De jogadores de futebol famosos a aposentados vulneráveis: as garras das pirâmides cripto não perdoam ninguém. Gustavo Scarpa, do Atlético-MG, cobra publicamente R$ 6,3 milhões de William Bigode por prejuízos em suposto esquema fraudulento envolvendo criptomoedas. Em paralelo, na Austrália, 190 aposentados foram enganados em US$ 5 milhões por golpistas que prometiam investimentos seguros. Evidências apontam para promessas irreais e lavagem de recursos.
A Disputa Judicial no Futebol Brasileiro
Investigações revelam que a disputa judicial entre Scarpa e Bigode se arrasta desde 2023 na Justiça de São Paulo. Scarpa e o lateral Mayke, ex-Palmeiras, alegam ter perdido R$ 10,3 milhões ao investirem via empresa indicada pela WLJC, sociedade de Bigode. A Xland Holding Ltda. prometia retornos mensais de até 5%, mas os resgates nunca ocorreram.
Decisões judiciais já bloquearam contas de Bigode, incluindo R$ 530 mil e parte de seus salários. Recentemente, em reencontro durante partida pelo Campeonato Mineiro, Scarpa declarou: “Não vejo a hora de receber o que é meu”. A defesa de Bigode alega ser vítima também, mas os fatos judiciais apontam inconsistências graves no esquema.
Sinais de alerta identificados incluem promessas de ganhos fixos elevados e falta de transparência sobre os investimentos em criptomoedas, clássicos de pirâmides financeiras disfarçadas.
O Golpe Massivo Contra Aposentados Australianos
Do outro lado do mundo, a polícia de Sydney desmantelou esquema que vitimou cerca de 190 australianos, majoritariamente idosos, com prejuízo de US$ 5 milhões. Golpistas abordavam vítimas via redes sociais, fingindo ser consultores de investimentos, e direcionavam fundos para a plataforma NEXOpayment.
As vítimas pensavam comprar criptomoedas ou ações legítimas, mas os recursos eram lavados por múltiplas carteiras e exchanges. Dois suspeitos foram presos. Autoridades destacam a pressão psicológica usada: criação de urgência e medo de perda de oportunidade, táticas para inibir verificações.
A falta de licenças obrigatórias para plataformas cripto na Austrália facilitou o golpe, mas projetos de lei em tramitação visam endurecer regras.
Sinais de Alerta e Estratégias de Proteção
Ambos os casos expõem padrões alarmantes: promessas de retornos garantidos acima das taxas de mercado, pressão para investimentos rápidos e plataformas obscuras. Evidências apontam para uso de cripto como fachada para esquemas Ponzi, onde novos entrantes pagam os antigos.
Para se proteger, verifique sempre licenças regulatórias (CVM no Brasil, ASIC na Austrália). Pesquise histórico da empresa on-chain via explorers como Etherscan. Evite indicações de influenciadores sem due diligence. Plataformas legítimas não garantem lucros fixos.
Invista apenas o que pode perder e diversifique. Ferramentas como CoinMarketCap ajudam a validar projetos.
Lições para o Mercado Brasileiro
No Brasil, com o crescimento do varejo cripto, esses casos servem de alerta. A CVM e BC avançam em regulamentações, mas a vigilância individual é crucial. Ninguém está imune: de astros do futebol a idosos. Fique atento a “oportunidades imperdíveis” – elas geralmente são armadilhas.
Monitore atualizações judiciais no caso Scarpa-Bigode e ações policiais globais. A denúncia precoce salva patrimônios.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.