A BlackRock retirou 4.309 BTC, equivalentes a cerca de US$ 289,6 milhões, da Coinbase em apenas uma hora, conforme monitorado por plataformas on-chain como Lookonchain e Onchain Lens. A transação, registrada em 26 de fevereiro de 2026, direcionou os ativos para endereços associados ao iShares Bitcoin Trust (IBIT), seu principal ETF de Bitcoin. Os dados mostram um movimento típico de custódia institucional, reduzindo a oferta circulante em exchanges e potencialmente aliviando pressões de venda imediata no mercado.
Detalhes da Transação On-Chain
Os dados on-chain revelam que as transferências ocorreram em lotes, predominantemente de 300 BTC cada, com intervalos de 3 a 4 minutos entre algumas operações, totalizando 4.309 BTC. Uma transação menor de 108,6 BTC complementou o volume. O valor unitário variou entre US$ 20,1 milhões e US$ 20,2 milhões por lote, com base no preço spot próximo a US$ 67.200 no momento da movimentação (17h45 UTC).
Segundo o Onchain Lens, essa extração pode preceder operações adicionais, alinhando-se ao padrão de gestão de liquidez dos ETFs. Plataformas como Arkham Intelligence confirmam o fluxo de carteiras quentes da Coinbase Prime para endereços frios do IBIT, prática comum para mitigar riscos de custódia centralizada.
No contexto brasileiro, o Bitcoin negociava a R$ 347.020 segundo o Cointrader Monitor, com variação de -1,8% em 24 horas e volume de 215,73 BTC.
Inflows Recordes nos ETFs de Bitcoin
A movimentação coincide com o maior influxo diário em duas semanas para os ETFs spot de Bitcoin nos EUA, totalizando US$ 506,51 milhões em 25 de fevereiro, conforme dados da SoSoValue. O IBIT liderou com US$ 297,37 milhões, seguido por GBTC (US$ 102,49 milhões) e FBTC (US$ 30,09 milhões).
Esses fluxos acumulados atingem US$ 54,57 bilhões, refletindo demanda institucional sustentada. Analistas como Eric Balchunas, da Bloomberg, notam que os dois dias consecutivos de inflows podem sinalizar recuperação, embora não confirmem tendência de longo prazo sem dados adicionais.
Implicações para o Mercado
Saídas massivas de exchanges como a Coinbase por grandes custodiantes institucionais, como a BlackRock, tipicamente indicam alocação para self-custody em carteiras frias. Isso reduz a oferta disponível para venda imediata, potencialmente suportando níveis de preço em cenários de volatilidade. Os dados on-chain do IBIT mostram acúmulo contínuo, alinhado a declarações recentes de holdings por Jane Street e Mubadala Investment Fund.
No curto prazo, o Bitcoin testou suporte em US$ 66.900, com queda de 1,6% diária, apesar dos inflows. Métricas como volume de exchange outflow e realized cap sugerem consolidação, com níveis a observar em US$ 70.000 (resistência) e US$ 65.000 (suporte). Investidores devem monitorar fluxos líquidos semanais para confirmar direção.
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