É importante considerar que os riscos no universo cripto vão além dos hacks digitais. Um caso recente em Scottsdale, Arizona, expõe a nova ameaça: roubos físicos de wallets milionárias. Dois estudantes de 16 e 17 anos da Califórnia foram presos ao tentar invadir uma residência para capturar US$ 66 milhões em criptomoedas, fingindo serem entregadores. O incidente, frustrado pela polícia, alerta para vulnerabilidades offline que afetam detentores de grandes saldos em self-custody.
O Caso do Roubo Tentado em Scottsdale
No dia 31 de janeiro de 2026, por volta das 10h45, a polícia de Scottsdale recebeu chamadas de emergência sobre uma invasão em curso. Os suspeitos, um jovem de 17 anos de San Luis Obispo e outro de 16 anos de Morro Bay, ambos estudantes do ensino médio, viajaram mais de 600 km desde a Califórnia. Vestidos como entregadores da UPS, portavam ataduras plásticas, fita adesiva e uma arma impressa em 3D.
Eles fugiram ao notar a chegada dos policiais, mas foram detidos após perseguição. Os adolescentes alegaram ter sido coagidos via app Signal por contatos anônimos “8” e “Red”, que forneceram a direção exata e US$ 1.000 para suprimentos. O plano: forçar os moradores a transferir os fundos. Sem feridos, mas o episódio destaca o risco para quem guarda cripto em casa.
Como Criminosos Identificam Alvos Milionários
O risco aqui é a exposição digital levando a ações físicas. Criminosos rastreiam baleias via blockchain explorers públicos, redes sociais onde investidores ostentam ganhos ou vazamentos de dados de exchanges. No boletim do Cointrader Monitor, o caso é ligado a espionagem digital, comum em self-custody. Atenção para posts sobre ‘HODL em cold wallet’ ou transações grandes visíveis on-chain.
Nos EUA, o aumento de roubos físicos segue o boom de adoção, com hackers evoluindo para wrench attacks — violência para extrair seeds. Segundo o DiarioBitcoin, coordenadores remotos usam apps cifrados para recrutar jovens, ampliando o alcance sem risco pessoal. Para brasileiros, o mesmo vale: dados vazados de corretoras locais podem atrair gangs organizadas.
Medidas de Proteção Offline Essenciais
É prudente adotar camadas de defesa física. Diversifique armazenamento: use multi-sig wallets onde seed phrases não estão completas em um só lugar. Evite ostentar saldos em redes sociais ou fóruns. Considere cofres blindados ou depósitos em bancos para hardware wallets, sem revelar valores. Segundo o Cointrader Monitor, com Bitcoin a R$ 364.171,37 (-0,93% em 24h), o patrimônio em risco cresce.
Monitore vazamentos pessoais via ferramentas como Have I Been Pwned. Instale câmeras, alarmes e informe vizinhos/família sobre protocolos de emergência. O que observar: aumento de entregas suspeitas ou contatos estranhos. Não isole risco digital do físico — eles se conectam.
Implicações para Investidores Brasileiros
No Brasil, com adoção crescente, roubos físicos já ocorrem em SP e RJ. O caso EUA serve de alerta: self-custody exige maturidade. Priorize anonimato on-chain com mixers ou CoinJoin, mas legalmente. Histórico mostra que FUD regulatório (como Tether congelando US$ 544M) distraí de ameaças reais como essa. Proteja seu legado: risco físico é irreversível.
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