O Bitcoin despencou abaixo de US$ 70 mil, e um analista aponta o dedo para os derivativos que substituíram a descoberta de preço on-chain. Wall Street, com futuros, swaps e ETFs, criou suprimento sintético ilimitado, anulando a escassez de 21 milhões de moedas. A história mostra que isso aconteceu com ouro e óleo: o preço agora segue posicionamentos e liquidações, não fundamentos da blockchain. Para o varejo brasileiro, é hora de cautela.
Dominância dos Derivativos sobre Fundamentos
A tese original do Bitcoin — limite rígido de 21 milhões de moedas e resistência à rehipotecação — está sob pressão. Analista Danny_Crypton explica que cash-settled futures, swaps perpétuos, opções e ETFs dominam o volume de negociação. Instituições de Wall Street fabricam inventário sintético, permitindo múltiplas reivindicações sobre um único BTC.
Essa estrutura de reserva fracionária contradiz o design original. O mercado evoluiu para um ecossistema onde um coin respalda ETF, contrato futuro, swap e mais. A descoberta de preço migrou da blockchain para fluxos de liquidação, similar ao que ocorreu em commodities tradicionais. A euforia on-chain perdeu soberania.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 359.879 (-1,47% em 24h), refletindo essa dinâmica desconectada dos fundamentos reais.
Synthetic Float Ratio Revela Pressão Artificial
O conceito de Synthetic Float Ratio — relação entre suprimento sintético e on-chain — explica a queda recente abaixo de US$ 70k. Quando o papel excede o real, demanda spot não sustenta altas. Market makers criam BTC ilimitado para shortar altas e cobrir em liquidações forçadas.
Isso não é acidente: é mecânica estrutural. Em ciclos passados, como 2018 e 2022, vimos topos seguidos de correções brutais. O mercado ignora que altas exageradas precedem quedas. Investidores apanhados em narrativas de ‘to the moon’ sofrem mais.
A volatilidade persiste como armadilha para o varejo, que reage a movimentos sem entender o jogo dos grandes players.
Menos Inflows, Mas Volatilidade Persiste
Após 52% de drawdown do ATH e BTC abaixo de US$ 60k em 6 de fevereiro, os inflows para exchanges caíram 90%. Binance: de 25 mil BTC para 8,4 mil; Coinbase Advanced: de 17,6 mil para 1,4 mil. O pânico vendeu, pressão aliviou temporariamente.
Porém, cuidado: estabilização não significa fim da correção. Ciclos econômicos ensinam que baixas se estendem. Demanda precisa superar suprimento restante para recuperação sustentável. Observadores monitoram fluxos por sinais de acumulação ou distribuição.
O varejo deve questionar otimismo precoce. Sobreviver ao bear vale mais que maximizar o bull.
Lições para o Investidor Brasileiro
A história repete: bolhas dot-com, crises asiáticas — exuberância leva a excessos. No cripto, derivativos amplificam isso. Não confie cegamente em altas de futuros; elas mascaram fraquezas on-chain. Proteja capital priorizando liquidez e diversificação macro.
Enquanto Wall Street dita o ritmo, o varejo paga a conta das liquidações. Monitore Synthetic Float Ratio e inflows. O equilíbrio vem de perspectivas contrarian.
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