Os dados on-chain mostram que baleias acumularam mais de 30.000 BTC na última semana, equivalendo a cerca de US$ 2 bilhões ao preço médio de US$ 67.000. Apesar da queda recente do Bitcoin para essa zona de suporte, grandes holders demonstram convicção compradora. Paralelamente, a BlackRock transferiu US$ 270 milhões em BTC e ETH para a Coinbase Prime, em meio a resgates nos ETFs. Esse contraste entre pânico no varejo e ação da mão forte levanta questões sobre o próximo movimento de preço.
Acumulação Massiva por Baleias
De acordo com análise on-chain divulgada pelo analista Ali Martinez e reportada em múltiplas fontes, baleias — endereços com pelo menos 1.000 BTC — adicionaram mais de 30.000 unidades às suas carteiras nos últimos sete dias. Ao preço médio de negociação de aproximadamente US$ 67.000, essa atividade representa um volume de aquisição superior a US$ 2 bilhões.
Os dados, extraídos de plataformas como Glassnode ou similares, indicam que essa acumulação ocorreu precisamente durante a queda atual, com o Bitcoin testando o suporte em torno de US$ 67.000. Historicamente, compras agressivas por grandes holders em níveis de baixa têm precedido estabilizações ou reversões, embora não haja garantia de repetição. A intensidade da acumulação semanal sugere posicionamento para um possível reset de liquidez.
No curto prazo, o volume de transações de baleias contrasta com o varejo, que registra maior aversão ao risco abaixo dos US$ 70.000. Métricas como o Net Unrealized Profit/Loss (NUPL) podem estar sinalizando um ponto de capitulação para holders menores.
Movimentações Institucionais da BlackRock
A gestora BlackRock, maior emissora de ETFs de Bitcoin nos EUA, depositou 2.563 BTC (US$ 173 milhões) e 49.852 ETH (US$ 97 milhões) na Coinbase Prime na sexta-feira, 20 de fevereiro. Essa transferência ocorre em contexto de saídas significativas: o ETF IBIT registrou saídas líquidas de US$ 368 milhões nos últimos três dias, contribuindo para os US$ 404 milhões totais dos 11 ETFs de Bitcoin americanos.
O fundo ETHA perdeu US$ 104 milhões no mesmo período. Tais movimentações são rotineiras para criação e resgate de shares de ETF, ajustando o suprimento conforme demanda institucional. Não necessariamente indicam venda no mercado aberto, mas refletem realocação de ativos custodiais. Plataformas como Arkham Intelligence rastreiam essas transações em tempo real, transparentizando fluxos de grandes players.
Esses depósitos reforçam o papel das instituições na liquidez do Bitcoin, mesmo em fases de retração semanal.
Contexto Técnico e Cotação Atual
O Bitcoin negocia atualmente em torno de US$ 67.746, com alta de 1,14% nas últimas 24 horas. Em reais, segundo o Cointrader Monitor, o preço médio ponderado é de R$ 351.574,36, com variação positiva de 0,83% no dia e volume de 261,82 BTC.
Técnicamente, US$ 67.000 atua como suporte chave, próximo à média móvel de 50 dias. Resistências imediatas estão em US$ 68.000 e US$ 70.000. Indicadores como RSI (14) em zona neutra (~45) sugerem ausência de sobrevendido extremo, alinhando-se à acumulação observada.
O dólar está cotado a R$ 5,1765, influenciando a paridade BTC/BRL.
Implicações para o Mercado
A divergência entre acumulação de baleias e outflows de ETFs ilustra a dinâmica bipolar do mercado: mão forte aproveitando dips, enquanto fluxos spot refletem ajustes institucionais. Dados on-chain priorizam a oferta em cold wallets, onde 30.000 BTC a menos em circulação reforçam pressão de alta potencial.
Investidores devem monitorar níveis de US$ 67.000 (suporte) e US$ 68.000 (resistência), além de inflows semanais em ETFs. A continuidade da acumulação por baleias pode estabilizar o preço, preparando terreno para o próximo ciclo de liquidez.
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