Fila de credores cartoon recebendo envelopes dourados de janela de reembolso em fortaleza digital com data 31/03, simbolizando próxima rodada de pagamentos da FTX

FTX: Próxima Rodada de Reembolsos Prevista para 31 de Março de 2026

Se você tem dinheiro preso na FTX desde a quebra da exchange em 2022, uma boa notícia prática chegou: o representante dos credores, Sunil, anunciou que a próxima rodada de distribuições de fundos está prevista para 31 de março de 2026. O total de reclamações já reconciliadas soma cerca de US$ 9,6 bilhões (equivalente a R$ 50,4 bilhões pelo câmbio atual de R$ 5,25 por dólar), afetando diretamente milhares de usuários, incluindo brasileiros que usavam a plataforma para trades ou remessas.


Detalhamento das Reclamações Reconciliadas

De acordo com o post de Sunil no X (antigo Twitter), as reclamações auditadas e confirmadas pela FTX se dividem assim: contas com valores abaixo de US$ 50 mil (cerca de R$ 262 mil) somam US$ 780 milhões (R$ 4,1 bilhões). Já as maiores, acima desse limite, chegam a US$ 7,8 bilhões (R$ 41 bilhões), enquanto não clientes (como fornecedores ou parceiros) têm US$ 1 bilhão (R$ 5,25 bilhões) em disputa.

Para o brasileiro médio que perdeu alguns milhares de dólares na FTX – talvez equivalentes a seis meses de aluguel em São Paulo –, isso significa que a maioria dos claims pequenos pode priorizar reembolsos mais rápidos. Mas lembre-se: nem todo claim reconciliado garante pagamento integral; depende da recuperação total de ativos.

Progresso na Reserva de Controvérsias

Uma evolução positiva é a redução da reserva para disputas judiciais, que foi reduzida em US$ 2,2 bilhões. Sunil estima que, se mais US$ 2 bilhões forem distribuídos nos próximos passos, a categoria de claims acima de US$ 50 mil pode receber cerca de US$ 1,7 bilhão adicional. Isso acelera o processo para quem tem valores maiores, como aqueles que usavam FTX para arbitragem entre exchanges brasileiras e internacionais.

No contexto brasileiro, onde impostos sobre cripto e burocracia do Banco Central complicam remessas, recuperar parte do saldo pode ajudar a equilibrar contas. Compare: com o Bitcoin a R$ 404.712 segundo o Cointrader Monitor hoje (queda de 1,38% em 24h), muitos credores veem o reembolso como chance de recomprar ativos a preços mais acessíveis.

O Que Fazer se Você é Credor da FTX

Primeiro, verifique o status do seu claim no portal oficial da FTX (claims.ftx.com ou similar – acesse pelo site da falência). Certifique-se de que seus documentos estão atualizados: comprovantes de depósito, extratos e identificação. A próxima data é 31 de março, mas distribuições dependem de aprovações judiciais nos EUA e variação de ativos recuperados, como Bitcoin e ações tech.

Para brasileiros, planeje os impostos: reembolsos acima de R$ 35 mil mensais exigem declaração no IR e possível DARF. Pense no câmbio: converter dólares recuperados para reais custa taxas em bancos ou exchanges – compare spread do dia (dólar a R$ 5,25). Não deixe para última hora; atrasos em verificações são comuns.

Se o seu saldo era pequeno, priorize: claims abaixo de US$ 50 mil tendem a sair primeiro. Monitore atualizações de Sunil ou do comitê de credores para não perder prazos.

Calendário Prático para Credores

  • Agora: Confirme claim e documentos.
  • Até março: Acompanhe ativos recuperados.
  • 31/03/2026: Possível distribuição.
  • Após: Declare IR e converta com cuidado.

Esse processo mostra que a recuperação avança, mas devagar. Paciência é chave – melhor do que zero.


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Cúpula digital cyan rachada liberando torrentes vermelhas de liquidação, com pilar resiliente simbolizando pânico cripto e US$16B em perdas

Pânico Cripto: US$ 16 Bilhões em Liquidações e ETH em Níveis da FTX

📊 BOLETIM CRIPTO | 31/01/2026 | NOITE

O mercado de criptomoedas enfrenta um dos seus momentos mais críticos em anos, marcado por um efeito dominó de desalavancagem que varreu US$ 16 bilhões em posições nas últimas 24 horas. O clima de capitulação forçada, intensificado por tensões geopolíticas agudas entre EUA e Irã, empurrou o Bitcoin para baixo dos US$ 79 mil e deixou o Ethereum em uma situação técnica que remete ao colapso da FTX em 2022. Enquanto o pânico atinge investidores de varejo e institucionais — com perdas bilionárias em tesourarias públicas —, o setor DeFi também sofre ataques, como o hack de US$ 27 milhões na Step Finance. Em meio ao caos, a Ripple surge como uma rara exceção positiva após vitórias judiciais definitivas, mas seu fôlego é insuficiente para conter o viés de baixa dominante que define este encerramento de mês.


🔥 Destaque: Desalavancagem Recorde de US$ 16 Bilhões

O ecossistema cripto testemunhou um evento de liquidação em massa de magnitude sem precedentes históricos recentes. Em apenas um dia, aproximadamente US$ 16 bilhões em posições foram encerradas forçadamente, afetando mais de 356 mil traders globalmente. O movimento foi concentrado em posições compradas, que representaram mais de 96% do volume liquidado em janelas específicas de estresse, sinalizando um esgotamento completo de alavancagem excessiva.

Este fenômeno foi catalisado por uma combinação tóxica de incerteza macroeconômica e liquidez reduzida de fim de semana. O impacto foi tão severo que as taxas de funding do Ethereum atingiram patamares de -0,078%, níveis que não eram registrados desde o crash da exchange FTX em novembro de 2022. Na prática, isso significa que os vendedores a descoberto estão pagando prêmios altíssimos aos compradores para manter suas posições, evidenciando um pessimismo extremo em derivativos.

Para o investidor, este cenário representa uma “limpeza” dolorosa, mas necessária, de posições especulativas. Embora a volatilidade deva permanecer elevada no curto prazo, a remoção de alavancagem tóxica historicamente precede períodos de estabilização. No entanto, a divergência entre os preços de mercado futuro e à vista (spot) indica que o estresse sistêmico ainda não foi totalmente absorvido pelas grandes plataformas de negociação.

Monitorar a estabilização destas taxas e o volume de novas liquidações é fundamental. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 411.175,76, refletindo uma queda de 7,06% nas últimas 24 horas, o que reforça a gravidade do movimento de retração em território nacional.


📈 Panorama do Mercado

O sentimento atual é de aversão severa ao risco, com o valor total do mercado cripto encolhendo cerca de US$ 470 bilhões em apenas três dias. A narrativa de “refúgio digital” do Bitcoin foi testada e, no curto prazo, falhou diante da necessidade de liquidez imediata causada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado opera agora sob a sombra do recuo institucional, onde mesmo grandes detentores estão sendo forçados a realizar prejuízos para cobrir margens.

O Ethereum tem sido o epicentro desta pressão vendedora. Além das liquidações diretas, a BitMine Immersion Technologies revelou perdas não realizadas de US$ 6 bilhões em suas participações na rede. Este dado, somado a quatro dias consecutivos de saídas nos ETFs de Bitcoin, sugere que o capital institucional está em modo de proteção, aguardando clareza sobre as políticas do Federal Reserve e os desdobramentos diplomáticos globais.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Cascata de Liquidações: A manutenção de taxas de funding negativas atrai novos vendedores, criando o risco de novos vácuos de liquidez que podem derrubar o preço de forma abrupta.
  • Incerteza Geopolítica: O conflito entre EUA e Irã atua como o principal motor do sentimento de aversão ao risco, mantendo o capital tradicional e institucional longe de ativos voláteis.
  • Vulnerabilidade em DeFi: O hack na Step Finance expõe fragilidades em tesourarias complexas, podendo gerar descrédito e retiradas de fundos em outros protocolos da rede Solana.
  • Saídas de ETFs: A continuidade dos resgates em fundos como os da BlackRock sinaliza uma pausa na tese de adoção contínua, enfraquecendo o suporte de preço no mercado à vista.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Capitulação Histórica: Níveis de funding similares aos da FTX frequentemente marcam fundos locais de mercado; investidores resilientes podem encontrar janelas de entrada oportunas após o reset.
  • Clareza no XRP: Com o arquivamento definitivo do processo da SEC, o XRP ganha segurança jurídica inédita, posicionando-se como um ativo com potencial de utilidade bancária real.
  • Divergência Perp-Spot: O descompasso de preços entre o mercado futuro e o à vista abre portas para estratégias de arbitragem financeira para traders profissionais.

📰 Principais Notícias do Período

1. Liquidações de US$ 16B em 24h marcam desalavancagem extrema
O mercado de derivativos sofreu um colapso mecânico com US$ 10,89 bilhões em liquidações em apenas 4 horas. Mais de 356 mil traders foram liquidados, com o maior prejuízo individual ocorrendo no par ETH-USD na Hyperliquid. O evento sinaliza um estado de pânico vendedor absoluto.

2. Funding ETH em níveis FTX após US$ 2.5B liquidações
A taxa de funding agregada do Ethereum despencou para -0,078% após uma onda de vendas forçadas. O cenário reflete tensões geopolíticas e uma divergência acentuada entre perpétuos e o mercado à vista, indicando forte estresse institucional em plataformas como a Binance.

3. Liquidações de US$ 974M derrubam ETH, SOL e DOGE até 13%
Moedas de alta volatilidade como altcoins de topo sofreram quedas de dois dígitos em meio à liquidez reduzida de fim de semana. O reset de alavancagem removeu bilhões em apostas otimistas, abrindo caminho para uma possível estabilização técnica na próxima semana.

4. BitMine acumula US$ 6B em perdas paper em ETH por sell-off
A BitMine Immersion Technologies reportou uma desvalorização de cerca de 30,9% em seus ativos de Ethereum desde o pico de outubro. A empresa agora detém US$ 9,6 bilhões em ETH, evidenciando o risco enfrentado por tesourarias corporativas expostas à volatilidade.

5. Hack de US$ 27M na Step Finance abala DeFi Solana
A plataforma Step Finance teve sua tesouraria comprometida, resultando no roubo de mais de 261 mil unidades de SOL. O token nativo STEP desabou 80% após o incidente, reforçando preocupações com a segurança cibernética em protocolos de agregação de dados.

6. Arquivamento SEC-Ripple eleva XRP 3,2% com tesouraria nova
Em uma vitória histórica, a Justiça arquivou o processo contra a Ripple, eliminando o fantasma regulatório sobre o XRP. A empresa também lançou uma solução de tesouraria para corporações, o que ajudou o preço a se manter resiliente diante da queda geral do mercado.


🔍 O Que Monitorar

  • Liquidações totais 24h: Verifique no Coinglass se os volumes de liquidação estão diminuindo, o que indicaria o esgotamento da força vendedora.
  • Funding Rates: A volta das taxas para território neutro ou positivo será o primeiro sinal de estabilização do mercado de derivativos.
  • Suportes Técnicos: Observe o comportamento do Bitcoin em US$ 75.000 e do Ethereum em US$ 2.300; a perda destes níveis pode acelerar a queda.
  • Notícias Geopolíticas: Qualquer sinal de desescalada no Oriente Médio pode atuar como um catalisador imediato de recuperação para ativos de risco.

🔮 Perspectiva

O viés de baixa para as próximas 48 horas permanece forte, com o mercado ainda processando o trauma da liquidação de US$ 16 bilhões. É provável que a volatilidade continue alta até a reabertura dos mercados tradicionais na segunda-feira, quando o fluxo institucional de ETFs definirá se haverá uma defesa firme dos preços atuais. Embora o arquivamento do caso Ripple tenha trazido otimismo pontual para o XRP, a pressão sobre o Bitcoin e o Ethereum é o motor principal. Investidores devem priorizar a preservação de capital e aguardar a estabilização do Open Interest antes de buscar novas exposições alavancadas. A fase atual é de limpeza do sistema; sobreviver a este ciclo de desalavancagem é o primeiro passo para capturar a próxima onda de valorização.


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Figura cartoon saindo de prisão simbólica rumo a prédios de BitGo descendente e Ledger ascendente com $4B, marcando fim da era FTX e IPOs de custódia

Fim da Era FTX: Ellison Livre e IPOs de BitGo e Ledger

A libertação de Caroline Ellison após 14 meses de prisão sinaliza o fim de uma era sombria para o setor cripto. Ex-CEO da Alameda Research e testemunha chave contra Sam Bankman-Fried no colapso da FTX, ela cumpriu parte de sua sentença de dois anos. Enquanto o mercado vira essa página, empresas de infraestrutura como BitGo e Ledger miram na bolsa de valores, mostrando amadurecimento, mas com lições duras de desempenho inicial.


O Fim do Capítulo FTX

Para quem está começando no mundo cripto, vale lembrar: a FTX era uma das maiores exchanges até seu colapso em 2022, quando fundos de clientes foram usados indevidamente pela Alameda Research, firma de trading ligada ao fundador Sam Bankman-Fried (SBF). Caroline Ellison, então CEO da Alameda, se declarou culpada de fraude e conspiração, entregando US$ 11 bilhões e aceitando um banimento de 10 anos de cargos executivos.

Sua sentença de dois anos foi bem mais leve que os 25 anos de SBF, graças à cooperação como testemunha. Agora, sob supervisão em um programa de reingresso, Ellison representa o fechamento jurídico de um escândalo que abalou a confiança no setor. Isso permite que o cripto foque em crescimento regulado e infraestrutura sólida.

BitGo na Bolsa: Lições de um IPO Volátil

Entrando em 2026, a custódia de ativos digitais ganha destaque. A BitGo, empresa de custódia cripto, estreou na NYSE quinta-feira com IPO a US$ 18 por ação, valuation de US$ 2 bilhões – o primeiro do ano após Circle, Bullish e Gemini em 2025.

Mas no segundo dia, as ações caíram 12%, negociando a US$ 16,53. Para iniciantes: custódia é como um cofre seguro para criptomoedas, essencial para instituições. Essa queda ensina que entrar na bolsa exige transparência e resultados consistentes, além de resistir à volatilidade do Bitcoin, que oscila entre US$ 89 mil e US$ 95 mil recentemente. Investidores agora cobram mais “entrega” de empresas cripto listadas.

Ledger Aposta Alto na NYSE

Em contraste otimista, a Ledger, francesa líder em hardware wallets (carteiras físicas seguras), planeja IPO na NYSE visando US$ 4 bilhões – triplicando sua valuation de US$ 1,5 bilhão em 2023. Bancos como Goldman Sachs, Jefferies e Barclays assessoram o processo, que pode ocorrer ainda este ano.

O CEO Pascal Gauthier destacou receitas recordes em centenas de milhões, impulsionadas por hacks crescentes – mais de US$ 500 mil perdidos em 2023 em um incidente. Apesar de um recente vazamento de dados via parceiro, a demanda por segurança autônoma (sem depender de terceiros) impulsiona o crescimento. Hardware wallets protegem chaves privadas offline, ideais para holders de longo prazo.

Do Colapso à Wall Street: O Novo Ciclo Cripto

Esses eventos marcam a transição do cripto: de escândalos como FTX para maturidade via IPOs de infraestrutura. BitGo alerta para riscos de listagem em mercados voláteis, enquanto Ledger mostra potencial com foco em segurança. Para investidores brasileiros, monitore esses papéis na NYSE, mas lembre: diversifique e priorize fundamentos. O setor amadurece, virando páginas rumo a adoção institucional.


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Executiva cartoon saindo de cela high-tech com baú dourado liberando fundos para credores, simbolizando liberação de Caroline Ellison na recuperação da FTX

Caroline Ellison Liberada: Contribuição na Recuperação da FTX

A ex-CEO da Alameda Research, Caroline Ellison, foi liberada da custódia federal dos EUA na quarta-feira (21 de janeiro) após cumprir 440 dias de uma sentença de dois anos. Sua cooperação com as autoridades, incluindo testemunho contra Sam Bankman-Fried (SBF), facilitou a recuperação de ativos para vítimas da FTX, marcando o fim de uma era no escândalo que abalou o mercado cripto em 2022. Apesar da liberdade, restrições impostas pela SEC limitam seu retorno ao setor.


Detalhes da Libertação e Cooperação Judicial

Caroline Ellison reportou-se à prisão em Danbury, Connecticut, e foi transferida para um centro de reingresso em Nova York em outubro. Registros do Federal Bureau of Prisons confirmam sua saída programada, beneficiada por créditos de bom comportamento. Essa redução significativa da pena reflete sua aceitação de um acordo de delação premiada. Ellison admitiu o uso indevido de fundos de clientes da FTX pela Alameda para cobrir perdas, o que precipitou o colapso da exchange em novembro de 2022.

Sua testemunho chave contra SBF foi pivotal na condenação do ex-CEO da FTX por sete crimes graves, resultando em 25 anos de prisão. Essa colaboração não apenas acelerou o processo judicial, mas também ajudou a mapear o fluxo de bilhões em ativos malversados, permitindo sua recuperação gradual.

Recuperação de Ativos para Credores da FTX

O impacto prático da cooperação de Ellison se reflete nos reembolsos aos credores. Administradores da falência da FTX já distribuíram US$ 7,1 bilhões em três rodadas ao longo de 2025, com uma nova distribuição prevista para janeiro de 2026. Esses valores derivam diretamente da rastreabilidade de fundos proporcionada por depoimentos e documentos fornecidos pelos executivos cooperantes, incluindo Ellison.

Para os afetados, isso representa uma recuperação parcial, mas significativa, em um caso de falência corporativa complexa. A transparência revelada fortaleceu a confiança em processos de recuperação no setor cripto, embora muitos credores ainda aguardem pagamentos integrais.

Situação dos Outros Executivos e Restrições Impostas

Enquanto Ellison ganha liberdade condicional, outros envolvidos enfrentam caminhos distintos. Ryan Salame, co-CEO da FTX Digital Markets, cumpre pena até 2030. Nishad Singh e Gary Wang tiveram tempo servido, mas todos, incluindo Ellison, receberam proibições da SEC: 10 anos para ela em cargos de direção em empresas ou exchanges cripto, e oito anos para os demais. SBF apela de sua condenação no Segundo Circuito dos EUA.

Essas sanções visam prevenir reincidências, refletindo uma postura mais rigorosa de Washington pós-FTX.

Legado Regulatório e Cicatrizes no Mercado

O caso FTX deixou marcas permanentes. Regulators em Washington citam o escândalo como justificativa para regras mais estritas sobre custódia de ativos, auditorias e conflitos de interesse em exchanges. Leis aprovadas em 2025 e propostas para 2026 incorporam lições do colapso, promovendo maior proteção a usuários e incentivando a adoção de autocustódia.

No contexto global, o episódio acelerou debates sobre supervisão transfronteiriça de criptoativos, influenciando políticas na UE e Ásia. Embora o mercado tenha se recuperado, com Bitcoin acima de US$ 89 mil, a vigilância regulatória persiste, moldando um ecossistema mais maduro, mas menos permissivo.


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Silhueta surreal de baleia digital absorvendo fluxo dourado de 110K BTC em oceano cibernetico, simbolizando acumulação massiva por grandes detentores

Baleias Acumulam 110 Mil BTC: Maior Compra Desde FTX

Grandes detentores de Bitcoin, conhecidos como cohort Fish-to-Shark (carteiras de 10 a 1.000 BTC), acumularam cerca de 110 mil BTC nos últimos 30 dias, o maior volume desde o colapso da FTX em 2022. Dados da Glassnode revelam uma ‘limpeza de estoque’ das exchanges, com esses investidores transferindo ativos para carteiras de mãos fortes em meio à consolidação de preços.


Detalhes da Acumulação Fish-to-Shark

O cohort Fish-to-Shark, que inclui indivíduos de alto patrimônio, mesas de negociação e entidades institucionais menores, elevou sua posse total para quase 6,6 milhões de BTC. Esse aumento de aproximadamente 200 mil BTC em dois meses demonstra apetite voraz por Bitcoin mesmo com o ativo preso em um range estreito, entre US$ 80.000 e US$ 95.000.

Segundo os dados da Glassnode, essa é a maior taxa de acumulação mensal desde novembro de 2022, quando o preço despencou para US$ 15.000 após a falência da FTX. A estratégia sugere visão de longo prazo, com essas carteiras raramente vendendo em momentos de baixa.

Movimentos dos Pequenos Detentores

Não são apenas as baleias: os Shrimps, investidores de varejo com menos de 1 BTC, acumularam mais de 13 mil BTC nas últimas semanas, o maior ganho desde novembro de 2023. Seus saldos coletivos agora somam cerca de 1,4 milhão de BTC, indicando demanda ampla pelo ativo.

Esse comportamento reativo dos pequenos holders, sensível à volatilidade, reforça a ideia de que o mercado identifica valor profundo no Bitcoin atual. Segundo o CoinDesk, tanto grandes quanto pequenos investidores estão adicionando exposição, possivelmente sinalizando o fim de uma fase corretiva.

Contexto de Mercado e Cotação Atual

O Bitcoin negocia em torno de US$ 95.400 globalmente, 25% abaixo do ATH de outubro, mas 15% acima da mínima de novembro em US$ 80.000. No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o BTC está a R$ 514.232, com variação de +0,4% nas últimas 24 horas e volume de 83,71 BTC.

A comparação com o pós-FTX é relevante: naquela época, a acumulação similar precedeu uma recuperação prolongada. Hoje, com ETFs e adoção corporativa mais maduros, esse fluxo pode indicar ignição para um novo rali.

Implicações para Investidores

Essa acumulação representa um teste de confiança no Bitcoin como reserva de valor. As mãos fortes limpando o estoque das exchanges reduzem a oferta disponível, o que historicamente pressiona preços para cima em ciclos de alta. Investidores de varejo podem monitorar o suprimento em exchanges e o mNAV para confirmar tendências.

Os dados sugerem que, apesar da consolidação atual, o apetite por BTC permanece robusto. Vale acompanhar os próximos relatórios da Glassnode para validar se essa tendência persiste.


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Trader cartoon ansioso diante de cofre FTX semi-aberto derramando moedas, com figuras corporativas em disputa litígio contra Genesis

FTX Define Pagamento a Credores: Data para 31 de março

O espólio da falida FTX definiu a próxima distribuição de pagamentos aos credores para 31 de março de 2026, com data de registro em 14 de fevereiro. A medida avança na liquidação do maior colapso cripto de 2022, mas paralelamente a disputas judiciais, como a ação de US$ 1 bilhão contra a Genesis Digital Assets. Credores brasileiros devem verificar status e preparar contas para recebimento, em um processo que ainda reserva surpresas.


Data de Pagamento e Elegibilidade

O anúncio oficial veio em comunicado nesta quarta-feira (14), confirmando que credores listados até 14 de fevereiro terão direito ao pagamento em 31 de março. Isso representa um passo concreto na devolução de bilhões em ativos recuperados pelo espólio desde o colapso da exchange em novembro de 2022.

Além disso, o espólio emendou uma proposta para reduzir a reserva de reivindicações disputadas. Essa reserva, que segura fundos para litígios pendentes, pode ser diminuída se aprovada pelo tribunal de falências, liberando mais recursos para distribuições imediatas. Para credores, isso significa potencial aceleração no reembolso, mas depende de aprovação judicial.

Na prática, verifique seu portal de credor no site oficial da FTX para confirmar elegibilidade. Certifique-se de que dados bancários estejam atualizados, especialmente para transferências internacionais ao Brasil, evitando atrasos por compliance.

Disputa Bilionária com Genesis Digital Assets

Enquanto paga credores, o espólio da FTX intensifica clawbacks — recuperação de transferências preferenciais feitas pré-colapso. Destaque para a ação de US$ 1 bilhão contra a Genesis Digital Assets, mineradora de Bitcoin.

A Genesis contesta veementemente, pedindo dismissão da suit por falta de base legal. Segundo relatos, a empresa rejeita alegações de recebimento indevido de fundos da FTX. Esse embate pode se arrastar meses, impactando o montante final disponível para todos os credores.

Outros litígios semelhantes estão em curso, formando a “segunda via” do processo: recuperar ativos para maximizar reembolsos. Credores devem monitorar atualizações no docket do tribunal de Delaware para estimar impactos.

Próximos Passos Práticos para Credores

Para quem aguardava reembolso desde 2022, eis o roteiro acionável:

  1. Acesse o portal FTX Creditor e atualize informações até 14/02.
  2. Prepare conta bancária compatível com wires internacionais (SWIFT para BRL).
  3. Consulte contador para tributação de ganhos recuperados no Brasil.
  4. Monitore comunicados oficiais para aprovações judiciais.

Embora otimista, o processo não está concluído. Estimativas apontam recuperação de até 118-140% do claim para clientes não prioritários, mas varia por categoria.

Contexto da Liquidação FTX

O wind-down da FTX evoluiu de caos para estrutura organizada. Bilhões em cripto e fiat foram recuperados via vendas estratégicas e clawbacks. No entanto, disputas como a com Genesis destacam riscos remanescentes: vitórias judiciais aumentam o bolo, derrotas podem atrasar.

Para o ecossistema cripto brasileiro, isso reforça lições de due diligence em exchanges globais. Plataformas locais como Mercado Bitcoin oferecem seguros, mas nada é infalível. Fique atento: seu claim pode render mais que o depositado inicial, dependendo do BTC atual.


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Juiz cartoon batendo martelo sobre réu algemado com FTX rachado em tribunal, simbolizando recusa de perdão a SBF e endurecimento regulatório cripto

Trump Recusa Perdão a SBF: Justiça Cripto Endurece

O presidente eleito Donald Trump confirmou em entrevista ao The New York Times que não concederá perdão presidencial a Sam Bankman-Fried (SBF), fundador da FTX, condenado a 25 anos de prisão por fraudes bilionárias. A decisão, revelada em 8 de janeiro de 2026, destrói esperanças de clemência e agrupa SBF a outros como Diddy e Maduro. SBF preso: lição definitiva contra scams ou sinal bearish para confiança no mercado cripto?


Contexto da Queda da FTX e Condenação de SBF

A queda catastrófica da FTX em novembro de 2022 expôs um esquema de desvio de fundos de clientes para a trading firm Alameda Research, controlada por SBF. Bilhões em ativos de usuários foram usados para cobrir prejuízos, levando ao colapso da exchange outrora gigante. Em março de 2024, um júri o declarou culpado em sete acusações de fraude, resultando na sentença de 25 anos.

Desde então, pais de SBF e sua equipe legal pressionaram por perdão, inclusive elogiando anistias anteriores de Trump. Mas a resposta foi clara: sem misericórdia para crimes financeiros dessa magnitude. Caroline Ellison, ex-CEO da Alameda e testemunha chave, pegou apenas dois anos por cooperação, destacando a gravidade do papel de SBF.

Histórico de Perdões de Trump e a Exceção SBF

Trump já perdoou figuras cripto como Changpeng Zhao (CZ) da Binance, Arthur Hayes e Benjamin Delo da BitMEX, além de Ross Ulbricht do Silk Road. Até Ilya Lichtenstein, hacker do Bitfinex, saiu cedo sob lei assinada por ele. Esses atos alimentaram especulações sobre SBF, especialmente após seus pais apelarem diretamente em fevereiro de 2025.

No entanto, Trump traçou uma linha dura agora, recusando também perdão a Sean “Diddy” Combs (prostituição), Nicolás Maduro (narco-terrorismo) e senador Robert Menendez (suborno). Essa seletividade expõe que fraudes como a de FTX cruzaram um limite, mesmo em um governo pró-cripto.

Implicações Regulatórias e para o Mercado

A recusa reforça o fim da leniência com fraudes cripto, impulsionando exchanges como Coinbase e Kraken a priorizarem transparência, provas de reservas e separação de fundos clientes. Reguladores intensificam escrutínio sobre custódia e compliance, reduzindo riscos sistêmicos mas elevando custos operacionais.

Bitcoin manteve-se estável perto de US$ 90 mil pós-anúncio, indicando que traders veem isso como clareza positiva. Contudo, para o ecossistema, é um alerta: crimes levam a prisão real, favorecendo plataformas honestas e empurrando self-custody.

Lições para Investidores Brasileiros

Para o público brasileiro, atento a volatilidade e scams locais, isso conecta diretamente: proteja seu portfólio entendendo riscos regulatórios pós-FTX. Evite deixar fundos em exchanges centralizadas por longo prazo — use-as como “aeroportos”, não hotéis. Monitore proofs of reserves e priorize wallets próprios. Essa postura de Trump pode restaurar confiança, mas exige vigilância contra novos malfeitoers. Vale acompanhar se essa rigidez se estende a políticas globais.


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Personagens cartoon de político recusando perdão a executivos algemado da FTX, simbolizando decisão de Trump e impactos regulatórios cripto

Trump Descarta Perdão a SBF da FTX

Sam Bankman-Fried (SBF), condenado a 25 anos de prisão por fraude na FTX, não receberá perdão do presidente Donald Trump. Em entrevista ao New York Times, Trump descartou clemência, fechando especulações e sinalizando rigor contra crimes graves no cripto, apesar do apoio à indústria. Isso reforça a confiança em exchanges reguladas, mas levanta dúvidas sobre alívio regulatório para o setor.


A Declaração Direta de Trump

Na entrevista de quinta-feira ao NYT, Trump respondeu a perguntas sobre pedidos de perdão de figuras como Sean Combs (Diddy) e explicitamente negou intenção de perdoar SBF. "Não pretendo conceder perdão", afirmou o presidente, destacando o caso como exemplo de fraude bilionária que abalou o mercado em 2022. A posição contrasta com seu apoio pró-cripto, citando votos ganhos por defender o setor contra China.

Trump defendeu conexões familiares com empresas como American Bitcoin e World Liberty Financial, rejeitando conflitos de interesse. Essa declaração geopolítica reforça a narrativa de liderança americana em cripto, mas sem concessões a fraudes, impactando percepções globais sobre accountability no ecossistema.

Contexto do Escândalo FTX e Condenação

SBF foi condenado em março de 2024 por sete crimes de fraude, após desviar bilhões em fundos de clientes da FTX para Alameda Research, seu hedge fund. O colapso gerou um bank run e insolvência, com perdas estimadas em US$ 8 bilhões. Como reportado pela Crypto Economy, SBF doou US$ 5,2 milhões à campanha de Biden em 2020, o que pode influenciar a decisão de Trump.

Outros executivos, como Caroline Ellison, receberam penas menores via delações. O caso, um dos maiores escândalos financeiros recentes, destruiu confiança em exchanges centralizadas, forçando maior escrutínio regulatório nos EUA e globalmente, incluindo no Brasil.

Implicações Regulatórias sob Trump

Apesar de perdões anteriores a Ross Ulbricht (Silk Road) e Changpeng Zhao (Binance), Trump traça linha dura para fraudes como FTX, per Decrypt. Isso sugere regulação seletiva: apoio a inovação, mas punição severa a abusos. Para o ecossistema cripto, significa menor esperança de alívio para casos semelhantes, fortalecendo credibilidade de plataformas compliant.

No contexto geopolítico, com Trump priorizando supremacia americana vs. China em cripto, investidores globais, incluindo brasileiros, devem monitorar SEC e CFTC. A decisão eleva confiança em exchanges reguladas, mas alerta para riscos de não-compliance em um ambiente de maior accountability.

Próximos Passos: Apelo Judicial

Sem perdão presidencial, SBF depende de apelo na 2ª Circuito, ouvido em novembro, com possível revisão na Suprema Corte, conforme BTC Echo. Enquanto Ellison é liberada em janeiro, SBF cumpre pena. Investidores devem observar como isso molda regulação sob a nova administração, priorizando transparência para mitigar riscos sistêmicos.


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Terra Processa Jump por US$ 4B e Bitcoin Sofre Liquidações: O Resumo

📊 BOLETIM CRIPTO | 19/12/2025 | NOITE

O mercado de criptomoedas encerra esta sexta-feira em um cenário complexo, onde os “fantasmas de 2022” retornam para assombrar o presente enquanto o futuro institucional continua a ser construído. O dia foi marcado por uma volatilidade intensa, impulsionada por liquidações massivas de US$ 575 milhões e movimentos macroeconômicos globais, especificamente as taxas de juros no Japão. No entanto, o verdadeiro destaque recai sobre a responsabilidade regulatória: novos processos bilionários envolvendo o colapso da Terra (LUNA) e punições definitivas para ex-executivos da FTX sinalizam que o acerto de contas do setor ainda não terminou. Para o investidor brasileiro, este é um momento de cautela com derivativos, mas de atenção redobrada às movimentações de tesourarias corporativas que continuam acumulando Bitcoin silenciosamente.


🔥 Destaque: O Processo de US$ 4 Bilhões que Revive o Trauma Terra/LUNA

Em uma reviravolta jurídica significativa, o administrador da falência da Terraform Labs iniciou um processo monumental contra a gigante do trading algorítmico, Jump Trading. A ação busca recuperar quase US$ 4 bilhões, alegando que a firma obteve lucros ilícitos através de manipulação de mercado durante o colapso do ecossistema Terra em 2022.

O cerne da acusação gira em torno de um suposto acordo secreto para sustentar artificialmente a paridade da stablecoin TerraUSD (UST). Segundo os documentos judiciais, a Jump Trading teria lucrado mais de US$ 1 bilhão comprando tokens LUNA com descontos agressivos em troca de defender o peg do dólar. Este evento não é apenas uma nota de rodapé histórica; ele reacende discussões cruciais sobre o papel dos market makers (formadores de mercado) e os limites éticos e legais de sua atuação em momentos de crise de liquidez.

Para o mercado atual, as implicações são profundas. Primeiramente, isso gera uma nova onda de incerteza jurídica sobre grandes investidores de infraestrutura, potencialmente levando a uma postura mais conservadora de liquidez institucional no curto prazo. Em segundo lugar, estabelece um precedente de que “ganhos passados” obtidos em colapsos sistêmicos podem ser contestados anos depois, o que é positivo para a maturidade do setor e para a recuperação de fundos a longo prazo para os credores lesados.

Investidores devem monitorar se este litígio desencadeará um efeito dominó regulatório sobre outras empresas que operaram ativamente durante as crises de 2022. Embora o impacto direto no preço dos ativos majors (BTC e ETH) seja limitado, a narrativa de “limpeza do mercado” ganha força, o que, ironicamente, pode aumentar a confiança institucional futura ao remover atores ou práticas consideradas tóxicas.


📈 Panorama do Mercado

O sentimento geral do mercado oscila entre a neutralidade cautelosa e o otimismo estrutural. Enquanto as manchetes jurídicas dominam o ciclo de notícias, a estrutura de preços do Bitcoin foi testada por fatores macroeconômicos. A decisão do Banco do Japão (BOJ) de elevar taxas pressionou o carry trade de iene, drenando liquidez de ativos de risco globalmente e resultando em um flush de alavancagem no mercado cripto.

Apesar disso, a tendência de fundo permanece construtiva. A “tese das tesourarias” segue forte, com empresas como a Metaplanet e a MicroStrategy criando novos veículos para canalizar capital institucional para o Bitcoin. Isso sugere que, embora os traders de varejo e derivativos estejam sendo sacudidos pela volatilidade de curto prazo, o “dinheiro inteligente” continua a construir posições, utilizando quedas como oportunidades de acumulação estratégica. O mercado está tecnicamente pressionado, mas fundamentalmente robusto.

Para quem opera ativamente, plataformas com alta liquidez são essenciais nesses momentos de turbulência. A Binance, por exemplo, continua sendo a principal referência de volume global, permitindo que investidores ajustem posições rapidamente mesmo em cenários de alta volatilidade.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Efeito Contágio de Litígios: O processo contra a Jump Trading pode levar a uma retração na liquidez fornecida por grandes market makers, que podem temer escrutínio similar, aumentando spreads e slippage.
  • Desmonte do Carry Trade: A política monetária do Japão continua sendo uma ameaça macro silenciosa. Se o iene se fortalecer rapidamente, podemos ver mais vendas forçadas de ativos de risco, incluindo criptomoedas, para cobrir margens em mercados tradicionais.
  • Volatilidade de Derivativos: Com US$ 575 milhões liquidados, o mercado mostra que está excessivamente alavancado. Movimentos bruscos para ambos os lados (“violinação”) são prováveis enquanto o open interest não for “limpo”.
  • FUD Regulatório Residual: A finalização dos casos da FTX e o início do caso Jump mantêm a narrativa de “fraude e crime” ativa na mídia mainstream, o que pode temporariamente afastar novos investidores de varejo.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Acumulação em Tesourarias (Proxies): A criação de ADRs pela Metaplanet e a estratégia contínua da MicroStrategy oferecem oportunidades indiretas de exposição ao Bitcoin, muitas vezes com prêmios ou descontos que podem ser arbitrados por investidores sofisticados.
  • Renascimento do DeFi na Layer 1: Com o retorno da Synthetix para a mainnet do Ethereum, aproveitando taxas de gás baixas, abre-se uma janela para protocolos que priorizam segurança e liquidez unificada na camada base, em oposição à fragmentação das Layer 2.
  • Compras em Suporte: As liquidações massivas de longs geralmente marcam fundos locais. Para investidores com caixa (USDT/USDC), as quedas provocadas por desalavancagem, e não por mudança de fundamentos, historicamente representam bons pontos de entrada.

📰 Principais Notícias do Período

1. Terraform processa Jump Trading por US$ 4 bilhões
O administrador da massa falida da Terraform Labs iniciou uma ação judicial massiva contra a Jump Trading. A acusação é de que a empresa manipulou o mercado para sustentar o peg da UST, lucrando bilhões às custas dos investidores. O processo busca recuperar esses fundos para os credores lesados.

2. Jump Trading acusada de lucros ilícitos no crash da Terra
Detalhes adicionais revelam que a Jump teria obtido lucros superiores a US$ 1 bilhão através de acordos preferenciais com Do Kwon. A ação judicial alega enriquecimento sem causa e destaca o papel central de grandes formadores de mercado nos eventos catastróficos de 2022.

3. Bitcoin sofre liquidações de US$ 575 milhões
Uma combinação de dados benignos do CPI (inflação nos EUA) seguidos por um aumento de juros pelo Banco do Japão (BOJ) criou uma tempestade perfeita de volatilidade. O movimento brusco resultou na liquidação massiva de posições alavancadas, limpando o excesso de otimismo especulativo de curto prazo.

4. Metaplanet lança ADRs nos EUA via Deutsche Bank
A empresa japonesa, conhecida como a “MicroStrategy da Ásia”, está facilitando o acesso de investidores americanos às suas ações através de American Depositary Receipts (ADRs). Isso permite maior fluxo de capital ocidental para sua estratégia de tesouraria em Bitcoin.

5. Ex-executivos da FTX aceitam banimentos da SEC
Caroline Ellison, Gary Wang e Nishad Singh fecharam acordos com a SEC, aceitando proibições de atuar como diretores de empresas públicas por 8 a 10 anos. O desfecho encerra o capítulo regulatório civil para os tenentes de Sam Bankman-Fried, reforçando a responsabilização no setor.

6. Synthetix retorna ao Ethereum Mainnet
Após anos focando em soluções de escalabilidade, o protocolo Synthetix anunciou o retorno à camada principal do Ethereum. A decisão é impulsionada pela queda drástica nas taxas de gás (Gwei), tornando operações complexas de DeFi viáveis novamente na Layer 1.

7. Saylor: Tese do Bitcoin como Ativo Duro
Michael Saylor continua a refinar a narrativa do Bitcoin, debatendo sua natureza entre “dinheiro” e “commodity”. Sua visão reforça a utilidade do BTC como ativo de reserva de valor corporativo de longo prazo, independente de sua função diária como meio de troca.


🔍 O Que Monitorar

  • Resposta da Jump Trading: O mercado aguarda a defesa oficial da empresa. Se decidirem por um acordo rápido, o mercado pode interpretar como admissão de culpa; se lutarem, a incerteza jurídica se prolongará.
  • Taxas de Gás do Ethereum: Com o movimento da Synthetix, vale monitorar se outros protocolos blue chip de DeFi farão o caminho de volta para a L1, o que poderia aumentar a queima de ETH e impactar seu preço.
  • Par USD/JPY: A correlação entre a força do iene e a queda dos ativos de risco está alta. Qualquer nova sinalização do Banco do Japão deve ser tratada como um gatilho de volatilidade imediata para o Bitcoin.
  • Fluxo nos ADRs da Metaplanet: O volume de negociação destes novos recibos nos EUA servirá como um termômetro importante do apetite institucional americano por exposição indireta ao Bitcoin além dos ETFs.

🔮 Perspectiva

Para as próximas 24 a 48 horas, a perspectiva é de uma continuidade da volatilidade, porém com uma estabilização gradual dos preços. O mercado precisa digerir o choque das liquidações de US$ 575 milhões. É provável que vejamos o Bitcoin tentando consolidar suportes na região dos US$ 81.000 a US$ 85.000, enquanto traders reavaliam suas posições alavancadas.

No front corporativo e jurídico, a poeira dos anúncios da FTX e Terra levará alguns dias para baixar. Investidores de médio prazo devem ignorar o ruído jurídico e focar nos fundamentais de adoção, que seguem positivos com as iniciativas da Metaplanet e o reposicionamento do DeFi no Ethereum. A mensagem é clara: o “velho oeste” está sendo julgado, abrindo caminho para uma infraestrutura mais madura, embora o processo seja doloroso no curto prazo.


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