📊 BOLETIM CRIPTO | 12/02/2026 | MANHÃ
O avanço do capital institucional define o tom de viés de alta moderado do período, com a Ásia assumindo o protagonismo global em um momento de transição de poder no mercado cripto. Enquanto o Bitcoin registra sua maior perda realizada da história, sinalizando um possível fundo de mercado (bottom), a BlackRock projeta que uma pequena alocação regional pode injetar trilhões de dólares no ecossistema. Esse otimismo institucional vindo do Oriente, reforçado por novas regras favoráveis em Hong Kong, serve como contraponto crítico às pressões regulatórias no Ocidente e no Brasil. O viés de alta prevalece como driver principal, sustentado pela expectativa de fluxos massivos e pela resiliência dos grandes participantes, consolidando o cenário de avanço institucional mesmo diante da volatilidade.
🔥 Destaque: BlackRock projeta US$ 2 trilhões em fluxos da Ásia
Nicholas Peach, executivo da BlackRock em Hong Kong, apresentou uma projeção que pode mudar o patamar de liquidez global: se consultores financeiros asiáticos recomendarem uma alocação mínima de 1% em criptoativos nos portfólios padrão, o mercado poderia receber um fluxo inédito de US$ 2 trilhões. Essa estimativa baseia-se na riqueza familiar regional, calculada em impressionantes US$ 108 trilhões.
O otimismo da maior gestora de ativos do mundo não é apenas teórico. O ETF IBIT da BlackRock já acumula mais de US$ 53 bilhões sob gestão, com uma fatia considerável vinda de investidores asiáticos. Para Nicholas, o Bitcoin evoluiu na percepção institucional para ser visto como uma proteção (hedge) contra instabilidades sistêmicas e o medo de desvalorização das moedas fiduciárias tradicionais.
Este movimento coincide com a aceleração regulatória em Hong Kong, Japão e Coreia do Sul, que preparam o terreno para seus próprios ETFs à vista. A entrada desses veículos regulados em jurisdições com alta densidade de capital é vista como o catalisador necessário para reduzir a volatilidade de longo prazo e consolidar o Bitcoin como uma classe de ativo indispensável para investidores institucionais.
No Brasil, o cenário reflete essa movimentação internacional. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 348.061,03, com uma leve valorização de 0,34% nas últimas 24 horas, demonstrando resiliência após os recentes eventos de capitulação globais.
📈 Panorama do Mercado
O período é caracterizado por um contraste geográfico profundo nas políticas de adoção. Enquanto os Estados Unidos enfrentam impasses legislativos e ações criminais, o eixo asiático avança para capturar a liquidez global. A tendência de capitulação do Bitcoin — evidenciada por recordes de perdas realizadas — historicamente precede recuperações sólidas, indicando que o mercado eliminou as posições alavancadas e os detentores de baixa convicção.
A visão institucional é impulsionada não apenas por ETFs, mas pela integração de serviços digitais em massa. O anúncio de que a plataforma X iniciará testes de serviços financeiros em breve reforça a tese do superaplicativo financeiro, onde ativos digitais terão papel central. Essa sinergia entre capital institucional e adoção no varejo cria um suporte de preços que o mercado não possuía em ciclos anteriores.
⚠️ Riscos a Monitorar
- Escrutínio regulatório ocidental: A intensificação da busca pelo desenvolvedor do Tornado Cash pelo FBI reforça a ofensiva contra ferramentas de privacidade, elevando o risco para todo o setor DeFi.
- Pressão fiscal no Brasil: A proposta de criação de um IOF de 3,5% sobre compras de criptoativos ameaça a competitividade do ecossistema local e pode empurrar investidores para plataformas estrangeiras.
- Impasse nas stablecoins: Sem acordo na Casa Branca sobre os ganhos de ativos estáveis, o CLARITY Act segue travado, mantendo uma nuvem de incerteza jurídica sobre o setor nos EUA.
- Liquidações em cascata: Apesar dos sinais de fundo, novas quedas rápidas podem desencadear chamadas de margem em exchanges, gerando volatilidade intensa no curto prazo.
💡 Oportunidades Identificadas
- Acúmulo em fundo de mercado: A capitulação recorde oferece uma assimetria positiva para investidores de longo prazo que buscam acumular Bitcoin após a limpeza de mãos fracas.
- Arbitragem de liquidez em Hong Kong: As novas regras para negociação com margem e contratos perpétuos devem atrair volume massivo, criando oportunidades em exchanges licenciadas.
- Narrativa Super App: A proximidade do beta do X Money coloca o Dogecoin (DOGE) e tokens de pagamento no radar especulativo para integração nos próximos 60 dias.
📰 Principais Notícias do Período
1. BlackRock: 1% de alocação asiática pode injetar US$ 2 trilhões no mercado
Executivo Nicholas Peach projeta que a riqueza familiar da Ásia (US$ 108 trilhões) é o próximo grande driver de alta. ETFs como o IBIT já mostram forte tração regional.
2. BTC registra perda realizada recorde de US$ 3,2 bilhões
O crash de 5 de fevereiro superou o colapso da LUNA em 2022 como o maior evento de capitulação da história on-chain. Analistas veem sinais claros de exaustão de venda.
3. Hong Kong aprova margem e perpétuos para investidores profissionais
A SFC divulgou frameworks que permitem colateral em Bitcoin e Ethereum em plataformas licenciadas, visando transformar a cidade no maior hub de ativos virtuais da Ásia.
4. Elon Musk anuncia beta do X Money para os próximos meses
Com 600 milhões de usuários ativos, o X deve se transformar em um centro financeiro. A integração com Visa é o primeiro passo de um roadmap que inclui criptoativos.
5. Proposta de IOF de 3,5% gera revolta no setor cripto brasileiro
Associações e exchanges como o Mercado Bitcoin criticam a tentativa de tributação via decreto, alertando para insegurança jurídica e migração para plataformas offshore.
6. Bancos e setor cripto terminam reunião na Casa Branca sem acordo
O impasse sobre rendimentos em stablecoins trava o avanço do CLARITY Act no Senado dos EUA. Bancos temem a fuga de depósitos tradicionais para protocolos digitais.
7. FBI adiciona desenvolvedor do Tornado Cash à lista de mais procurados
Roman Semenov é acusado de operar sem licença e conspiração para lavagem de dinheiro, sinalizando uma ofensiva rigorosa contra o anonimato em DeFi.
🔍 O Que Monitorar
- Sinais de bottom on-chain: Acompanhe a métrica de perda realizada ajustada por entidade na Glassnode para confirmar o fim da pressão vendedora.
- Volumes em exchanges de Hong Kong: A adoção de novos produtos de alavancagem em plataformas como OSL e HashKey medirá o apetite institucional asiático.
- Consulta pública no Brasil: Fique atento às declarações do Banco Central sobre a minuta do IOF; contribuições do mercado podem suavizar o texto final.
- Anúncios da Binance: Como maior exchange do mundo, atualizações sobre liquidez e conformidade seguem como indicadores vitais de sentimento.
🔮 Perspectiva
Nas próximas 24 a 48 horas, esperamos que o viés de alta moderado se mantenha, impulsionado pela absorção institucional das perdas recentes. A narrativa de dominância asiática tende a ganhar força conforme os dados de fluxos de entrada nos ETFs confirmem o otimismo da BlackRock. Embora o cenário regulatório ocidental apresente ruídos e repressões pontuais, eles parecem insuficientes para deter a tendência macro de institucionalização. O Bitcoin pode testar a zona de US$ 68.000 a US$ 70.000 se os sinais de exaustão de venda se consolidarem. Para o investidor brasileiro, plataformas como a Binance oferecem o gateway necessário para aproveitar essa liquidez global com ampla interface em português. Manter cautela com a volatilidade de curto prazo pós-capitulação é prudente, mas os fundamentos de longo prazo reforçam uma perspectiva de recuperação sólida.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.