Executivos cartoon puxando alavanca para transformar rigs de mineração em data centers IA com '21B' emergente, simbolizando pivô da Riot Platforms

Riot Platforms: Pivô para IA Pode Valer US$ 21 Bilhões?

A carta do fundo ativista Starboard Value à Riot Platforms estima um potencial de equity value entre US$ 9 bilhões e US$ 21 bilhões com o pivô para infraestrutura de IA e computação de alta performance (HPC). O argumento central reside na capacidade de energia das fazendas de mineração da Riot no Texas, um ativo escasso em meio à demanda explosiva por data centers de IA. A companhia já assinou contrato com a AMD para alugar 25 MW em Rockdale, escalável a 200 MW.


A Infraestrutura de Mineração como Base para IA

As fazendas de mineração de Bitcoin, como as da Riot em Rockdale e Corsicana, são projetadas para operar com alta densidade energética — até 100 kW por rack — e sistemas de refrigeração avançados a ar ou imersão. Essa infraestrutura é diretamente transferível para workloads de IA, que demandam poder computacional massivo e consumo similar de eletricidade.

Como funciona: O hardware de mineração (ASICs) pode ser substituído por GPUs de data centers (ex: NVIDIA H100), mantendo a estrutura de energia, rede elétrica dedicada e localização estratégica próxima a fontes de energia barata no Texas. A Riot controla cerca de 1,4 GW de capacidade disponível para monetização, um recurso crítico quando utilities enfrentam filas de anos para novas conexões.

Por que importa: Data centers de IA consomem até 10x mais energia que tradicionais. A conversão permite múltiplos de valuation superiores (20-30x EBITDA vs. 5-10x para mineração pura), transformando a Riot de “mineradora” em operadora premium de infraestrutura.

O Contrato com AMD e Expansão Inicial

O acordo de janeiro com a Advanced Micro Devices (AMD) valida o modelo: locação inicial de 25 MW de IT load em Rockdale, com opção de expansão para 200 MW. Isso representa uma prova de conceito para colocation de HPC, onde a Riot fornece energia e espaço, enquanto clientes trazem hardware.

Técnica por trás: A infraestrutura suporta cargas de trabalho paralelas como treinamento de LLMs, com baixa latência e alta disponibilidade (99,99%). A refrigeração legacy de mineração lida com densidades térmicas extremas, reduzindo CAPEX para retrofit.

Impacto: Gera receita recorrente estável (RaaS – Power as a Service), diversificando além da volatilidade do BTC. Starboard destaca que peers como Bitfarms (rebatizada Keel Infrastructure) já avançam nessa transição.

Concorrentes Aceleram: Risco de Perda de Valor

Enquanto a Riot avança, concorrentes como Bitfarms, Hive Digital, CleanSpark e Cipher Mining rebatizam e expandem para AI/HPC mais rapidamente. Bitfarms migrou sede para EUA; Hive e CleanSpark anunciam deals semelhantes.

Como se diferencia: A localização no Texas dá acesso a energia barata e regulamentação favorável (ERCOT grid). No entanto, sem aceleração, a Riot pode ser vista como mera mineradora, com múltiplos baixos (5-10x) vs. data centers (20-30x).

Por que monitorar: Governança melhorou (novos diretores com expertise em data centers), mas Starboard cobra execução rápida para capturar demanda de hyperscalers como Microsoft e Google.

Implicações para o Mercado Brasileiro

Para investidores brasileiros, o pivô da Riot sinaliza maturidade do setor: mineração como ponte para infraestrutura crítica de IA. Com energia abundante no Brasil (hidrelétricas), similar transição pode ocorrer localmente, mas requer regulação para grid e incentivos fiscais.

Próximos passos: Acompanhar métricas como mNAV (energia monetizável por ação) e contratos firmados. Volatilidade do BTC persiste, mas diversificação para HPC mitiga riscos. Vale analisar pares como Marathon Digital para comparação.


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Empresário cartoon sobre colina com vastas terras gerando torres de mineração Bitcoin e data centers, simbolizando investimento de Kevin O'Leary em infraestrutura cripto

Kevin O’Leary Compra 13 Mil Acres para Mineração de Bitcoin

Kevin O’Leary, o famoso investidor do Shark Tank, anunciou a aquisição de 13 mil acres em Alberta, Canadá, elevando seu controle total para 26 mil acres destinados a infraestrutura de mineração de Bitcoin e data centers para IA e computação em nuvem. Essa jogada estratégica reflete a visão de que contratos de energia barata e terras shovel-ready valem mais que comprar Bitcoin à vista, sinalizando acumulação inteligente por figuras de peso no mercado cripto.


Estratégia de Terras Shovel-Ready

O’Leary não pretende construir os data centers ele mesmo. Sua abordagem é adquirir terras com acesso a energia abaixo de 6 centavos por kWh, água, fibra ótica e direitos aéreos, preparando sites prontos para construção imediata. Esses locais serão alugados a mineradoras de Bitcoin e empresas de IA, que enfrentam escassez de infraestrutura viável. Ele já investiu na mineradora BitZero, na Noruega, e compara o modelo a um real estate play no setor cripto.

Segundo O’Leary, metade dos data centers anunciados nos últimos três anos nunca sairá do papel por falta de terra e energia. Sua posição atual representa uma oportunidade de capturar valor na base da cadeia de suprimentos do Bitcoin, onde a demanda por poder computacional só cresce com a adoção institucional e o boom da inteligência artificial.

Por Que Infraestrutura Supera Tokens à Vista

O investidor destina 19% do portfólio a ativos cripto-related, incluindo Bitcoin, infraestrutura e terras. Ele argumenta que os contratos de energia em locais estratégicos superam o valor do próprio Bitcoin, especialmente em um mercado onde altcoins perderam de 60% a 90% e não retornam. Para instituições, só Bitcoin e Ethereum importam, capturando 97,2% da volatilidade total do mercado cripto desde o início.

Essa tese de alta reforça que o ‘smart money’ migra para a infraestrutura física, essencial para sustentar a rede Bitcoin em longo prazo. Comprar à vista agora é menos atrativo que controlar os meios de produção de hashrate, garantindo retornos previsíveis via leasing.

Regulamentação como Catalisador Institucional

O’Leary é otimista com a regulamentação nos EUA, especialmente o projeto de lei de estrutura de mercado no Senado. No entanto, critica cláusulas que proíbem yield em stablecoins, criando desvantagem competitiva para cripto frente a bancos tradicionais. Com ajustes, espera alocação massiva de capital institucional em Bitcoin.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 480.227,89 (variação -0,24% em 24h), com volume de 338 BTC. Movimentos como o de O’Leary validam a acumulação em níveis atuais, preparando o terreno para o próximo ciclo de alta.

O Que Isso Significa para Investidores

Para brasileiros, a aposta de O’Leary é um sinal claro: o futuro do Bitcoin passa por infraestrutura robusta. Enquanto varejo especula em memecoins, investidores experientes constroem a base física da rede. Vale monitorar aprovações de permissões e parcerias, que podem impulsionar o preço do BTC. Essa visão de longo prazo reforça a tese de HODL em Bitcoin, ignorando ruído de altcoins.


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Personagens cartoon cowboy texano e tech cearense apertando mãos sobre fazenda de mineração Bitcoin e data centers IA, simbolizando Ceará como novo hub

Ceará Quer Ser o Novo Texas da Mineração de Bitcoin

O governo do Ceará planeja transformar o estado no principal hub de mineração de Bitcoin e inteligência artificial no Brasil, apelidado de o ‘novo Texas BTC’. A ETICE, estatal de tecnologia, prioriza captar empresas do setor para 2026, usando o Cinturão Digital de 6 mil km de fibra óptica, energia abundante e data centers Tier III. A iniciativa visa gerar receitas e empregos locais.


Infraestrutura Pronta para Mineradoras

O grande diferencial do Ceará é a infraestrutura já existente. O Cinturão Digital, com mais de 6 mil quilômetros de fibra óptica, conecta o interior do estado. Três pares de fibra inativos serão ativados para data centers de mineração, alcançando velocidades de 400 gigabits por segundo em 2026.

Fortaleza abriga 14 data centers certificados Tier III, e Macaraú tem dois. A região do Pecém, com sua Zona de Processamento de Exportação, oferece logística e incentivos fiscais. Além disso, o estado tem energia em abundância, essencial para as operações intensivas de mining de Bitcoin, que consomem alto volume elétrico 24/7.

Para o investidor prático, isso significa monitorar concessões de energia e parcerias público-privadas, que podem surgir como oportunidades de investimento em infraestrutura regional.

Convergência entre Bitcoin e IA

A ETICE une mineração de BTC a projetos de inteligência artificial, pois ambas demandam a mesma infraestrutura: alto poder de processamento e resfriamento eficiente. Hugo Figueirêdo, presidente da ETICE, destacou em entrevista que soluções personalizadas serão oferecidas a clientes privados.

Fortaleza se conecta a 16 cabos submarinos, posicionando o Ceará como polo digital. Essa sinergia pode atrair empresas globais, similar ao que ocorre em Texas com mineradoras usando energia renovável. No Brasil, a Tether já planeja operações sustentáveis, abrindo caminho para o Nordeste.

Praticamente, acompanhe editais da ETICE para parcerias em IA e blockchain, que podem render dividendos futuros para acionistas locais.

Objetivos Econômicos e Parcerias

A meta é fazer 2026 o primeiro ano superavitário da ETICE, após faturamento de R$ 500 milhões em 2025 com déficit de R$ 10 milhões. Parceria com o BID injetará R$ 30 milhões até 2027 para expansões. A estatal atende órgãos públicos e visa contratos privados milionários.

Isso reforça a soberania digital brasileira, gerando empregos no interior e atraindo investimentos estrangeiros. Para o leitor brasileiro, é hora de avaliar ações ligadas à energia e telecom no Nordeste, que podem valorizar com o boom de data centers.

Oportunidades Práticas para Investidores

Se concretizado, o plano posiciona o Ceará como referência em tecnologias emergentes. Monitore anúncios de captação de mineradoras e editais de concessão. Considere fundos de infraestrutura ou ETFs com exposição à energia renovável no Brasil, aproveitando o crescimento local.

O movimento alinha com tendências globais, onde estados proativos capturam fatias do hash rate mundial de Bitcoin. Fique de olho em atualizações da ETICE para ações cotidianas, como diversificar portfólio com ativos regionais promissores.


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Personagem cartoon de mineradora soltando moedas BTC para construir data center IA, simbolizando pivot estratégico da Riot Platforms

Riot Vende US$ 200 Mi em BTC para Virar Gigante de IA: Estratégia ou Fraqueza?

A mineradora Riot Platforms vendeu 2.201 BTC em novembro e dezembro, arrecadando cerca de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão), para financiar a construção de data centers focados em inteligência artificial (IA). O movimento contrasta com 2024, quando a empresa acumulou Bitcoin sem vendas, e reduz suas reservas para 18.005 BTC. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC cotado a R$ 492.245,90 (-1,93% em 24h) reflete volatilidade em meio a essas pressões de venda.


Detalhes das Vendas Recentes

A Riot, listada em bolsa no Colorado (EUA), divulgou em seu relatório de dezembro a venda de 1.818 BTC por US$ 161,6 milhões, a uma média de US$ 88.870 por unidade. Combinadas com as de novembro, totalizam as 2.201 unidades despejadas no mercado. Isso representa uma queda de mais de 1.300 BTC em relação a outubro (19.324 BTC), deixando holdings em 18.005 BTC — incluindo 3.977 BTC restritos como garantia de dívidas.

Em dezembro, a produção foi de 460 BTC, mas as vendas superaram a mineração, um sinal claro de realocação de caixa. A empresa encerrou os relatórios mensais de produção, migrando para divulgações trimestrais focadas em performance geral e estratégia de data centers. A história mostra que mineradoras frequentemente vendem em picos de preço, como visto em ciclos passados de 2018 e 2022, quando liquidações pressionaram o mercado para baixo.

Pivot para Data Centers de IA: A Estratégia Power-First

O objetivo das vendas é claro: financiar a expansão em infraestrutura de energia para IA. Analistas como Matthew Sigel, da VanEck, destacam que os US$ 200 milhões cobrem o capex da fase 1 de um data center de 112 MW em Corsicana, previsto para Q1 2027. A Riot adota uma abordagem power-first, usando mineração de Bitcoin como ferramenta temporária para monetizar seu portfólio de energia em larga escala antes da conversão total para data centers.

Não é um caso isolado. Mineradoras como CleanSpark, MARA, Bitfarms, Cipher Mining e Hut 8 também pivotam para IA, atraindo gigantes como Google e Microsoft. Pós-halving de abril 2024, que dobrou custos de mineração ao cortar recompensas, o setor busca receitas alternativas. Ações da RIOT subiram 1,3% no dia do anúncio e +23% em seis meses, negociadas a US$ 14,98, sugerindo otimismo dos investidores com a diversificação.

Impacto no Mercado e Sinais de Alerta

O despejo de US$ 200 milhões em BTC adiciona pressão vendedora em um mercado já volátil, com o Bitcoin oscilando próximo de US$ 92.000 recentemente. Embora as vendas sejam modestas frente ao volume global, o mercado está ignorando o padrão histórico: mineradoras acumulam em bull markets e vendem em topos, contribuindo para correções. Em 2022, liquidações semelhantes aceleraram o bear market.

Questiono o timing: vender BTC — visto como reserva de valor de longo prazo — para perseguir o hype da IA, cujos ciclos são igualmente especulativos, como as bolhas dot-com. A Riot rankeia 7ª em holdings corporativos de BTC (bitcointreasuries.net), mas reduzir reservas em um momento de alta pode sinalizar fraqueza operacional ou dúvida na sustentabilidade da mineração pura. Investidores devem monitorar se esse pivot gera retornos superiores à valorização do BTC.

O Que Isso Significa para o Mercado Cripto?

A transição reflete maturidade do setor de mineração, mas também risco de diluição do foco no Bitcoin. Se múltiplas mineradoras venderem para IA, poderemos ver mais pressão descendente no preço do BTC, especialmente com liquidez global apertando via taxas de juros. A história ensina: exuberância em novas narrativas precede ajustes. Vale cautela — proteger capital em ciclos voláteis é prioridade, e essa jogada da Riot pode ser um teste para o ecossistema.


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