O banco ING Deutschland, maior banco de varejo da Alemanha com mais de 9 milhões de clientes, agora permite a compra direta de produtos cripto como ETNs de Bitcoin, Ethereum e Solana pelo app da conta bancária. Sem necessidade de carteiras digitais ou chaves privadas, os alemães acessam esses ativos via Direct Depot, com o mesmo tratamento fiscal favorável do Bitcoin físico: isenção de impostos sobre ganhos após um ano de posse. Isso representa um passo prático na integração entre bancos tradicionais e cripto.
Como Funciona o Novo Serviço do ING
No Direct Depot da ING, plataforma para ações, ETFs e fundos, clientes compram ETNs emitidos por gigantes como 21Shares, Bitwise e VanEck. Esses produtos são lastreados fisicamente pelas criptomoedas e negociados em bolsas reguladas, replicando fielmente a valorização dos ativos.
É simples: basta o saldo na conta bancária para investir, sem transferências para exchanges ou gerenciamento de wallets. Para o investidor comum, isso elimina barreiras técnicas. Segundo o CEO da VanEck Europe, Martijn Rozemuller, é um “acesso de baixo limiar” que leva cripto para onde as pessoas já investem diariamente.
Atualmente, o Bitcoin está cotado a cerca de US$ 78.400 (R$ 412.300, segundo o Cointrader Monitor), Ethereum a US$ 2.290 e Solana a US$ 103. Imagine alocar parte do salário mensal direto do banco.
Vantagens Fiscais e Praticidade para Alemães
O grande gancho é o tratamento tributário: na Alemanha, ganhos com esses ETNs seguem a mesma regra do Bitcoin direto. Se você mantiver por mais de um ano, os lucros são isentos de imposto de ganho de capital. Isso incentiva o hold de longo prazo, ideal para quem vê cripto como reserva de valor.
Para o cidadão médio, é como adicionar cripto à carteira de investimentos sem complicações. Sem apps extras, sem seed phrases para anotar em papel. A ING alerta para riscos como volatilidade e possível falência do emissor, mas a conveniência pesa para quem evita burocracia.
No Brasil, onde bancos ainda hesitam com cripto, isso mostra um modelo viável. Equivale a poder comprar Bitcoin pelo app do Nubank ou Itaú, sem IOF extra em remessas.
Impacto na Adoção e Lições para o Brasil
A Alemanha já tem 9% de adoção retail em cripto (2025), atrás só dos EUA (12%). Com o ING, essa fatia deve crescer, provando que o mercado amadurece além das exchanges. Bancos como ING integram cripto ao dia a dia, reduzindo o “medo do desconhecido”.
Para brasileiros com família na Europa ou pensando em diversificar, é um sinal positivo. Enviar remessas via stablecoins ainda é comum aqui, mas imagine receber euros e converter direto em BTC via banco alemão. Taxas menores e segurança regulada.
O que fazer? Monitore tendências globais, pois bancos brasileiros podem seguir. Comece pequeno em plataformas acessíveis, sempre com pesquisa própria. Isso é o que acontece quando a conta bancária encontra a carteira cripto: inclusão financeira real.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.