A Polícia Civil de Goiás prendeu um suspeito acusado de aplicar golpe financeiro de cerca de R$ 360 mil usando Bitcoin. A ação, parte da Operação Chave Mestra conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), ocorreu na quarta-feira (4). O investigado se passava por consultor financeiro, prometendo lucros fáceis com ‘renda fixa em Bitcoin’ – uma impossibilidade técnica que já levanta bandeiras vermelhas. Este caso serve de alerta: promessas de rendimento garantido em cripto frequentemente escondem fraudes.
Modus Operandi do Golpe
Investigações revelam que o suspeito conquistou a vítima se apresentando como especialista em operações na B3 e day trade. Ele firmou contratos de ‘prestação de serviços’ para gerir investimentos, começando com R$ 50 mil em uma consultoria básica. Em seguida, um segundo contrato de R$ 132 mil prometia administração e devolução com rendimentos. A etapa final envolveu a transferência de cerca de R$ 175 mil em Bitcoin para uma carteira criada em nome da vítima – mas cujas chaves privadas estavam sob controle exclusivo do golpista.
Durante o período, ele enviava relatórios unilaterais e não verificáveis, mantendo a confiança da vítima enquanto retinha acesso total aos fundos. Evidências apontam para uma estratégia clássica de fraudes: criar ilusão de profissionalismo com documentos falsos e promessas irrealistas, como ‘renda fixa em Bitcoin’, que ignora a volatilidade inerente da criptomoeda.
Red Flags e Ocultação de Fundos
O esquema apresenta múltiplas inconsistências que investidores atentos poderiam identificar. Primeiro, a oferta de ‘renda fixa’ em um ativo volátil como Bitcoin é uma contradição óbvia – produtos reais como Renda Fixa Digital existem, mas não garantem retornos fixos em BTC puro. Segundo, a entrega de chaves privadas ao suposto consultor viola princípios básicos de custódia: você nunca transfere controle total de seus ativos.
Após receber os valores, o suspeito iniciou a fase de lavagem, gerando múltiplos endereços Bitcoin e realizando transações em cadeia para ofuscar o rastro. Apesar disso, a DERCC logrou êxito no rastreamento on-chain, identificando concentração dos fundos em uma corretora brasileira regulamentada. Este detalhe destaca a importância de ferramentas de análise blockchain em investigações policiais.
Ação da DERCC e Implicações
A delegada Bárbara Natal Buttini, responsável pelo caso, detalhou ao Jornal Anhanguera como a polícia cumpriu prisão em flagrante e mandado de busca. As investigações prosseguem para mapear outras vítimas e possíveis cúmplices. Este não é um caso isolado: fraudes com cripto crescem no Brasil, explorando o entusiasmo com Bitcoin, atualmente cotado a R$ 346 mil segundo o Cointrader Monitor.
A operação reforça o papel das delegacias especializadas em crimes cibernéticos, equipadas para lidar com transações pseudônimas do blockchain. Para o mercado, é um lembrete de que a adoção institucional não isenta riscos de amadores mal-intencionados.
Como se Proteger de Golpes Semelhantes
Para evitar cair em armadilhas como esta, verifique sempre credenciais: consultores legítimos não pedem chaves privadas nem prometem retornos fixos em cripto. Use exchanges reguladas pela CVM ou Banco Central, mantenha custódia própria e valide relatórios com ferramentas independentes como Etherscan ou block explorers. Suspeite de pressões para transferências rápidas ou narrativas de ‘oportunidade única’. Denuncie à polícia ou plataformas como o Reclame Aqui ao primeiro sinal de irregularidade. A proteção começa com ceticismo: se parece bom demais, provavelmente é golpe.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.