Personagem cartoon passando cartão Visa conectado por corrente dourada a pilha de BTC intacta, simbolizando crédito com colateral cripto na Argentina

Lemon Lança Cartão Visa com BTC na Argentina: Lição para Brasil?

A exchange argentina Lemon lançou o primeiro cartão de crédito Visa lastreado em Bitcoin do país, permitindo que usuários bloqueiem 0,01 BTC (cerca de US$ 960 ou R$ 5.140) como garantia para um limite inicial de 1 milhão de pesos argentinos. Sem precisar vender seus satoshis, é possível acessar crédito em moeda local para gastos cotidianos. Essa inovação prática pode inspirar o mercado brasileiro, onde holders buscam formas de usar cripto no dia a dia sem liquidar posições.


Como Funciona o Cartão da Lemon

O produto da Lemon transforma Bitcoin em ferramenta de crédito rotativo. Ao bloquear 0,01 BTC na plataforma, o usuário ganha limite de 1 milhão de pesos para compras com o cartão Visa. O BTC fica imobilizado como garantia, mas não é vendido ou convertido em fiat imediatamente. Isso evita tributação sobre ganhos de capital e mantém o ativo como reserva de valor.

A exchange planeja expandir: usuários poderão ajustar o colateral e limite ao longo do tempo. Futuramente, será possível liquidar compras em dólares diretamente com stablecoins como USDC ou USDT. Ideal para quem quer gastar sem comprometer holdings de longo prazo, especialmente em economias voláteis como a Argentina.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 514.370 no Brasil, com variação de -1,69% nas últimas 24 horas. Isso torna o colateral acessível para quem acumulou sats ao longo dos anos.

Contexto Argentino: Dólares no Colchão e Crises Bancárias

Argentina tem histórico de desconfiança no sistema financeiro. O “corralito” de 2001 congelou depósitos e destruiu poupanças, empurrando famílias para guardar US$ 271 bilhões em dólares “no colchão” ou contas offshore, segundo dados do FMI. Mesmo com a anistia fiscal de Javier Milei, que trouxe US$ 20 bilhões declarados, o hábito persiste.

Com inflação ainda na casa dos 30% anuais, apesar de Milei ter reduzido de níveis de três dígitos, o cartão da Lemon atende quem prefere BTC a pesos. É uma ponte entre cripto e gastos diários, sem expor ao risco bancário tradicional ou desvalorização fiat.

Lições Práticas para o Brasil

No Brasil, exchanges como Mercado Bitcoin e Binance já oferecem empréstimos colateralizados em cripto, mas um cartão Visa lastreado em BTC seria um passo adiante para adoção cotidiana. Imagine bloquear sats para limite em reais, pagando no supermercado ou por combustível sem vender Bitcoin em momento ruim.

Para o leitor prático: monitore seu portfólio. Se você tem BTC acumulado, produtos assim evitam FOMO em picos de preço. No longo prazo, com regulação avançando via CVM e BC, algo similar pode chegar. Fluxos cripto na Latam cresceram 9x em três anos, atingindo US$ 27 bilhões em 2024 – o Brasil representa fatia crescente.

Crypto como Colateral: Tendência Global

Mundialmente, crédito colateralizado em cripto é comum nos EUA e Europa, com plataformas como Nexo emitindo cartões. A diferença da Lemon é o foco em peso argentino e ambiente dollarizado. Para brasileiros, é sinal de maturidade: use BTC para alavancar vida real, mantendo upside do ativo.

Vale acompanhar atualizações da Lemon e concorrentes regionais. Quem sabe o próximo lançamento não é por aqui, facilitando o uso prático de cripto sem abrir mão dos ganhos potenciais.


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Ecossistema isométrico DeFi com reservatório de stablecoins conectado a nós de staking gerando yields dourados, simbolizando crédito cripto estável como poupança

Crédito Cripto Evolui para Contas de Poupança Estáveis

O mercado de crédito cripto está amadurecendo e se assemelhando a contas de poupança tradicionais, segundo relatório da Flowdesk. Com demanda recorde atendida por liquidez ainda maior, a volatilidade caiu em staking de ETH e empréstimos de stablecoins como USDC. Isso traz yields estáveis, ideais para quem busca alternativas seguras aos bancos no dia a dia do DeFi. Retornos agora giram em torno de 2,5% ao ano, próximos a fundos conservadores.


Liquidez Profunda Reduz Volatilidade

No análise da Flowdesk para 2025, yields comprimiram em staking ETH (próximo de 2,5%, apesar de TVL perto de US$ 30 bilhões) e lending USDC, graças a influxo maior de oferta que demanda. Mercados on-chain, funding rates de derivativos e basis trades em futuros viram mais participantes, achatando retornos mesmo com uso recorde. Para o investidor prático, isso significa estabilidade: menos picos de 10%+, mas ganhos previsíveis para reserva de emergência em cripto.

Bitcoin-backed lending também padronizou-se, atraindo players tradicionais. Margens caíram com competição, LTVs apertados e menos alpha excessivo. No cotidiano, use plataformas como Aave ou Compound para depositar USDC e ganhar yield fixo, sem risco de rug pull em protocolos maduros.

Impacto no Dia a Dia DeFi

Esses yields mid-single-digit equiparam cripto a money market funds ou Treasuries curtos. ETH staking rende como poupança bancária brasileira (cerca de 0,5% ao mês, ajustado), mas com liquidez 24/7. Para brasileiros, migre saldos ociosos de bancos para DeFi: deposite em stablecoin lending via wallets como MetaMask. Monitore APY em DeFiLlama; evite alavancagem para priorizar preservação de capital.

Fluxo de BTC e ETH caiu levemente na Ásia (BTC -0,3% em US$ 91k; ETH -0,4% em US$ 3,15k), mas ouro (-1,26%) e Nikkei (-0,46%) mostram cautela macro. Ouro a US$ 4.436/oz reflete payrolls fraco nos EUA.

Próximos Passos e Oportunidades

Flowdesk vê futuro em produtos complexos: crédito sob medida, colateral altcoins ou CeDeFi (híbrido on/off-chain). Para rotina, comece simples: stake ETH em Lido ou Rocket Pool por yield passivo; empreste USDC em Yearn para automação. Compare com CDI brasileiro (~11% a.a.); cripto oferece diversificação global sem burocracia bancária. Monitore TVL e APY diários; retire em bull runs para capturar upside.

Outras notícias: World Liberty Financial (Trump) pede charter bancário; a16z compra US$ 15M em BABY para vaults BTC da Babylon.


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📌 Nota: Uma ou mais fontes citadas estavam temporariamente indisponíveis no momento da redação.