A dificuldade de mineração do Bitcoin registrou um aumento de 15%, alcançando 144,4 trilhões, o maior salto percentual desde 2021. Esse ajuste, confirmado em 20 de fevereiro de 2026, reverte uma queda anterior de cerca de 11-12% causada por uma tempestade ártica nos EUA. Apesar do preço do BTC estável em torno de US$ 68 mil, o fenômeno conhecido como ‘efeito chicote’ evidencia uma rede mais segura, mas pressiona a rentabilidade dos mineradores.
Situação Atual do Ajuste
Os dados mostram que a dificuldade subiu para 144,4T, refletindo a recuperação do hashrate para 1 ZH/s (zetahash por segundo), após cair para 826 EH/s em fevereiro. Segundo o Bitcoin.com News, o aumento preciso foi de 14,73% no bloco 937.440, superando a redução de 11,16% ocorrida em 7 de fevereiro no bloco 935.424.
Esse mecanismo de ajuste, que ocorre a cada 2.016 blocos (cerca de duas semanas), garante que os blocos sejam minerados a cada 10 minutos, independentemente das variações no poder computacional da rede. A volatilidade recente — queda seguida de alta acentuada — é o ‘efeito chicote’ típico da mineração Bitcoin.
Contexto Técnico e Fatores Externos
A queda inicial foi impulsionada por uma tempestade ártica nos EUA, forçando mineradores a reduzir operações para preservar a rede elétrica. Com a normalização climática, o hashrate disparou, comprimindo os intervalos de bloco abaixo de 10 minutos e forçando o ajuste para cima. Em outubro de 2025, quando o BTC atingiu US$ 126.500, o hashrate atingiu o pico de 1,1 ZH/s.
Atualmente, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 355.584 (variação +1,45% em 24h), reflete estabilidade relativa. No entanto, o preço testa suportes em torno de US$ 67.000-US$ 68.000, com médias móveis de 50 e 200 dias atuando como referências chave.
Implicações para Mineradores e Rentabilidade
O hashprice — receita diária por unidade de hashrate — permanece em mínimas multianuais: US$ 23,90/PH/s (CoinDesk) ou US$ 29,30/PH/s (Hashrate Index). Esse nível não era visto desde os primórdios do Bitcoin, elevando os custos de produção e apertando margens, especialmente para operações ineficientes.
Mineradores bem capitalizados, com acesso a energia barata (ex: Emirados Árabes com lucros não realizados de US$ 344 milhões), sustentam o hashrate. Contudo, empresas como Bitfarms e Riot Platforms diversificam para centros de dados de IA, realocando capacidade computacional. Os números indicam que mineradores menores podem ser forçados a vender BTC para cobrir custos, potencializando pressão vendedora no curto prazo.
Sinais Mistos para o Mercado
A rede Bitcoin nunca esteve tão segura: dificuldade recorde sinaliza confiança institucional e resiliência, com grandes players mantendo operações agressivas. Por outro lado, o descompasso entre hashrate elevado e hashprice baixo sugere possível capitulação de mineradores menores, o que historicamente precede movimentos de preço.
Investidores devem monitorar níveis de suporte em US$ 60.000 (baixa de fevereiro) e resistência em US$ 68.000. Volumes de venda de mineradores e fluxos para exchanges serão indicadores cruciais. A diversificação para AI pode reduzir oferta de hashrate no longo prazo, alterando dinâmicas futuras.
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