Governante cartoon autoritário capturando Bitcoin fugitivo com rede regulatória, ilustrando lei de confisco na Rússia

Putin Assina Lei que Permite Confisco de Bitcoin na Rússia

O presidente russo Vladimir Putin assinou uma lei que permite aos tribunais do país confiscar Bitcoin e outras criptomoedas durante investigações penais. A medida reconhece os ativos digitais como propriedade intangível, facilitando sua transferência para carteiras estatais. Essa ação ocorre em meio a um endurecimento regulatório, com o Banco Central e o Ministério das Finanças elaborando normas para comércio minorista restrito, refletindo esforços para maior controle estatal sobre o setor.


Detalhes da Legislação Assinada

A nova lei modifica o Código Penal russo, equiparando criptomoedas como Bitcoin e Ethereum a bens intangíveis. Isso permite que autoridades judiciais ordenem a apreensão de saldos em wallets durante apurações de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro. Segundo o relatório do jornal local Kommersant, citado por fontes internacionais, a norma codifica protocolos já existentes de confisco e promove cooperação com exchanges globais.

O governo russo busca canalizar transações para plataformas nacionais supervisionadas, reduzindo riscos associados a operações offshore. Analistas em Moscou descrevem a iniciativa como uma transição de relativa liberdade para escrutínio estatal rigoroso, especialmente relevante em um mercado cripto que cresceu para pagamentos transfronterizos e proteção contra a volatilidade do rublo.

Marco Regulatório em Desenvolvimento

Paralelamente, o Banco Central da Rússia (CBR) e o Ministério das Finanças avançam em um projeto de lei que impõe barreiras ao comércio minorista. Investidores não qualificados enfrentarão limites anuais de compra equivalentes a cerca de US$ 4.000, além de testes obrigatórios sobre riscos de criptoativos. Exchanges estrangeiras serão restringidas, com foco em brokers licenciados locais para verificação de clientes e monitoramento de transações.

Agências como Rosfinmonitoring e o Serviço Federal de Impostos terão papel central no rastreamento. A implementação plena está prevista para julho de 2027, mas elementos iniciais podem vigorar antes, alinhando cripto ao mercado de valores tradicional russo.

Contexto Geopolítico e Sanções Ocidentais

Essas medidas respondem a pressões internas e externas. Desde a invasão da Ucrânia em 2022, sanções ocidentais limitaram o acesso russo a sistemas financeiros globais, impulsionando o uso de criptomoedas para evasão. No entanto, o governo agora prioriza soberania financeira, combatendo usos ilícitos enquanto preserva utilidades estratégicas, como comércio internacional.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 353.990,41 (+7,09% em 24h), em um mercado global aquecido, mas decisões como essa em Moscou podem influenciar fluxos de capital para jurisdições vizinhas, como Cazaquistão ou Emirados Árabes Unidos.

Implicações para o Mercado Global

Para investidores internacionais, a abordagem russa sinaliza uma tendência global de regulação centralizada, similar a iniciativas na UE, EUA e Hong Kong. Embora proteja contra fraudes, pode desencorajar inovação e atrair talentos para ambientes mais permissivos. O foco em educação financeira e estabilidade reflete preocupações com volatilidade, mas reforça o Bitcoin como ferramenta geopolítica.

Investidores brasileiros, atentos a regulações locais, devem monitorar como essas dinâmicas afetam liquidez global e preços. A neutralidade regulatória em nações emergentes pode se tornar diferencial competitivo.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.