercado.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Acumulação pré-ciclo de cortes: Com o CPI controlado, a janela atual de preços de US$ 92.000 pode ser a última antes de um ciclo de afrouxamento monetário global, beneficiando quem se posiciona em BTC e ETH agora.
  • Demanda por infraestrutura de segurança: O aumento de hacks cria um mercado promissor para serviços de auditoria e soluções de custody. Projetos focados em segurança institucional devem ganhar um prêmio de confiança.
  • Tokens auxiliares sob a nova lei: A clareza regulatória iminente pode desencadear um rally em ativos de Layer 2, como Arbitrum e Optimism, à medida que o risco de serem classificados como valores mobiliários diminui.

📰 Principais Notícias do Período

1. BlackRock movimenta US$ 300M em ETF para Coinbase Prime
A maior gestora do mundo transferiu montantes massivos de BTC e ETH para sua custódia institucional. A movimentação sustentou o Bitcoin acima de US$ 92.000 e sinaliza convicção máxima de compra por parte de grandes instituições financeiras.

2. Lei cripto do Senado EUA: Jurisdição definida entre SEC e CFTC
O rascunho do CLARITY Act propõe regras claras para exchanges e isenta tokens de rede de requisitos de IPO. Este marco jurídico é visto como fundamental para a entrada definitiva de bilhões de dólares institucionais no mercado americano.

3. CPI dos EUA em 2,7% reforça expectativa de cortes de juros
A inflação em dezembro veio alinhada às estimativas, reduzindo temores de novas altas de juros. O Bitcoin reagiu positivamente, atingindo o patamar de US$ 92.400 em resposta à perspectiva de maior liquidez no sistema financeiro global.

4. Truebit: exploit de US$ 26M expõe falha em contrato inteligente
O protocolo sofreu um ataque de overflow, resultando em uma queda catastrófica de 99% no token TRU. O incidente serve como um alerta crítico para investidores de projetos DeFi com códigos legados e sem auditorias recentes.

5. 2025: Recorde histórico de US$ 2,7 bi em hacks cripto
O balanço anual de segurança revelou o maior volume de perdas da história. O ataque à Bybit sozinho somou US$ 1,4 bilhão, destacando que a sofisticação dos hackers continua a superar as defesas atuais dos protocolos.

6. Yield Protocol: Perda de US$ 3,7M por slippage extremo
Uma falha operacional em um swap automático converteu US$ 3,8 milhões em apenas US$ 122 mil. O caso demonstra que o risco operacional em DeFi pode ser tão letal quanto ataques de hackers externos.


🔍 O Que Monitorar

  • Fluxos dos ETFs de Bitcoin: Acompanhe as entradas diárias da BlackRock e Fidelity para confirmar se o suporte de US$ 90 mil é sustentável.
  • Timeline do CLARITY Act: Qualquer avanço legislativo no Senado dos EUA terá impacto direto e imediato no preço do Ethereum e das Layer 2.
  • Movimentação de fundos do hack Truebit: O rastreio on-chain indicará se os atacantes estão tentando liquidar os ativos ou se há chance de negociação.
  • Saldos em exchanges brasileiras: Use o radar da Cointrader Monitor para verificar se a liquidez local está acompanhando os spreads internacionais.

🔮 Perspectiva

Nas próximas 24 a 48 horas, o viés bullish moderado deve prevalecer, com o Bitcoin testando resistências próximas aos US$ 95.000. O mercado está ignorando ruídos de segurança do setor DeFi para focar no cenário macro favorável e na adoção institucional liderada pela BlackRock. Entretanto, investidores devem exercer cautela com altcoins de menor capitalização, que podem sofrer com o FUD (medo, incerteza e dúvida) gerado pelos hacks recentes. A clareza regulatória vinda do Senado dos EUA é o catalisador mais importante para o médio prazo, podendo transformar o Ethereum em protagonista se o projeto de lei avançar. Mantenha o foco na gestão de risco e na qualidade técnica dos ativos.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Executivos cartoon canalizando fluxos dourados, cyan e prata com siglas BTC, ETH e XRP para vórtice central, simbolizando inflows recordes em ETFs cripto

ETFs Cripto Registram US$ 1,2 bilhão em Inflows nos Primeiros Dias de 2026

Os ETFs de Bitcoin nos EUA registraram influxos de US$ 1,2 bilhão nos primeiros dois dias de negociação de 2026, segundo o analista Eric Balchunas da Bloomberg. Esse volume representa o maior fluxo diário em três meses para o Bitcoin ETF, com US$ 697 milhões apenas em 5 de janeiro. Ethereum e XRP também captaram US$ 168 milhões e US$ 46 milhões respectivamente no mesmo dia, totalizando mais de US$ 800 milhões em fluxos combinados, sinalizando retomada da confiança institucional.


Fluxos Explosivos nos ETFs de Bitcoin

Os dados mostram que praticamente todos os principais spot Bitcoin ETFs receberam aportes nos dias iniciais de 2026. O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock liderou as entradas, seguido por fundos da Fidelity. Eric Balchunas destacou que esse ritmo anualizado poderia alcançar US$ 150 bilhões, um crescimento de cerca de 600% em relação aos US$ 22 bilhões de 2025 e US$ 35 bilhões de 2024.

No dia 5 de janeiro, o influxo único de US$ 697 milhões foi o maior desde outubro de 2025, coincidindo com o Bitcoin negociando acima de US$ 90.000. Volumes de negociação aumentaram, e posições short foram liquidadas, contribuindo para a estabilização em torno de US$ 92.700 no período analisado.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 492.399,54 às 21:34 de 7 de janeiro, com variação de -1,88% nas últimas 24 horas e volume de 243,25 BTC.

Ethereum e XRP Aceleram com Influxos Significativos

Os ETFs de Ethereum registraram US$ 168,13 milhões em 5 de janeiro, após US$ 174,43 milhões em 2 de janeiro — o maior desde 9 de dezembro. Essa demanda coincide com aumento no staking de ETH, onde a fila de entrada supera em mais de 200 vezes a fila de saída, potencializando um choque de oferta.

Para XRP, os fundos captaram US$ 46,10 milhões no mesmo dia, o maior em um mês, sem outflows desde o lançamento em novembro de 2025. Cumulativamente, os spot ETFs de XRP ultrapassaram US$ 1 bilhão em ativos, impulsionando o ativo a ganhos YTD de mais de 20%, superando a maioria dos top 10, exceto Dogecoin.

Reservas de XRP em exchanges centralizadas caíram para mínimas multianuais, enquanto liquidez no DEX do XRPL atingiu picos, com contagens de transações em alta.

Indicadores On-Chain e Contexto Técnico

Os fluxos amplos indicam demanda institucional diversificada. Para Bitcoin, o open interest em futuros subiu, e liquidações de shorts aceleraram o rompimento de um padrão de cunha descendente. No XRP, o Taker Buy Ratio cruzou níveis de compradores agressivos, com volume de derivativos em máximos desde novembro.

Bitcoin se mantém acima do suporte de US$ 90.000, testando resistências em US$ 93.500 e US$ 94.000. Ethereum observa a média móvel de 50 dias em torno de US$ 3.100, enquanto XRP rompeu resistências chave, com liquidez DEX sugerindo profundidade de mercado crescente.

Esses dados apontam para absorção de oferta circulante pelos ETFs, potencialmente reduzindo liquidez em exchanges. Vale monitorar volumes diários e variações em funding rates para Bitcoin.

Implicações para Demanda e Próximos Passos

Os influxos iniciais de 2026 reforçam os ETFs como canal principal para alocação institucional, com BlackRock e Fidelity dominando BTC, e expansão para ETH e XRP. Morgan Stanley protocolou ETFs de Bitcoin e Solana, sinalizando entrada de mais gestores tradicionais.

Projeções de Balchunas variam de US$ 20-70 bilhões anuais para BTC ETFs, dependendo do preço — até US$ 70 bilhões se BTC atingir US$ 130.000-140.000. Os números sugerem que a demanda pode superar oferta disponível, mas fluxos dependem de condições macroeconômicas.

Investidores devem observar relatórios semanais de inflows e níveis de suporte como US$ 90.000 para BTC, US$ 3.000 para ETH e US$ 2,00 para XRP.


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