Banqueiro cartoon erguendo barreira contra innovators cripto, simbolizando lobby bancário da ABA contra licenças para empresas digitais nos EUA

Bancos dos EUA vs Cripto: Lobby Pede Barreira a Licenças

A maior associação bancária dos EUA, a American Bankers Association (ABA), enviou carta ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC) pedindo pausa imediata nas aprovações de charters bancários para empresas cripto. O movimento revela uma guerra fria entre bancos tradicionais e o setor digital, com lobbies financeiros tentando barrar participantes como Ripple e Circle. A história mostra que resistências sistêmicas assim já frearam inovações no passado, como na crise de 2008.


Detalhes da Pressão da ABA

A ABA argumenta que o OCC deve esperar clareza regulatória antes de aprovar novas licenças. Em carta enviada na quarta-feira, a entidade destaca incertezas em modelos de negócios emergentes, falta de transparência e ausência de regras federais finais para stablecoins e ativos digitais. “Seja paciente, não meça progresso por prazos tradicionais”, escreveu a associação, citando riscos à segurança e solidez do sistema financeiro.

O lobby também sugere proibir o uso da palavra “banco” em nomes de entidades que não oferecem serviços completos de banking, evitando confusão e arbitragem regulatória. Empresas como Ripple, Circle, BitGo, Paxos e Fidelity já receberam aprovações condicionais em dezembro, mas a ABA vê nisso um risco prematuro.

Contexto das Aprovações Recentes

O pedido surge após o OCC conceder charters condicionais a várias firmas cripto, incluindo a World Liberty Financial, ligada à família Trump. A associação critica a dependência do GENIUS Act, cuja implementação plena pode levar anos e exige coordenação de cinco agências reguladoras.

Bancos tradicionais temem perda de intermediários: crypto firms buscam acesso direto aos sistemas de pagamento do Fed via “skinny accounts“. Grupos como Bank Policy Institute e Financial Services Forum pedem 12 meses de espera, alegando que emissores de stablecoins precisam provar operação segura primeiro.

Riscos Sistêmicos e Lições Históricas

A história mostra que exuberância sem regulação leva a colapsos: lembre-se de FTX e Celsius em 2022, ou a bolha dot-com. A ABA alerta para falhas em resolução de insolvências e conflitos de interesse, exigindo proteções robustas desde o início. O mercado cripto, ignorando esses sinais, pode enfrentar correções prolongadas se o lobby prevalecer.

Analistas com viés de baixa como eu veem isso como resistência sistêmica: bancos protegem seu território, adiando a adoção plena. Cuidado com narrativas de integração rápida — ciclos regulatórios demoram, e o investidor deve priorizar proteção de capital.

Implicações para o Mercado Cripto

Essa batalha pode atrasar acesso ao Fed e yields em stablecoins, impactando liquidez. Negociações no Senado sobre estrutura de mercado já emperraram por disputas semelhantes, com Coinbase retirando apoio a projetos que favorecem bancos. Para brasileiros, isso reforça a necessidade de diversificação global, mas com cautela: o viés de alta no cripto ignora essas barreiras geopolíticas.

Vale monitorar o OCC e o Congresso. Atrasos assim testam a resiliência do setor, lembrando que toda alta é seguida de baixa.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Banqueiro cartoon alarmado versus inovador crypto confiante em balança desequilibrada com $6.6T migrando para stablecoins, ilustrando embate sistêmico

Bancos vs Stablecoins: US$ 6,6T em Risco Sistêmico

US$ 6,6 trilhões em jogo: a American Bankers Association (ABA) enviou carta ao Senado dos EUA alertando que stablecoins com incentivos semelhantes a yields podem drenar depósitos de bancos comunitários, comprometendo empréstimos para pequenas empresas e famílias. Mais de 100 líderes bancários temem um colapso no crédito local, apesar da recente GENIUS Act. Já o JPMorgan minimiza, vendo stablecoins como ferramenta complementar. O conflito expõe tensões entre tradição e inovação financeira.


Alerta da ABA: Brechas na GENIUS Act

A carta da ABA, datada de 5 de janeiro de 2026, dirigida aos senadores americanos, destaca brechas na legislação de stablecoins. Embora a GENIUS Act imponha supervisão necessária, ela não impede emissoras de oferecerem “inducements” indiretos, como recompensas via exchanges parceiras ou afiliadas. Isso contorna a proibição estatutária de pagamentos de juros diretos.

Os banqueiros citam estimativas do Tesouro dos EUA: até US$ 6,6 trilhões em depósitos bancários poderiam migrar para stablecoins, esvaziando as reservas que financiam empréstimos essenciais. Bancos comunitários, dependentes desses depósitos para crédito a agricultores, estudantes e compradores de imóveis rurais, seriam os mais afetados. Sem seguro FDIC e sem capacidade de criação de crédito, stablecoins não substituem bancos tradicionais, alertam.

O tom é de urgência: “Se bilhões saírem do empréstimo comunitário, pequenas empresas em nossas cidades sofrerão”. A ABA pede extensão da proibição a parceiros, fechando o que chamam de “swallows the rule”.

Resposta do JPMorgan: Risco Superestimado?

Contrapondo o pânico, um porta-voz do JPMorgan afirmou ao CoinDesk que stablecoins não representam risco sistêmico. “Sempre houve múltiplas camadas de dinheiro em circulação, incluindo dinheiro de banco central e comercial. Isso não mudará; haverá usos complementares para deposit tokens e stablecoins”.

O banco global, com exposição a ativos digitais, vê stablecoins como evolução nos pagamentos, não ameaça existencial. Essa visão contrasta com bancos menores, sugerindo divisão no setor: grandes players adaptam-se, enquanto comunitários temem perda de market share. Mas o argumento faz sentido? Em um sistema com trilhões em money market funds competindo há décadas sem colapso, yields em stablecoins podem ser apenas mais uma camada.

Ainda assim, a escala potencial — stablecoins já subjacentes à economia cripto — justifica ceticismo. Projeções indicam crescimento explosivo, com mercado podendo rivalizar depósitos tradicionais se yields atraírem massa crítica.

Conflito Histórico e Interesses em Xeque

Essa é a enésima campanha de grupos bancários contra stablecoins, que agora atraem fintechs e pagamentos. Historicamente, lobbies pediram limitação de emissão a bancos regulados ou banimento de tokens com juros. Analistas independentes, como Joel Valenzuela do DASH DAO, veem proteção de interesses: “Stablecoins competem diretamente com o sistema bancário”.

Michael Treacy, da OpenPayd, compara a money market funds: competição fortaleceu transparência e preços. Nima Beni, da Bitlease, chama de “fear-mongering” de um setor relutante em inovar. Para Roberto Ramos, o risco sistêmico é real: migração massiva de depósitos poderia amplificar volatilidade cripto, sem rede de segurança bancária tradicional. Inovação financeira é bem-vinda, mas sem regulação robusta, ameaça estabilidade macro.

O mercado de stablecoins cresce rápido — de nicho cripto a trilhões potenciais —, forçando bancos a repensar modelos obsoletos ou arriscar irrelevância.

Próximos Passos no Embate Regulatório

Investidores devem monitorar emendas à GENIUS Act. Se yields indiretos persistirem, depósitos podem fluir para blockchains, testando resiliência bancária. Para brasileiros, o debate ecoa: com real volátil, stablecoins como USDT/USDC ganham tração, mas riscos globais impactam. Vale cautela: inovação vs. estabilidade exige equilíbrio.


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Personagens cartoon debatendo pilha de stablecoins com placa 6.6T, representando alerta regulatório da ABA contra minimização do JPM

ABA Alerta Risco de US$ 6,6 Trilhões com Stablecoins; JPM Minimiza

Stablecoins ameaçam o sistema financeiro? A American Bankers Association (ABA) alerta para um risco de US$ 6,6 trilhões em depósitos bancários, pressionando o Senado dos EUA a fechar brechas na legislação GENIUS Act. Mais de 100 líderes de bancos comunitários temem que incentivos de yield atraiam poupanças para stablecoins, prejudicando empréstimos locais. Já o JPMorgan minimiza, defendendo que esses ativos são complementares. O debate expõe tensões entre tradição e inovação no setor financeiro global, em 11 de janeiro de 2026.


Alerta da ABA: Risco Trilionário para Bancos Locais

A ABA enviou uma carta ao Senado em 5 de janeiro, alertando que emissores de stablecoins contornam a proibição legal de pagamento de juros diretos por meio de parcerias com exchanges cripto. Essa prática oferece retornos atrativos, incentivando clientes a transferir poupanças de bancos tradicionais para stablecoins, segundo a entidade.

Os banqueiros comunitários citam estimativas do Tesouro americano de que até US$ 6,6 trilhões em depósitos possam migrar, impactando diretamente a capacidade de conceder empréstimos a pequenas empresas, agricultores, estudantes e compradores de imóveis. “Se bilhões saírem do crédito comunitário, comunidades locais sofrerão”, afirma o documento, destacando que stablecoins não oferecem seguro FDIC nem substituem a criação de crédito bancária.

O GENIUS Act, lei recente de supervisão para stablecoins, é criticado por não impedir esses “workarounds” indiretos, que “engolem a regra”. A pressão reflete anos de lobby bancário contra a expansão de ativos digitais lastreados em dólar.

JPMorgan Adota Tom Calmo e Otimista

Diferente dos pares menores, o JPMorgan, um dos maiores bancos globais, não vê ameaça sistêmica. Um porta-voz declarou à imprensa que “sempre houve múltiplas camadas de dinheiro em circulação, incluindo dinheiro de bancos centrais e comercial”. Stablecoins, deposit tokens e outras formas de pagamento seriam “complementares”, com usos distintos aos depósitos tradicionais.

Essa visão contrasta com o pânico da ABA, sugerindo que bancos de grande porte, mais diversificados, se adaptam melhor à inovação cripto. O JPMorgan já explora tecnologias blockchain em suas operações, posicionando-se à frente na convergência entre finanças tradicionais e DeFi.

Analistas independentes ecoam essa perspectiva: a competição de stablecoins pode fortalecer o sistema, melhorando preços, transparência e resiliência, similar ao que ocorreu com fundos de mercado monetário décadas atrás.

Contexto Regulatório e Implicações Globais

O embate ocorre em meio a avanços regulatórios nos EUA, com o GENIUS Act marcando supervisão inicial para stablecoins, que sustentam grande parte da economia cripto. Grupos bancários pressionam por extensão da proibição de yields a afiliados, o que afetaria exchanges e produtos relacionados.

No cenário global, decisões americanas influenciam jurisdições como União Europeia (MiCA) e Ásia, onde stablecoins crescem em pagamentos e remessas. Críticos da ABA veem o alerta como proteção a modelos legados, não risco real: “Bancos falharam em oferecer produtos competitivos no mundo digital”, diz um especialista em empréstimos cripto.

Defensores argumentam que regulação equilibrada protege consumidores sem sufocar inovação, permitindo que stablecoins compitam sem desestabilizar o sistema.

O Que Isso Significa para Investidores Cripto

O debate ABA versus JPMorgan destaca a necessidade de monitorar evoluções regulatórias. Fechamento de brechas pode limitar yields em stablecoins, impactando estratégias DeFi e adoção em pagamentos. Para brasileiros, com dólar digital em alta via plataformas locais, decisões nos EUA ecoam aqui, influenciando estabilidade e liquidez global.

Investidores devem avaliar riscos sistêmicos versus benefícios de eficiência. Vale acompanhar o Senado e possíveis emendas à GENIUS Act, que definirão o futuro da integração cripto-financeira tradicional.


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