Banqueiros cartoon depositando Bitcoin dourado como colateral, ativando fluxo de liquidez cyan, simbolizando empréstimos cripto em bancos russos

Bitcoin como Garantia: Bancos Russos Iniciam Crédito Cripto

Bancos russos estão integrando o Bitcoin ao dia a dia financeiro: o Sovcombank virou o primeiro a oferecer publicamente empréstimos com BTC como garantia, sem precisar vender o ativo. Já o gigante Sberbank planeja expandir para clientes corporativos após piloto bem-sucedido. Isso dá liquidez a mineradores e empresas, preservando o potencial de valorização do Bitcoin – que segundo o Cointrader Monitor está a R$ 360.285 (+4,38% em 24h). Mas e para nós, brasileiros?


Como funciona no Sovcombank

O Sovcombank, nono maior banco russo, lançou o produto para pessoas físicas e jurídicas que possuem Bitcoin legalmente. Você deposita BTC como colateral – geralmente o dobro do valor do empréstimo – e recebe rublo emprestado, com taxa de 23% ao ano, prazo de até 2 anos. Se o BTC cair muito, pode perder o colateral, mas evita vender na baixa e pagar impostos sobre ganho de capital.

É prático para miners russos, que legalizaram a atividade em novembro de 2024. O banco ainda oferece conta grátis e transferências ilimitadas até 1 milhão de rublos (cerca de R$ 60 mil, com o dólar a R$ 5,21) para novos clientes no registro de mineradores. Isso ajuda no fluxo de caixa diário, sem diluir holdings de longo prazo.

Sberbank expande após teste inicial

O Sberbank, maior banco da Rússia por ativos, testou em dezembro de 2025 um empréstimo para a mineradora Intelion Data, usando BTC minerado como garantia. Deu certo na parte técnica e agora planejam massificar para corporativos. Estão dialogando com o Banco Central russo para regras claras, focando em modelos de risco de cada negócio.

Interesse é alto entre empresas com cripto, mas depende da regulação final em julho. Diferente de bancos globais como JPMorgan, aqui é uso corporativo puro, sem especulação. Para o russo médio, ainda é nicho, mas abre porta para integração financeira real.

Por que isso faz sentido para empresas

Imagine uma mineradora: minerou BTC, mas precisa de rublo para salários, equipamentos ou expansão. Em vez de vender (e perder upside se BTC subir para R$ 500 mil), usa como garantia. É como penhorar ouro no banco: acessa capital mantendo o ativo. Na Rússia, com energia barata e mineração legal, isso impulsiona o setor.

Riscos? Volatilidade do BTC exige colateral sobrado (2x é padrão) e monitoramento diário. Se cair 50%, banco liquida parte. Mas para empresas estáveis, é ferramenta útil de tesouraria, como reservas em dólar para brasileiros.

E no Brasil, quando teremos isso?

Aqui, o Banco Central é cauteloso com cripto como colateral bancário, priorizando estabilidade. Plataformas como Mercado Bitcoin oferecem empréstimos P2P com garantia em cripto, mas não bancos tradicionais. Com a Lei 14.478/2022 regulando VASPs, pode evoluir – pense em Nubank ou Itaú testando para PJ.

Para você, leitor: se tem BTC acumulado, plataformas DeFi como Aave permitem empréstimos globais (em stablecoins), mas com riscos de smart contracts. Monitore BC e exchanges BR. No curto prazo, venda parcial ou linhas de crédito tradicionais ainda são mais seguras. Vale ficar de olho: liquidez sem imposto de ganho pode mudar o jogo para holders brasileiros.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.