O Índice de Medo e Ganância do Bitcoin despencou para 6, o menor nível desde 2019, após uma queda de US$ 30 mil que levou o preço a US$ 60 mil. Esse pessimismo extremo pode sinalizar o fundo do ciclo, especialmente quando contraposto à visão de Matt Hougan, CIO da Bitwise, que argumenta que o mercado amadureceu e quedas de 77% como no passado são improváveis. O pior já passou? Essa pode ser a oportunidade estratégica para quem foca no longo prazo.
O Medo Extremo Revela Capitulação?
O Bitcoin viveu semanas turbulentas, caindo de acima de US$ 90 mil para toques em US$ 60 mil em menos de dez dias. Essa correção de dois dígitos gerou pânico generalizado, refletido no Índice de Medo e Ganância, que mede volatilidade, momentum e sentiment. Níveis abaixo de 10 indicam medo extremo, frequentemente um sinal contrarian de reversão.
Segundo o CryptoPotato, o índice atingiu 6 pela primeira vez desde agosto de 2019, após o pico de US$ 95 mil em janeiro. Hoje, o BTC oscila em torno de US$ 68 mil, equivalente a cerca de R$ 364.162 segundo o Cointrader Monitor. Historicamente, esses lows precedem rebounds, mas o contexto geopolítico e macro adiciona cautela.
O mercado está construindo resiliência, com holders de longo prazo reduzindo vendas agressivas. Essa exaustão pode marcar o fim da fase de pânico.
Matt Hougan: Por Que o Bitcoin Amadureceu
No relatório da Bitwise, Matt Hougan explica as causas da queda atual: front-running do ciclo de quatro anos, perda de atenção para IA e metais, liquidações massivas pós-tarifas de Trump sobre China em outubro de 2025, temores com Kevin Warsh no Fed e riscos quânticos. Apesar disso, ele destaca sinais positivos: open interest em mínimas de 2024 e holders acumulando nas bordas.
Hougan enfatiza que os mercados em baixa de cripto terminam em exaustão, não euforia. Crucial: o Bitcoin é agora um ativo mais maduro, com adoção institucional via ETFs e tesourarias corporativas. Quedas de 77% como em ciclos passados são menos prováveis, graças a fundamentos fortalecidos. “O tempo é o catalisador”, conclui o CIO.
Essa maturidade reflete a narrativa maior de transição para reserva de valor global, similar a ouro digital.
Lições do Passado e Ciclos de Mercado
Em 2019, o Fear & Greed em lows semelhantes veio após o bear de 2018, com BTC em US$ 3.500. Houve recuperação, mas levou meses para romper US$ 10 mil, agravada pelo crash da COVID em 2020. Dali em diante, nunca mais voltou a quatro dígitos, iniciando o bull run atual.
Hoje, com halvings passados e fluxos institucionais recordes, o contexto é diferente. A volatilidade persiste, mas a base de holders institucionais estabiliza o preço. Como estrategista, vejo esses momentos como testes de paciência: o mercado recompensa quem ignora ruído de curto prazo e foca em adoção.
Geopolítica e macro (tarifas, Fed) adicionam ruído, mas os fundamentos se fortalecem com cada ciclo.
O Que Monitorar para Confirmar o Fundo
Indicadores chave: estabilização de holders de longo prazo, queda em open interest e volume de liquidações. Se o BTC sustentar acima de US$ 65 mil, pode testar resistências em US$ 80 mil. No Brasil, o preço em R$ 364 mil reflete variação de -1,2% em 24h, com volume de 466 BTC.
Para investidores estratégicos, esse medo extremo é oportunidade de posicionamento de longo prazo. Mercados maduros oscilam menos drasticamente. Vale monitorar fluxos de ETF e movimentos de baleias nos próximos dias.
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