O Índice de Medo e Ganância das criptomoedas registrou 8 nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, após cair para 5 na véspera. Esse patamar de extremo medo é histórico raro, visto apenas em agosto de 2019 e em junho de 2022, períodos de fundos de mercado. Um flash crash de 5% no Bitcoin em duas horas no dia 22 acelerou o movimento, coincidindo com retração de US$ 7,44 bilhões na oferta total de stablecoins no último mês. Os dados indicam pânico generalizado entre investidores.
Composição do Índice e Níveis Atuais
Os dados mostram que o Crypto Fear & Greed Index, calculado pela Alternative.me, varia de 0 a 100 e agrega múltiplos indicadores: volatilidade (25%), volume de mercado (25%), atividade em redes sociais (15%), pesquisas de mercado (15%), dominância do Bitcoin (10%) e buscas no Google (10%). Níveis abaixo de 25 sinalizam extremo medo, refletindo alta volatilidade, volumes de venda elevados e pessimismo nas mídias.
Hoje, o índice em 8 confirma a persistência dessa zona crítica, com o Bitcoin cotado a R$ 326.672 segundo o Cointrader Monitor, após variação de -4,46% nas últimas 24 horas. Essa métrica compósita captura o sentimento coletivo, sem prever reversões, mas destacando desvios emocionais do racional.
Flash Crash do Bitcoin e Saída de Capitais
No dia 22 de fevereiro, o Bitcoin sofreu uma queda abrupta de 5% em apenas duas horas, impulsionando o índice para 5 na segunda-feira. Esse evento, conhecido como flash crash, ampliou a dominância do USDT (USDT.D), que reflete a proporção do market cap de Tether no total cripto. Tendências ascendentes no USDT.D indicam preferência por stablecoins como refúgio, com preços das criptos em baixa.
Paralelamente, a reserva de stablecoins em exchanges cresceu no fim de 2025, sinalizando poder de compra à espera de fundos. Contudo, nos últimos 30 dias, a oferta total encolheu de US$ 161,19 bilhões para US$ 153,75 bilhões, evidenciando resgates para fiat e fuga de capitais do ecossistema cripto.
Distribuição de Holders de Longo Prazo e Contexto Histórico
Métricas on-chain reforçam o cenário de baixa. O Net Position Change dos Long-Term Holders (LTH, detentores há pelo menos 155 dias) registrou pico negativo de 244.866 BTC no dia 5 de fevereiro, indicando distribuição significativa. Essa pressão vendedora de holders experientes contribui para a baixa convicção no ativo.
Historicamente, índices em 5 ou 8 precederam zonas de fundo: em 2019-08 e 2022-06, o mercado entrou em consolidação antes de recuperações cíclicas. Não implicam reversão imediata, mas marcam extremos emocionais onde capitais oportunistas podem posicionar-se. A comparação com picos de ganância em 2024-2025 (acima de 75) destaca o ciclo atual de aversão ao risco.
Níveis Técnicos a Observar
Os dados sugerem monitoramento de suportes chave no Bitcoin, como o preço realizado em torno de US$ 54.000 (equivalente aproximado a R$ 280.000 no câmbio atual), onde testes de estresse máximo podem ocorrer. Volumes de stablecoins e dominância USDT.D continuarão indicadores de liquidez em reserva. Investidores devem acompanhar volatilidade e fluxos on-chain para calibrar exposições, mantendo disciplina em meio ao pânico.
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