No duelo entre Donald Trump e a Suprema Corte americana, o tarifaço global de 10% entrou em vigor nesta terça-feira (24/02), após um revés judicial que bloqueou medidas iniciais de emergência. Enquanto o ouro supera US$ 5.200 por onça como refúgio seguro, o Bitcoin despenca mais de 4% em 24 horas, refletindo apetite por risco reduzido (risk-off). A incerteza comercial beneficia ativos físicos sobre digitais no curto prazo, questionando o status de ‘ouro digital’ do BTC.
O ‘Tarifaço’ de Trump e o Revés Judicial
O governo Trump assinou ordem executiva implementando tarifas de 10% sobre importações globais, conforme autoridades da Casa Branca revelaram. Essa medida veio horas após a Suprema Corte invalidar o uso de poderes de emergência para tarifas mais amplas, forçando uma abordagem alternativa. Trump ameaça elevar para 15%, mas o cronograma permanece incerto, segundo fontes governamentais citadas em relatórios internacionais.
Essa escalada reacende a guerra comercial iniciada em seu primeiro mandato, agora com foco em déficits comerciais e proteção manufatureira americana. Para o Brasil, exportador de commodities, o impacto pode elevar custos de bens importados e pressionar o real, ampliando volatilidade em mercados emergentes. Investidores globais monitoram reações de parceiros como China e UE, que podem retaliar com medidas recíprocas.
Ouro como Refúgio em Tempos de Incerteza
O ouro avançou até 2,2%, superando US$ 5.200/onça, impulsionado por dólar enfraquecido e dúvidas sobre acordos comerciais. Segundo o relatório, a UE considera congelar ratificação de pacto com Washington, Índia adia visitas oficiais e Japão qualifica o cenário de ‘um verdadeiro lío’. Esses atritos diplomáticos elevam o apelo do metal como reserva de valor histórica.
Analistas como Vasu Menon, da Oversea-Chinese Banking Corp., destacam fatores estruturais favoráveis ao ouro, apesar de volatilidade de curto prazo. Posições especulativas em futuros caíram ao menor nível em um ano, sugerindo espaço para altas adicionais. No contexto geopolítico, tensões EUA-Irã reforçam o fluxo para ativos defensivos, contrastando com o otimismo pré-eleitoral.
Bitcoin: Ativo de Risco no Risk-Off Global
Enquanto o ouro brilha, o Bitcoin recua. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC cotado a R$ 327.066,39 (-4,85% em 24h, volume de 435 BTC). Em dólares, opera perto de US$ 63.200 (-2,2%), alinhado a quedas em ações e cripto em geral.
No risk-off, investidores fogem de ativos voláteis como criptomoedas, priorizando refúgios tradicionais. O BTC, apesar do narrative de ‘ouro digital’, comporta-se como risco especulativo em choques macro, sensível a yields de treasuries e sentimento global. A incerteza tarifária ameaça cadeias de suprimentos tech, impactando mineradoras e adoção institucional.
Implicações Geopolíticas para Cripto e Investidores Brasileiros
Decisões em Washington ecoam globalmente: retaliações chinesas podem desestabilizar supply chains de semicondutores, vitais para mining de BTC. Europeus e asiáticos hesitam em acordos, prolongando volatilidade. Para brasileiros, dólar a R$ 5,17 agrava perdas em BTC/BRL, mas ouro tokenizado (como PAXG) surge como hedge híbrido.
O episódio reforça que, em crises comerciais, ativos tangíveis prevalecem sobre digitais imaturos. Investidores devem diversificar, monitorando Fed e OMC. Vale acompanhar se Trump logra 15%, potencializando mais risk-off.
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