A gestora de ativos VanEck publicou um relatório ambicioso prevendo que o Bitcoin pode alcançar US$ 2,9 milhões por unidade até 2050, impulsionado por um CAGR de 15% a partir dos níveis atuais próximos de US$ 88 mil. A análise, liderada por Matthew Sigel e Patrick Bush, posiciona o BTC como meio de troca global e reserva para bancos centrais, contrastando com a erosão da confiança na dívida soberana do G7. Essa visão estratégica vai além dos ciclos curtos, oferecendo uma tese macro para investidores de longo prazo. (fonte: NewsBTC)
Metodologia e Projeções de Crescimento
O relatório da VanEck adota uma estrutura de valuation baseada em dois mercados endereçáveis totais: Bitcoin como medium of exchange (MoE) e ativo de reserva para instituições centrais. Partindo de um preço base de cerca de US$ 88.000, os analistas projetam um crescimento composto anual de 15%, elevando o BTC a um patamar que o tornaria player significativo na economia global.
Essa trajetória reflete shifts estruturais no sistema financeiro mundial. Diferente de previsões cíclicas focadas em halvings ou adoção retail, a VanEck enfatiza adoção institucional e soberana, ignorar isso significa perder a visão de décadas à frente. Para o investidor brasileiro, isso reforça o apelo do BTC como hedge contra instabilidades fiat locais e globais.
Atualmente, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 492.400, com variação de -0,17% nas últimas 24 horas, evidenciando resiliência em correções recentes.
Pivôs Estruturais: Settlement e Reserve
O primeiro pivô, chamado Settlement Pivot, antecipa que até 2050 o Bitcoin liquide entre 5% e 10% do comércio internacional global, além de 5% das transações domésticas. Isso transformaria o BTC de ativo especulativo em infraestrutura de pagamentos soberanos, capturando frações do trilhão em volumes diários de trade mundial.
O segundo, Reserve Pivot, liga o upside à perda de confiança na dívida G7. Com déficits fiscais crescentes e impressoras monetárias em overdrive, bancos centrais buscariam BTC como hedge imparcial, similar ao ouro mas com supply fixo e portabilidade digital. Essa narrativa bullish contrasta o status quo fiat com a escassez programada do Bitcoin.
Esses pivôs não são especulações; baseiam-se em tendências macro como desdolarização e busca por ativos neutros, posicionando o BTC como reserva global viável.
Cenários: Base, Bull e Bear
No caso base, US$ 2,9 milhões com 15% CAGR. O Bull Case, ou hyper-bitcoinization, eleva para US$ 53,4 milhões (29% CAGR) se BTC capturar 20% do trade internacional e 10% do PIB doméstico, rivalizando o ouro como reserva primária e compondo 30% dos ativos financeiros globais.
Mesmo no Bear Case, o preço chega a US$ 130.000 com modesto 2% CAGR, superando retornos de bonds tradicionais. A VanEck espera correlação baixa com ações, bonds e ouro, mas negativa persistente com o dólar (DXY), reforçando o papel anti-debasement.
Esses cenários ilustram a assimetria: downside limitado, upside exponencial para quem HODLa décadas.
Implicações para o Investidor Visionário
Para o leitor brasileiro, essa tese da VanEck valida alocações estratégicas em BTC além de trades curtos. Com ciclos de 4 anos gerando volatilidade, a visão de 25 anos incentiva paciência e convicção. Monitore adoção soberana e volumes de settlement como indicadores chave.
Os dados sugerem que ignorar essa perspectiva macro é arriscado; o BTC não é mais só ‘ouro digital’, mas potencial pilar do sistema financeiro futuro. Vale posicionar-se cedo nessa narrativa transformadora.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.