Os dados mostram uma queda de 10% no hashrate global do Bitcoin, conforme apontado pelo desenvolvedor Peter Todd. A dificuldade de mineração despencou para 125,86 T, ante 155,97 T em novembro, representando uma redução de cerca de 19%. Esse movimento reflete a capitulação de mineradores diante da baixa rentabilidade, agravada por preços do BTC em torno de US$ 69.400 e custos energéticos elevados. A rede agora processa blocos em média a cada 8,92 minutos, preparando o terreno para um ajuste ascendente na dificuldade.
Situação Atual da Dificuldade e Hashrate
A dificuldade de mineração do Bitcoin ajusta-se a cada 2.016 blocos, aproximadamente 14 dias, para manter o tempo médio de produção em 10 minutos. Recentemente, os dados indicam uma contração significativa no poder computacional dedicado à rede. De um pico local de 155,97 T em 11 de novembro para os atuais 125,86 T, a métrica caiu 19,3%. Paralelamente, cerca de 10% do hashrate global foi desligado, segundo Todd, em resposta direta à queda nos preços das criptomoedas.
Essa redução acelerou a produção de blocos para 8,92 minutos por bloco, abaixo da meta de 10 minutos. Os números sugerem um próximo ajuste de alta estimado em 12,15% nas próximas duas semanas, normalizando a velocidade da rede.
Contexto da Capitulação dos Mineradores
A capitulação ocorre quando mineradores menos eficientes desligam equipamentos por falta de lucratividade. O índice hash price, que mede a receita por terahash, atingiu o menor nível histórico de cerca de 3 centavos de dólar por terahash, conforme relatório da Bloomberg. Essa métrica combina o preço do BTC e os custos operacionais, impactados por invernos rigorosos nos EUA, especialmente em Texas e Tennessee.
Tempestades de inverno elevaram custos de energia e causaram interrupções, forçando operadores a reduzir produção. Empresas como CleanSpark, Terawulf, MARA Holdings e Riot Platforms registram quedas expressivas em suas ações, refletindo o estresse setorial.
Impactos na Rentabilidade e na Rede
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 363.460 (variação de -1,26% em 24h), equivalente a aproximadamente US$ 69.443. Essa cotação pressiona margens, pois mineradores enfrentam custos fixos elevados. A remoção de hashrate ineficiente "limpa" a rede, potencialmente fortalecendo a resiliência a longo prazo.
Histórico mostra que períodos de capitulação de mineradores precedem recuperações de preço, embora correlações não impliquem causalidade. Os dados atuais posicionam o mercado em fase de consolidação técnica.
Níveis Técnicos a Observar
Traders devem monitorar o próximo ajuste de dificuldade, previsto para meados de fevereiro, e a evolução do hashrate. Suportes chave para BTC incluem US$ 68.000 (média móvel de 50 dias) e US$ 65.000 (tendência de baixa recente). Resistências em US$ 72.000 e US$ 75.000 testarão a força compradora.
A recuperação do hash price acima de 5 centavos por terahash pode sinalizar estabilização. Volumes de mineração em exchanges brasileiras totalizam 319 BTC em 24h, com dominância da Binance.
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