A MARA Holdings disparou 17% em after-hours nesta quinta-feira após anunciar parceria com a Starwood para data centers de IA, mas registrou prejuízo colossal de US$ 1,7 bilhão no quarto trimestre de 2025. Enquanto isso, a CoreWeave afundou 9-12% apesar de receita forte no Q4, punida por guidance de Q1 aquém das expectativas. O mercado está ignorando os fundamentos ruins das mineradoras de Bitcoin em nome da euforia com IA?
O Rali da MARA e o Prejuízo Bilionário
A MARA celebrou uma joint venture com a Starwood Capital Group para converter seus data centers de mineração em instalações para cloud e IA, mirando mais de 1 gigawatt inicial de capacidade IT, com expansão para 2,5 GW. As ações saltaram para US$ 9,88 em negociações estendidas. No entanto, os resultados do Q4 revelam a fragilidade: receita de US$ 202,3 milhões, queda de 5,6% ante o ano anterior, e prejuízo líquido de US$ 1,7 bilhão — impulsionado por US$ 1,5 bilhão em ajustes de valor justo de ativos digitais.
O EPS GAAP foi de -US$ 4,52, muito abaixo das projeções. O CEO Fred Thiel insiste que o Bitcoin segue como “pilar central”, mas a história mostra que mineradoras sofrem com halvings e volatilidade. Pós-halving de 2025, margens comprimidas por energia cara e competição feroz forçam esse pivô desesperado para IA.
CoreWeave: Mercado Pune a Falta de Execução
A CoreWeave reportou receita de US$ 1,57 bilhão no Q4, alta de 110% YoY e acima das expectativas, mas o prejuízo por ação de US$ 0,89 superou o consenso de US$ 0,49. O golpe veio no guidance: Q1 2026 entre US$ 1,9-2,0 bilhões, contra US$ 2,29 bilhões esperados pela Wall Street — uma surpresa negativa de até US$ 290 milhões.
Capex explode para US$ 30-35 bilhões em 2026, contra US$ 10,3 bi em 2025, elevando dívida para cerca de US$ 30 bilhões com leases. Backlog de receita contratada subiu para US$ 66,8 bilhões, mas o mercado reagiu com venda, destacando riscos de cash burn em meio à demanda por GPUs Nvidia ainda apertada.
Pivô para IA: Maquiagem ou Sobrevivência?
Mineradoras como MARA e Bitfarms rebatizam para “infraestrutura de IA”, explorando acesso a energia barata. Mas cuidado: a história repete padrões de bolhas, como dot-com nos anos 2000, onde pivôs narrativos mascaram fundamentos fracos. Com Bitcoin oscilando e juros altos pressionando capex, esse viés de alta em IA pode ser exuberância irracional.
O mercado premia narrativas, mas pune execução. CoreWeave caiu apesar de crescimento; MARA subiu ignorando prejuízos. Investidores devem monitorar margens, dívida e se esses data centers geram fluxo real ou apenas euforia. Ciclos mostram: todo rali exagerado precede correção.
Implicações para o Setor de Mineração
Esse “pivô de desespero” reflete crise estrutural: halvings reduzem recompensas, energia encarece, BTC volátil. Empresas buscam diversificação, mas IA exige investimentos massivos em um setor em euforia. Com dívida crescente e capex voraz, o risco de insolvência cresce se a bolha de IA estourar — como em 2022 para cripto.
Vale monitorar macro: Fed, liquidez global e correlação com Nasdaq. Proteja capital; sobrevivência no bear é prioridade sobre ganhos rápidos.
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