A dificuldade de mineração do Bitcoin registrou queda de 11,16% no sábado (7), no bloco 935.424, marcando o maior ajuste negativo desde o banimento chinês de 2021. Os dados do mempool.space indicam que o indicador recuou para 125,86 trilhões, refletindo uma redução de cerca de 20% no hashrate nos últimos 30 dias. Esse mecanismo automático do protocolo garante blocos a cada 10 minutos, mesmo sob estresse climático e de preço. O Bitcoin ficou mais fácil de minerar: entenda o que isso muda para a segurança da rede.
Detalhes Técnicos do Ajuste
Os ajustes de dificuldade ocorrem a cada 2.016 blocos, aproximadamente 14 dias, para manter o tempo médio de produção de blocos em 10 minutos. No período anterior, o hashrate global caiu significativamente devido à combinação de tempestades de neve nos EUA — que afetaram operações em Texas e outros hubs — e à desvalorização do BTC para próximo de US$ 60 mil na quinta-feira (5). Segundo dados do Hashrate Index, a queda no poder computacional foi de 20% em 30 dias.
A nova dificuldade de 125,86T representa o 10º maior recuo percentual da história, conforme análise do desenvolvedor Mononaut. Isso eleva a rentabilidade para os miners remanescentes, cujos custos fixos com energia agora enfrentam menor barreira para lucratividade. Os dados mostram que pressões externas como clima adverso e volatilidade de preço impactam o hashrate, mas o protocolo se adapta automaticamente.
Impacto na Rentabilidade dos Miners
Com a queda de 11,16% confirmada, menores participantes — mais sensíveis a custos energéticos — ganham fôlego. Quando o preço do BTC cai abaixo do breakeven de muitas operações (estimado em US$ 65-70 mil para rigs eficientes), miners desligam ASICs para evitar prejuízos. O ajuste reduz a competição, aumentando a probabilidade de encontrar blocos e, consequentemente, a recompensa de 3,125 BTC por bloco.
No contexto atual, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 371.028,61 (alta de 1,97% em 24h), equivalente a cerca de US$ 71 mil com dólar a R$ 5,21. Isso sugere recuperação parcial, mas miners monitoram se o hashrate estabiliza acima de níveis críticos para evitar ajustes adicionais negativos.
Resiliência do Protocolo Bitcoin
O mecanismo de ajuste dinâmico prova a robustez do Bitcoin. Em 2021, o banimento chinês derrubou o hashrate em 50%, mas a rede se reequilibrou rapidamente, migrando para EUA, Cazaquistão e Rússia. Hoje, sob estresse duplo (clima e preço), o protocolo mantém a emissão estável de 3,125 BTC por bloco, preservando a segurança via Proof-of-Work.
Hashrate sustentado garante descentralização e resistência a ataques de 51%. Quedas temporárias não comprometem a rede, pois incentivam eficiência: miners com acesso a energia barata (ex: Texas com flexibilidade) prevalecem. Os dados históricos mostram recuperação pós-ajustes negativos, com hashrate atingindo recordes em 2025 apesar de ATH de US$ 126 mil.
Níveis a Observar no Hashrate
Próximos ajustes ocorrem em cerca de 14 dias. Traders e miners devem acompanhar o hashrate em plataformas como mempool.space: suporte atual em torno de 600 EH/s, com resistência em 700 EH/s pré-queda. Se o BTC estabilizar acima de US$ 70 mil, espera-se influxo de hashrate, elevando dificuldade.
Volume de mineração em 24h atingiu 281,76 BTC nas exchanges brasileiras. Indicadores on-chain sugerem que, sem novos choques climáticos, a rede retorna à tendência de alta. Monitorar correlação preço-hashrate é essencial para avaliar saúde da rede.
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