A rede Bitcoin registrou uma redução de 11,16% na dificuldade de mineração em 7 de fevereiro de 2026, no bloco 935.424. Trata-se da maior queda desde o banimento chinês de 2021, sinalizando estresse operacional dos mineradores apesar do preço em torno de US$ 68.700. Causada por uma tempestade de inverno que atingiu dezenas de estados americanos, reduzindo o hashrate para 800 EH/s, a métrica expõe o ‘coração da rede’ sob pressão externa. O que os dados revelam sobre estabilidade e riscos futuros?
O Que Significa a Dificuldade de Mineração
A dificuldade de mineração é um parâmetro algorítmico que ajusta o esforço computacional necessário para validar blocos e adicionar transações à blockchain. Todo 2.016 blocos, aproximadamente a cada duas semanas, o protocolo recalibra esse valor para manter o intervalo médio de 10 minutos por bloco, independentemente das flutuações no hashrate total da rede.
Os dados mostram que, entre 22 de janeiro e 7 de fevereiro, o hashrate caiu abaixo de 900 EH/s, chegando a 800 EH/s — uma perda de quase 250 EH/s. Isso esticou os tempos de bloco para além de 12 minutos, forçando o ajuste descendente de 11,16%. Em contraste, o hashrate atual, em 15 de fevereiro, recuperou para 1.030 EH/s, acelerando os blocos para uma média de 8 minutos e 43 segundos nas últimas 24 horas.
Essa mecânica autoreguladora garante previsibilidade, mas quedas acentuadas como essa indicam choques temporários na oferta de poder computacional.
Causa da Queda: Tempestade no Ártico e Recuperação Rápida
A tempestade de inverno que atingiu dezenas de estados americanos sobrecarregou as redes elétricas regionais, levando mineradores a reduzir operações voluntariamente. O hashrate despencou de níveis próximos a 1 ZH/s (1.000 EH/s) para o patamar mais baixo desde meses anteriores, impactando diretamente a produção de blocos.
Com a normalização climática, os mineradores reconectaram equipamentos, elevando o hashrate acima de 1 ZH/s em poucos dias. Dados do Hashrate Index confirmam essa rebound: de 800 EH/s para 1.030 EH/s em uma semana. Tal volatilidade destaca a dependência da mineração de infraestrutura energética estável, mesmo em regiões como os EUA, que abrigam cerca de 40% do hashrate global pós-2021.
No momento da redação, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 359.518,87, com variação de -2,09% em 24 horas e volume de 191 BTC nas exchanges brasileiras.
Comparação com 2021: Magnitude e Contexto Distinto
A queda de 11,16% é a maior desde 3 de julho de 2021, quando o banimento chinês expulsou 50-60% do hashrate global, causando colapso prolongado na dificuldade. Na época, o preço do Bitcoin testou suportes abaixo de US$ 30.000, com mineradores forçados a capitular — vendendo reservas de BTC para cobrir custos operacionais elevados.
Hoje, com preço em US$ 68.700, o estresse é pontual e climático, não regulatório. No entanto, os dados sugerem riscos semelhantes se eventos se prolongarem: hashprice (receita por PH/s) caiu para níveis de 2024, pressionando margens. Mineradores menos eficientes, com custos acima de US$ 40.000/BTC, enfrentam dilemas. Capitulação em massa poderia inundar o mercado com oferta, testando suportes como US$ 65.000 (média móvel de 50 dias) ou US$ 60.000 (200 dias).
A diferença chave: recuperação rápida em 2026 versus migração geográfica demorada em 2021.
Próximo Ajuste e Níveis a Monitorar
O próximo epoch de dificuldade encerra em 19 de fevereiro, com 34% dos 2.016 blocos restantes. Projeções iniciais indicam alta de 14,71%, potencialmente neutralizando a queda anterior se os tempos de bloco se mantiverem abaixo de 10 minutos. Caso moderem, o aumento seria menor, mas ainda positivo.
Os dados mostram equilíbrio restaurado, mas traders devem observar: hashrate sustentado acima de 1 ZH/s reforça resiliência; quedas adicionais sinalizam capitulação. Níveis de preço críticos incluem resistência em US$ 70.000 e suporte em US$ 65.000. Métricas on-chain como fluxo de saída de exchanges de mineradores fornecerão pistas sobre pressão vendedora.
Em resumo, o ‘coração da rede’ pulsa com vigor, mas eventos externos lembram a fragilidade inerente.
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