Pilar dourado Bitcoin com 66K gravado inclinando sob onda vermelha de pressão macro, representando recuo por emprego forte nos EUA

Bitcoin Recua para US$ 66 mil Após Emprego Forte nos EUA

Os dados de emprego nos EUA de janeiro superaram as expectativas com 130 mil vagas criadas, contra projeções de apenas 55 mil a 65 mil. Essa surpresa positiva reduziu as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, pressionando o Bitcoin para abaixo de US$ 66 mil em 11 de fevereiro. O mercado interpreta emprego forte como sinal de juros altos por mais tempo, limitando liquidez para ativos de risco como criptomoedas.


Detalhes dos Dados e Reação Inicial

Os números do Bureau of Labor Statistics mostraram adição de 130 mil empregos não-agrícolas, com taxa de desemprego caindo para 4,3%. Apesar de revisões para baixo em 2025 — de 584 mil para 181 mil vagas —, o dado de janeiro quebrou a narrativa de enfraquecimento rápido do mercado de trabalho. Isso elevou a probabilidade de o Fed manter as taxas inalteradas em março para 94%, segundo CME FedWatch.

O Bitcoin reagiu com volatilidade: caiu de US$ 68.500 para US$ 65.719 em uma hora, recuperou para acima de US$ 67 mil e depois testou US$ 65.800. Liquidações de posições alavancadas ultrapassaram US$ 400 milhões em 24 horas, mais que o dobro do dia anterior. A capitalização do BTC despencou para US$ 1,33 trilhão, arrastando o mercado cripto total para US$ 2,35 trilhões. Esses movimentos ocorreram enquanto ações como Nasdaq caíram apenas 0,30%, destacando a sensibilidade amplificada das criptos a dados macro.

Alerta do Goldman Sachs sobre Inflação

O Goldman Sachs reforça a cautela: com crescimento resiliente, o foco do FOMC pode migrar de emprego para inflação. Analista Kay Haigh nota sinais iniciais de aperto no mercado de trabalho, mas enfatiza que um CPI acima do esperado na sexta-feira poderia inclinar o Fed para postura mais hawkish. A base do banco prevê dois cortes em 2026, mas uma surpresa inflacionária repricingaria ativos de risco.

Isso explica a correlação: emprego forte pressiona salários e consumo, alimentando pressões inflacionárias e adiando alívio monetário. Ativos como Bitcoin, que dependem de liquidez abundante, sofrem em cenários de "higher for longer". Ethereum negociou perto de US$ 1.946, XRP em US$ 1,37 e Solana em US$ 81,52, todos com quedas de 3-5% em 24 horas.

Implicações Macro para Criptoativos

Os dados robustos reduziram expectativas de corte para julho, com mercados de swap ajustando de junho. Dólar index subiu 0,08%, enquanto ouro ganhou 1,3% como hedge. Criptos, por outro lado, atuam como proxy alavancado da função de reação do Fed: forte emprego = menos cortes = menor apetite por risco.

No curto prazo, o BTC testa suporte em US$ 65.700-66.000, próximo à média móvel de 50 dias. Resistência em US$ 67.000-68.000. Volume 24h em exchanges brasileiras indica 352 BTC negociados, com variação de +0,84%. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 349.694. Observar CPI de sexta-feira para próximo catalisador.

Níveis Técnicos a Monitorar

Os dados sugerem consolidação em torno de US$ 66.000 até novos indicadores. Suporte crítico em US$ 65.000 (baixa recente); rompimento invalidaria viés neutro. Acima de US$ 68.500, pode testar US$ 70.000. RSI diário em 42 indica sobrevenda leve, mas MACD negativo reforça pressão baixista. Traders devem priorizar gerenciamento de risco em ambiente macro volátil. Volumes e open interest indicam cautela até resolução inflacionária.


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