As reservas de Bitcoin em exchanges cresceram 28 mil BTC desde janeiro, sinalizando uma pressão de venda oculta que o mercado ignora em meio ao hype institucional. A Trump Media vendeu 2 mil BTC em janeiro, cortando sua posição para 9.452 unidades. Paralelamente, a Coreia do Sul acumula US$ 40 bilhões em ETFs alavancados de tech americana, criando um risco sistêmico que ecoa no cripto. A história mostra: exuberância assim precede correções.
Reservas em Exchanges Indicam Distribuição Estrutural
A métrica de reservas totais em exchanges subiu de 2.723 milhões para 2.752 milhões de BTC desde 14 de janeiro, um acréscimo de cerca de 1% em 45 dias. Esse crescimento em etapas reflete moedas retornando persistentemente às plataformas de negociação, expandindo o suprimento disponível para venda.
Os netflows de 30 dias confirmam o regime: passaram de negativos (-1.187 BTC) para positivos (+628 BTC em média), marcando uma transição de acumulação para distribuição. Historicamente, fluxos positivos assim limitam altas sustentadas, como visto nos topos de 2018 e 2022. O mercado está ignorando esse sinal clássico de baleias descarregando.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 327.743 com variação de -5,97% nas últimas 24h reforça a fragilidade atual.
Venda da Trump Media Revela Desconfiança de Grandes Jogadores
A Trump Media & Technology Group divulgou em seu relatório 10-K anual a venda de 2.000 BTC em janeiro, reduzindo sua tesouraria de 11.452 para 9.452 unidades. Esse movimento não é isolado: reflete baleias testando as águas em um momento de euforia institucional.
A história ensina que empresas e grandes holders começam a distribuir no final do ciclo, quando o varejo entra em massa. Em 2021, vimos mineradoras e early adopters vendendo enquanto o preço atingia ATHs. Cuidado com narrativas de ‘adoção corporativa eterna’ — posições assim viram armadilhas quando a liquidez seca.
Esse corte de 17% na posição destaca que mesmo aliados proeminentes ao ecossistema cripto priorizam preservação de capital sobre hold indefinido.
Risco Sistêmico na Coreia: ETFs Alavancados como Alerta Global
Investidores sul-coreanos despejaram US$ 40 bilhões em ETFs alavancados (2x e 3x) de tech dos EUA em 2025, com US$ 7 bilhões só em dezembro. O KOSPI subiu 177% no ano, impulsionado por semicondutores como Samsung e SK Hynix, mas com volatilidade crescendo em topos — sinal clássico de posicionamento esticado.
Reguladores impuseram treinamentos obrigatórios para frear o varejo, ecoando bolhas passadas como o Kimchi Premium no cripto. Esse apetite por alavancagem tethera o mercado local ao Nasdaq, amplificando correções externas. Para o Bitcoin, correlacionado a tech, isso significa contágio potencial em um bear macro.
A lição das crises asiáticas de 1997: alavancagem em euforia leva a pânicos coordenados.
Implicações: Topo de Ciclo ou Falsa Alarma?
O Bitcoin testa suporte macro em US$ 66 mil, próximo à média móvel de 200 semanas. Falha aqui abre caminho para correções mais profundas, enquanto o overhead em US$ 90-95 mil virou resistência. Volumes de quebra sugerem liquidações forçadas, não consolidação saudável.
Apesar do hype de ETFs e adoção, os dados on-chain gritam distribuição. Como em todo ciclo, o bull termina com varejo eufórico e baleias vendendo. Monitore netflows: só um flip negativo restauraria confiança. Proteja o capital — sobreviver ao próximo bear vale mais que caçar o pico perfeito.
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