Fluxo dourado de energia ramificando em feixes coloridos cyan, verde e magenta, ilustrando rotação de capital de Bitcoin para altcoins

Saídas de US$ 264 milhões no BTC: Rotação para Altcoins?

Os dados semanais da CoinShares revelam saídas líquidas de US$ 264 milhões em produtos de investimento em Bitcoin, contribuindo para outflows totais de US$ 187 milhões no mercado cripto. Em contraste, altcoins como XRP (US$ 63,1 milhões), Solana (US$ 8,2 milhões) e Ethereum (US$ 5,3 milhões) registraram entradas. Esse movimento ocorre em um contexto de ‘impressão gradual’ do Federal Reserve, conforme análise de Lyn Alden, sugerindo rotação setorial em ativos escassos.


Fluxos Semanais: Bitcoin sob Pressão

De acordo com o relatório da CoinShares referente à semana encerrada em 9 de fevereiro de 2026, os produtos de investimento em ativos digitais acumularam outflows de US$ 187 milhões. O Bitcoin foi o principal responsável, com saídas de US$ 264 milhões, reduzindo o total de ativos sob gestão (AUM) para US$ 129,8 bilhões — o menor nível desde março de 2025. Regionalmente, houve inflows em Alemanha (US$ 87,1 milhões), Suíça (US$ 30,1 milhões), Canadá (US$ 21,4 milhões) e Brasil (US$ 16,7 milhões).

Atualmente, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 365.544,12, com variação de -0,91% nas últimas 24 horas e volume de 317,19 BTC. Os dados indicam uma desaceleração nos outflows em relação a semanas anteriores, apesar da pressão de preços.

Altcoins Ganham Tração

Enquanto o Bitcoin registra outflows expressivos, altcoins mostram resiliência. XRP liderou com inflows de US$ 63,1 milhões, seguido por Solana (US$ 8,2 milhões) e Ethereum (US$ 5,3 milhões). Em reais, XRP cotado a R$ 7,35 (-3,66%), Solana a R$ 442,60 (-4,53%) e Ethereum a R$ 10.717,72 (-2,95%). Esses fluxos sugerem uma rotação setorial, com investidores diversificando para além do BTC em um ambiente de volatilidade.

O dólar está em R$ 5,2131 (-0,05%), contextualizando os valores em BRL. Tal padrão pode refletir busca por ativos com maior potencial de upside relativo ou hedge contra debasement monetário.

Contexto Macroeconômico: ‘Impressão Gradual’ do Fed

Lyn Alden, em sua análise recente, afirma que o Federal Reserve entrou em modo de ‘impressão gradual’, expandindo o balanço patrimonial no ritmo do PIB nominal ou ativos bancários totais. Isso difere de um ‘big print’ agressivo, estimulando preços de ativos de forma moderada. Alden recomenda posse de ativos escassos de alta qualidade, rebalanceando de áreas eufóricas para subvalorizadas.

A nomeação de Kevin Warsh por Trump como próximo chair do Fed adiciona incerteza, com probabilidades de corte de juros em março caindo para 19,9% no CME FedWatch. A oferta de M2 continua expandindo, alinhando com debasement de longo prazo.

Implicações para Portfólios

Os fluxos observados apontam para uma possível rotação: do Bitcoin para altcoins ou ativos tradicionais como ouro, cotado a R$ 26.208,40 (-0,31%). Investidores devem monitorar níveis de suporte no BTC (próximo a médias móveis de 50 dias) e inflows contínuos em altcoins. Em um cenário de impressão gradual, diversificação em escassez digital pode ser estratégica, mas os dados enfatizam cautela em eufóricos excessivos.

Os números sugerem que o mercado está ajustando posições em resposta a estímulos moderados do Fed, priorizando resiliência setorial.


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