Anthony Pompliano, investidor e analista de criptomoedas, argumenta que o principal obstáculo atual do Bitcoin não é mais a inflação em queda, mas a paciência dos investidores. Com a inflação ao consumidor nos EUA em 2,4% em janeiro de 2026 (ante 2,7% em dezembro), o preço do BTC oscila próximo aos US$ 70.000, enquanto o Índice de Medo e Ganância marca medo extremo. Essa combinação testa a convicção em um ativo escasso em meio a um cenário macro de alívio inflacionário temporário.
Situação Atual: Inflação em Queda e Preços do BTC
Os dados mostram que a inflação ao consumidor recuou para 2,4% em janeiro, alterando a narrativa tradicional do Bitcoin como hedge primário contra desvalorização monetária. Segundo feeds de mercado, o BTC negociava próximo aos US$ 69.000 recentemente, com retração acentuada no último mês. Atualmente, o preço está em torno de US$ 70.211, equivalente a R$ 367.280 segundo o Cointrader Monitor, com variação de +1,85% nas últimas 24 horas e volume de 154 BTC no Brasil.
O dólar ao real opera em R$ 5,22, reforçando um ambiente de relativa estabilidade cambial. No entanto, o sentimento no mercado cripto reflete pessimismo, com o Fear & Greed Index em zona de medo extremo, um indicador que historicamente precede rebotes, mas também pode sinalizar correções mais profundas se a liquidez global persistir em contração.
A Tese do ‘Estilingue Monetário’ de Pompliano
Pompliano descreve o momento como um ‘monetary slingshot’: ações dos bancos centrais, como cortes de juros ou injeções de liquidez futuras, erodem o dólar de forma oculta inicialmente. Essa paciência forçada acumula energia para uma valorização parabólica posterior, quando a oferta limitada do BTC (21 milhões) colide com expansão monetária renovada.
Os números suportam a discrepância: inflação oficial melhorou, mas percepções cotidianas divergem, com analistas notando que dados oficiais subestimam pressões reais. O enfraquecimento recente do dólar contra moedas principais sugere sinais iniciais dessa dinâmica, embora não garanta alta imediata em criptoativos.
Indicadores Técnicos e Níveis a Monitorar
Do ponto de vista técnico, o BTC testa suportes em torno de US$ 68.000-69.000, conforme gráficos recentes, com resistência chave nos US$ 72.000. A média móvel de 50 dias atua como suporte dinâmico próximo a US$ 70.000, enquanto o RSI (14) indica sobrevenda em 30, alinhado ao medo extremo.
Volume spot reflete acumulação discreta por holders de longo prazo, contrastando com vendas de curto prazo. Níveis a observar incluem rompimento acima de US$ 71.500 para sinal de reversão, ou quebra abaixo de US$ 67.000 para extensão baixista. Esses padrões replicam ciclos passados onde medo extremo precedeu altas de 50-100%.
Implicações para o Mercado Brasileiro
No Brasil, com BTC a R$ 367.280 e dólar estável, investidores locais enfrentam o mesmo dilema: manter posições em meio a volatilidade ou aguardar catalisadores claros. O volume nas exchanges nacionais (154 BTC/24h) indica liquidez moderada, sugerindo que paciência pode recompensar se a tese de Pompliano se materializar.
Os dados enfatizam monitoramento contínuo: decisões de política monetária do Fed e evolução do sentimento serão decisivos. Estrategicamente, diversificação e gestão de risco permanecem essenciais em cenários incertos.
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