Torre de hashrate digital rachando com luz vermelha vazando e fluxos cyan para IA, simbolizando prejuízos de mineradores e riscos em baixa do BTC

Mineradores em Alerta: BTC Abaixo do Custo de Mineração

A queda do Bitcoin para cerca de US$ 89 mil – equivalente a R$ 461.844 segundo o Cointrader Monitor – coloca mineradores em alerta. Dados do Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index (CBECI) indicam que custos de energia acima de US$ 0,10/kWh geram prejuízo operacional, com o break-even nos EUA em torno de US$ 94.746 por BTC. Essa pressão revela vulnerabilidades na sustentabilidade da segurança da rede durante mercados de baixa.


Cálculo do Break-even de Mineração

O custo para minerar um Bitcoin depende diretamente da tarifa de energia e da dificuldade computacional, que atingiu picos recentes. Segundo o CBECI e a U.S. Energy Information Administration (EIA), a tarifa média nos EUA em outubro de 2025 foi de US$ 0,14/kWh, elevando o custo médio para US$ 94.746 – superior ao preço spot de US$ 87.900. Mesmo considerando tarifas industriais de US$ 0,09/kWh, o valor fica em US$ 86.931, próximo ao limite.

Especialistas como Alex de Vries, do Digiconomist, estimam que são necessários cerca de 1,2 milhão de kWh por BTC atualmente. Qualquer tarifa acima de US$ 0,07/kWh resulta em prejuízo a US$ 85 mil. No Brasil, com dólar a R$ 5,18, isso equivale a mais de R$ 488 mil em custos para um BTC a R$ 461 mil, destacando o risco para operações locais.

Disparidades Regionais nos Custos

A viabilidade varia por país. Na China e Rússia (US$ 0,11/kWh), o custo é de US$ 88.869. No Canadá (US$ 0,10/kWh), chega a US$ 88.003. O Paraguai, com US$ 0,05/kWh e 4% do hashrate global, mantém custos em US$ 59.650, uma vantagem competitiva. Já na Nova Zelândia, supera US$ 103.799, tornando a mineração inviável em escala.

Essas diferenças explicam migrações: mineradores buscam jurisdições com energia barata, como o Paraguai, enquanto regiões caras enfrentam desligamentos. A dificuldade elevada agrava o cenário, exigindo eficiência máxima em hardware e operações.

Migração para IA e Computação de Alta Performance

Nove mineradoras americanas, incluindo Riot Platforms, Bitfarms, Core Scientific, IREN, TeraWulf, CleanSpark, Bit Digital, MARA Holdings e Cipher Mining, pivotaram para data centers de inteligência artificial (IA) e HPC nos últimos 18 meses. Leo Wang, da Canaan, enfatiza estratégias como tarifas abaixo de 4 centavos/kWh, hardware próprio e acordos flexíveis de hospedagem.

Essa transição diversifica receitas, mas reduz hashrate dedicado ao Bitcoin, potencializando riscos em cenários de baixa preço. Empresas endividadas ou com ASICs obsoletos sofrem mais, acelerando a consolidação do setor.

Implicações para a Segurança da Rede

O “prejuízo invisível” reside na sustentabilidade da segurança: quedas no hashrate enfraquecem a rede contra ataques de 51%. Apesar da dificuldade ajustar-se automaticamente (reduzindo em ~20-30% pós-halvings anteriores), bear markets prolongados testam a resiliência. Com halving em 2028, mineradores precisam de BTC acima de US$ 90 mil para equilíbrio.

Investidores devem monitorar métricas como hashrate global e dificuldade – que atingiu picos recentemente sem quedas significativas no Texas reportadas. A rede Bitcoin provou robustez histórica, mas pressões energéticas globais demandam adaptações contínuas.


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