Linha geométrica dourada transicionando para curva S no nó cristalino 65K, ilustrando desvio da power law no Bitcoin segundo Fidelity

Fidelity: Bitcoin Desvia da Power Law em US$ 65k?

Jurrien Timmer, Diretor de Macro Global da Fidelity, alertou que o Bitcoin está se desviando da trajetória histórica da power law, adotando uma curva em S similar à internet. Nível de US$ 65.000, alta do ciclo anterior, torna-se pivotal, enquanto US$ 45.000 marca a trendline. Isso questiona o ciclo de quatro anos e bear markets futuros, em meio a adoção institucional.


O Que é a Power Law no Bitcoin

A power law é um modelo matemático que descreve o crescimento do Bitcoin como uma função de potência do tempo, prevendo trajetórias consistentes desde 2009. Historicamente, o preço seguiu essa curva íngreme, correlacionando valor e tempo de forma previsível. Gráficos de longo prazo, como os compartilhados por Timmer em sua postagem no X, mostram BTC acima dessa linha até recentemente.

Dados históricos revelam que, de 2011 a 2021, o BTC respeitava a power law durante bull runs, com desvios temporários corrigidos por consolidações. Em 2025, porém, o ativo ficou para trás em relação a ouro e outros, sinalizando uma mudança estrutural para uma S-curve, típica de tecnologias maduras como a internet nos anos 90.

Essa transição sugere maturação: menor volatilidade explosiva, mas crescimento mais sustentável impulsionado por ETFs e instituições. Comparado ao ciclo 2017-2021, onde power law guiou de US$ 1.000 para US$ 69.000, o atual pode priorizar acumulação sobre pumps parabólicos.

Níveis Críticos Identificados por Timmer

Timmer destaca US$ 65.000 como suporte crucial, próximo à alta do ciclo anterior (2021). Se o BTC consolidar por mais um ano, a power law pode convergir para esse patamar, tornando-o um ponto de inflexão. Abaixo, US$ 45.000 representa a trendline original, um nível de defesa final.

Atualmente, com BTC em torno de US$ 90.520, o preço está distante da power law, mas uma correção prolongada poderia testar esses suportes. Gráficos logarítmicos de longo prazo reforçam: desvios passados de 20-30% foram recuperados em 6-12 meses, mas a S-curve implica consolidações mais longas, como visto na Nasdaq pós-2000.

Para traders, isso significa monitorar volume e on-chain: influxos de ETF (como os da Fidelity) podem sustentar acima de US$ 65k, enquanto saídas sugerem teste da trendline.

Implicações para Ciclos e Mercados Futuros

Timmer concorda que halvings perdem força com adoção institucional, mas rejeita a ausência de bear markets. Ciclos de quatro anos, historicamente alinhados a halvings (2012, 2016, 2020, 2024), impulsionaram picos de 10.000x em 2013 e 20x em 2017. Agora, ETFs e tesourarias corporativas alteram a dinâmica.

Comparação histórica: pós-halving 2020, BTC subiu de US$ 10.000 para US$ 69.000; em 2024, ganhou tração inicial mas desacelerou. A S-curve prevê crescimento exponencial tardio, potencialmente acima de US$ 100k em 2026-2028, mas com retrações de 40-50% normais.

No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 488.239, com variação de -0,09% em 24h e volume de 151 BTC. Traders locais devem considerar câmbio e regulação CVM para posições macro.

Perspectiva Macro para Traders Brasileiros

Para o público brasileiro, essa análise oferece framework acionável: use power law em gráficos log para stops em US$ 45k (equivalente ~R$ 220k). Indicadores como mNAV e realized price confirmam suporte em US$ 65k. Monitore Fed e halvings residuais.

A longo prazo, Fidelity reforça narrativa bullish institucional, mas volatilidade persiste. Evite alavancagem excessiva; foque em acumulação em dips. Dados sugerem consolidação até convergência das curvas, com upside assimétrico pós-2026.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.