A crise de liquidez na Blue Owl Capital, com liquidação forçada de US$ 1,4 bilhão em ativos e queda de 14% nas ações, desperta memórias de 2008. Ao mesmo tempo, Trump eleva tarifas globais para 15% apesar de decisão da Suprema Corte. Bitcoin recua para US$ 68 mil (R$ 354.597, segundo o Cointrader Monitor). O mercado está ignorando o óbvio: a receita da crise se repete?
Estresse no Crédito Privado Evoca Bear Stearns
A Blue Owl Capital (OWL) foi obrigada a vender US$ 1,4 bilhão em empréstimos para atender resgates em fundo de crédito privado voltado ao varejo. As ações despencaram 14% na semana, com queda anual superior a 50%. Outros gigantes como Blackstone e Apollo também sofreram.
O ex-chefe da Pimco, Mohamed El-Erian, chamou de “canário na mina”, comparando aos fundos do Bear Stearns em 2007 que precederam o colapso global. A história mostra que liquidez evaporando em nichos como crédito privado pode se espalhar rapidamente, congelando mercados. Em 2008, isso levou a bailouts massivos do Fed — ironicamente, o berço do Bitcoin.
Hoje, com Bitcoin integrado ao sistema financeiro via ETFs e tesourarias corporativas, o risco de contágio é maior. O mercado cripto, outrora anti-establishment, agora dança no ritmo das ações tradicionais.
Tarifas de Trump Ignoram Suprema Corte e Geram Turbulência
Apesar de a Suprema Corte invalidar tarifas anteriores sob o IEEPA, Trump anunciou tarifa global de 15% — alta de 10% — via Truth Social, chamando a decisão de “anti-americana”. Bitcoin reagiu com queda inicial de 1%, testando US$ 68 mil, enquanto Ether perde 0,45%.
Essas tarifas prometem inflação importada e retaliações, alimentando estagflação: crescimento lento com preços altos. Dólar em R$ 5,18 agrava pressão sobre emergentes como o Brasil. O mercado está ignorando como protecionismo de Trump em 2018-2019 causou volatilidade global, com BTC caindo 70% em 2018.
Cuidado com a euforia: ativos de risco como Bitcoin sofrem primeiro em choques macro.
Bitcoin: Porto Seguro ou Vítima do Contágio?
Defensores veem Blue Owl como gatilho para QE do Fed, de alta como em 2020 (BTC de US$ 4k para 65k). Mas curto prazo é risk-off: crédito apertando machuca cripto primeiro, como na Covid (-70%). Com correlação alta com Nasdaq, BTC não escapará de derretimento sistêmico.
Em estagflação, “ouro digital” vira ativo especulativo. Baleias acumulam, mas varejo entra tarde — clássico topo de ciclo. A história de 2022 repete: alta exuberante, depois correção brutal de 75%.
O mercado ignora o óbvio: sem liquidez global, nem Bitcoin se salva.
Lições Históricas e o Que Monitorar
Ciclos econômicos não mentem. De tulipas a dot-com, exuberância leva a excessos. Blue Owl pode ser o primeiro dominó; tarifas, o empurrão. Proteja capital: monitore spreads de crédito, yields de Treasuries e respostas do Fed.
Investidores de BTC precisam ver além da narrativa de alta. Sobreviver ao mercado de baixa é prioridade — não maximizar o mercado de alta. Vale assistir contágio para private equity e inflação por tarifas.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.