A fuga para ativos tangíveis ganha força: ouro ultrapassa US$ 4.624 por onça e prata bate US$ 88 em máximas históricas. Tensões entre Trump e Powell, com subpoena ao Fed, sinalizam um voto de desconfiança no sistema tradicional americano. Inflação via CPI abaixo do esperado impulsiona metais, mas o dólar fraqueja. Bitcoin oscila em torno de US$ 92 mil – porto seguro genuíno ou mera carona na liquidez global? Isso expõe fragilidades na economia dos EUA em 13 de janeiro de 2026.
Recordes Históricos de Ouro e Prata
O preço da prata superou US$ 88 após o CPI dos EUA registrar 2,7% anual e núcleo em 2,6%, abaixo das expectativas. O metal acumula alta de 21% no ano e se aproxima de US$ 100, beneficiado por inflação branda que reduz temores de juros altos. Ouro, por sua vez, avança 71% desde janeiro de 2025, atingindo US$ 4.624, impulsionado por demanda retail em meio a volatilidade geopolítica.
A prata já subiu 145% em 2025 e mais 20% no início de 2026, com volumes recordes em contratos Micro Silver da CME. Esses ganhos refletem fuga de investidores para ativos físicos, contrastando com a narrativa otimista de Wall Street sobre recuperação econômica.
Tensões Políticas Ameaçam Independência do Fed
O conflito Trump vs. Powell escalou com subpoena do Departamento de Justiça ao Fed, alegando irregularidades em reformas. Powell rebateu em vídeo, defendendo autonomia monetária contra pressões políticas. Senadores republicanos condenam a interferência, mas o episódio erode confiança no dólar como reserva global.
Geopolítica agrava: desafios à Venezuela, tensões no Irã e ambições na Groenlândia alimentam incerteza. FedWatch indica 95% de chance de juros estáveis em 3,50%-3,75%, mas qualquer sinal de politização pode disparar rendimentos e pressionar o status quo financeiro americano.
Bitcoin: Refúgio Real ou Bolha Inflacionária?
Bitcoin resiste próximo de US$ 92 mil, com ETFs registrando inflows iniciais de US$ 1,5 bi em 2026, mas outflows posteriores deixam saldo quase neutro. No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o BTC está a R$ 513.035, com alta de 4,53% em 24h e volume de 281 BTC.
Ceticismo prevalece: enquanto metais tangíveis brilham, BTC parece surfar liquidez frouxa do Fed, não substituindo ouro como hedge soberano. Volatilidade implícita cai, mas Dimon do JPM alerta subestimação de riscos macro. É provável que BTC sofra se o dólar colapsar de vez.
Implicações para o Mercado Global
A disparada de ouro e prata questiona saúde da economia americana: inflação “controlada” mascara fragilidades fiscais e políticas. Investidores devem monitorar reunião do Fed em 28 de janeiro. Para brasileiros, exposição a metais via ETF ou BTC local faz sentido, mas diversificação é chave em tempos de bearish no fiat.
Vale observar CME lançando futuros de 100 onças de prata em fevereiro, sinal de institucionalização. No entanto, narrativas de “refúgio seguro” para cripto merecem escrutínio – história mostra bolhas estourando primeiro em ativos especulativos.
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